quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Porrada!

Chego-vos para falar de um jogo.
Sim, à semelhança das grandes revistas da especialidade, vou fazer a análise a um jogo que tem tomado parte do meu pouco tempo livre.
Estou a falar de Travian, provavelmente dos jogos mais estúpidos e imbecis de sempre, e que eu adoro!
Neste jogo não andamos a conduzir grandes carros de corrida, tentando chegar em primeiro lugar, nem sequer andamos aos tiros a assassinos psicopatas, nem sequer damos saltos em plataformas para apanhar anéis. Nada disso, neste jogo o que se faz é CLICAR EM LINKS. Parvo não? Pois é, gente grande (e pequena também) que passa o dia a clicar em links numa página da net... Nada se mexe, não se vêem grandes combates, não se fazem grandes movimentações, apenas e só navega-se em páginas do jogo e lê-se relatórios...
É o mesmo que colocarem um piloto numa pista de nascar, com o melhor carro do mundo, mas tirar-lhe as rodas, a gasolina e vendar os olhos ao piloto... por mais que ele acelere não vai a lado nenhum e só imaginado é que vê a corrida...
Ainda não acham que é parvo? Então deixem-me contar-vos que há gente que não dorme à conta deste mísero jogo (gente pequena e bem adulta, mais que eu), e há gente que se chateia, como se lhes tirassem comida do prato...
Enfim...
É quase tão mau como ver o programa da manhã do Goucha...
Bem, vou jogar travian.
Abraços e beijos a quem de direito.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Rinháááááuuuuuuu! (tipo gato)

"Dois tigres à solta nos arredores de Lisboa", dizia o jornalista.
E eu pensei logo: Olha que ideia gira para festejar mudanças no governo, sim senhor, esta malta sabe mesmo fazer grandes festas.
Para grande tristeza minha, afinal não tinham sido festejas, mas uma simples fuga de um camião do circo que estava a estacionar perto daquela área. Aqui eu pensei: Olha que giro, arranjaram um novo local onde fazer reuniões de plenário da assembleia da republica. Mas depois vi imagens e era mesmo um circo daqueles tipo circo e não um grupo de palhaços... enfim...
Quanto à fuga dos bichos, eu acho que os deviam ter deixado andar à solta durante uns dias. Assim eles sempre conheciam novas paisagens, comiam umas quantas pessoas e desta forma a SS (Segurança Social) teria menos umas reformas por pagar. Boa maneira de resolver os problemas de financiamento... só que alguém não achou piada.
Queixam-se de que os portugueses são pessoas obesas e que não fazem exercício físico... deixassem os tigres à solta que iam ver se as pessoas não começavam a fazer exercício muito mais frequentemente e intensivamente.
Não sabem aproveitar boas oportunidades...
Também sei que demoraram muito tempo a encontrar um dos tigres, porque ele se tinha escondido atrás de umas cuecas do Castelo Branco, com motivos tigrais, tornando assim mais complicada a descoberta da besta (Do tigre, não da besta das cuecas). A chamada camuflagem. Dizem que sedaram os tigres, mas eu suspeito que o tigre deve ter cheirado as cuecas... Ninguém me tira isso da cabeça... pobre tigre!
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente aos tigres!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Corrupção na política? Hã?

Recentemente o "bastonário da ordem dos advogados", ou em linguagem corrente e com o devido respeito, "o gajo que pensa que manda nos advogados", abriu os olhos e disse uma coisa que escandalizou algumas pessoas (não percebo porquê) e que levou a algumas exclamações como "Estava a ver que ninguém reparava!".
O referido senhor, afirmou que muitos políticos são corruptos. Ora, perante este facto, só me resta meditar (ainda bem que o país é livre) sobre a clarividência desta frase e aglomerar alguns pensamentos da chamada sociedade civil.
Se qualquer político recebesse o salário mínimo acrescido de subsidio de almoço e tivessem que ir trabalhar de transportes públicos, no meio da plebe, dos sujos, talvez aí houvesse políticos que não fossem corruptos.
Só por curiosidade, nunca ninguém viu funerais de chineses, pois não? E ainda mais curioso, alguém já viu um político a cumprir pena de prisão ou a ser condenado decentemente?
Isto dá-me cá uns gazes...
Abraços e beijos a quem de direito, menos aos políticos!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Xculpa? Dxexte kk koxa?

Estou velho... podre de velho... incrivelmente velho...
E porque digo isto?
Porque a juventude escreve coisas que eu não sei o que querem dizer. Chamam a isto a linguagem SMS, a linguagem da nova geração... Eu chamo-lhe estupidez, até porque não entendo a maior parte das coisas...
Já é um bocado parvo receber mensagens de alguém que não conheço, mas é muito pior receber mensagens de alguém que não conheço e que não se percebe bem a menos que se leiam umas 3 vezes... 4... ok, 5 vezes...
No mesmo dia, e com intervalo de 5 minutos recebi as seguintes mensagens:
1ª - kem ex?
2ª - dxclpa.. eu kd vim embra a xurar pr kauxa da -------.. dxclpa
A isto eu tenho a dizer: QUÊ?
Além de eu não saber quem é, de não perceber nada da mensagem, fico sem perceber qual o objectivo desta suposta linguagem SMS. Primeiro que tudo, se as SMS se pagassem a metro, eu até entendia que se tentasse poupar. Em segundo lugar, pelas mensagens quase que posso apostar que qualquer uma delas não ultrapassa o máximo de caracteres permitido numa mensagem. Será que era assim tão difícil escrever quem ou escrever és? É assim tão complicado e tão diferente?
Esta nova linguagem faz-me parecer que quem está a pronunciar tem um aparelho enfiado na boca feito com todos os ferros de um poste de alta tensão da REN... xurar? kauxa? Não era enfardar umas vimadas no lombo de quem usa esta linguagem?
Abreviar até entendo, agora xurar? xurar??
Abxos e bxos a kem de direito. Hã? Estive bem? Abraços e beijos a quem de direito.

Cuidado com o que compram

Hoje pensei trazer aqui a esta parede onde escrevo (e que penso que a esta altura ninguém leia) uma coisa que me intrigou bastante.
Estava eu a trabalhar e tal, quando dou de caras com um tipo de produtos que um dos meus clientes comercializa. Coisas com nomes como:
- MIJAS BLANCO
- MIJAS AMARILLO
- MIJAS VERDE
- MIJAS NARANJA
- MIJAS AZUL
Que tal? Hã? A equipa que escolhe estes nomes deve ser bem animada.
E parece-me que já estou a ver as conversas entre vendedores e clientes:
Cliente - Bem, vou levar este e aquele.
Vendedor - Portanto mijas amarillo e mijas azul.
Cliente - Mijo amarelo porque bebi muita cerveja ontem, agora azul não estou a ver...

Imaginação é coisa que não falta na cabeça destes criativos... Mijas verde? VERDE? AZUL? MIJAS?
Abraços e beijos a quem de direito...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Bichos estranhos...

Mas que raio é que andam os bichos a fazer? Hã?
Vou tratar de algumas das teorias que desenvolvi para para a existência de alguns animais estranhos.
Começo pelo ornitorrinco. O que é aquilo? Um pato que atropelou uma lontra que estava a comer um peixe? Um bicho que tem bico como um pato, pelos como um urso e anda na água como um peixe... Mas o que é aquilo?
Então e uma chinchila? O que é aquilo? Um rato? Um esquilo? Um coelho? Xissa, dá-me ideia que meteram um grupo de bichos numa misturadora e depois saiu aquilo. Ou isto ou então deixaram os bichos sozinhos, sem televisão e já se sabe que sem televisão e ocupação os bichos começam logo a “entreter-se”. Depois dá nisto...
Há mais bichos que foram claramente criados por engano ou então em momentos de distracção... mas pronto...
Abraços e beijos a quem de direito.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Síndrome Floribela

Estou aqui que nem posso. Acabei de ver 5 minutos de televisão em que fui bombardeado por anúncios e marcas que sofrem do síndrome floribela. E o que é isso? Eu explico crianças.
Há pouca coisa para inventar no mercado dos produtos que podem ser publicitados na televisão, o que nos deixa com a incrível tarefa de filtrar toneladas de informação. A única maneira de evitarem repetir-se, é mudando ligeiramente o aspecto de um produto e dando-lhe o nome mais artilhado que for possível. Estamos a falar de produtos que desta forma acabam por sofrer do síndrome floribela, passando a tratar-se de super-hiper-multi-power-fusion-mega.
Vejam com atenção as promoções televisivas e vão ver que tenho razão. Alguns exemplos mais flagrantes são:
Uma marca de lâminas de barbear que começa em G, acaba em E e tem no meio, aleatoriamente as letras “illett”. Começaram com a versão simples igual ao nome da própria marca, depois avançaram para o sufixo “sensor” e mais tarde o “excel”, e já vão actualmente em “power”, “nitro”, “fusion”, “mach3”, etc. Enfim, digamos que pedir uma das lâminas mais artilhadas numa mercearia seria o equivalente a fazer um relato de uma prova de street racing – “Olhe se faz favor, queria uma gillette mach 3 power nitro fusion”.
Mas não pensem que foi apenas um devaneio de uma marca de lâminas de barbear. O mesmo se passa nos detergentes, artigos de higiene íntima e outras coisas mais, que vêem o seu nome embrulhado no síndrome floribela, que acaba por ser hiper-mega-power-total-super-nitro-espectacular!
Não?
Abraços e beijos a quem de direito.

PS: “Ena, um post depois de tanto tempo.” A quem pensou isto eu digo: “E? Também tive férias, e agora? Hã?”

quarta-feira, 14 de março de 2007

A arma perfeita para o trânsito

Não sei se alguma vez repararam nuns "atréééélados" (private joke) que se usam na agricultura e que servem para espalhar o chamado "esterco" nas terras. Estão a ver o que é? É assim uma espécie de caixa com rodas em que uma das extremidades aberta e com um mecanismo que tem a capacidade de projectar a matéria prima armazenada a grande velocidade.

Em termos simples, é uma espécie de catapulta de merda, literalmente.

A minha ideia era usar aquilo para admoestar os condutores aselhas deste país, que são mais ou menos 90%, nos quais até eu me incluo. Então o objectivo era que quando alguém fizesse uma manobra perigosa ou fosse em excesso de velocidade, ou alguma outra infracção perigosa, um destes mecanismos aparecesse no ar, qual milagre e desatasse a disparar poias e bostas e merdas por todo o lado, fazendo com que o veículo do aselha ficasse de imediato forrado com a capa mais mal cheirosa e nojenta do mundo.

Hã? Boa ideia?

Para os azeiteiros, haveria uma versão especial cheia de luzes de neon e colunas bufadeiras soltando sons de peidolas em volume máximo capazes de impregnar o cheiro a esterco de tal maneira que nem 30000 lavagens o fizessem sair.

Bom, depois desta ideia peregrina, vou ali para o W.C. que falar de tanta porcaria deu-me vontade de fazer uma descarga.

Abraços e beijos a quem de direito...





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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Tecnologias...

Ainda dou em doido...

Recentemente, o meu estimado e também idoso telemóvel acabou por avariar. Depois de ter perdido todos os contactos da lista telefónicas e alguns outros dados importantes (como datas de aniversário), vi-me obrigado a comprar outro telemóvel.

Já que tinha que ser, resolvi comprar uma coisa tecnologicamente mais avançada, facto pelo qual tenho tido sérios problemas e questiono seriamente em internar-me numa clínica de reabilitação.

Isto tudo porque o telemóvel tem funções que se calhar são demasiado avançadas para mim. Comecei por nem sequer ler o manual de instruções, porque ainda não tive tempo e quanto tenho 1 minuto, vou experimentando as coisas, correndo o risco de fazer asneira da grossa, mas pronto...

Foi numa destas experiências que descobri que aquilo tem um sistema de activação de comandos por voz, em que eu digo o que quero fazer e o raio da máquina obedece. Pelo menos penso que isso será o que acontece com as pessoas que conseguem funcionar com aquilo, porque eu não sou dessas pessoas.

Passo a explicar uma das situações ridículas em que me vi envolvido à uns dias. Eu activei a função de comando por voz, para a qual basta premir um botão no auricular e o telefone disse com uma voz feminina e sensual: "Diga um comando." Ao que eu fiquei a pensar, "Mas qual comando? Hã? O que é que eu digo?" quando eu ia dizer que queria telefonar o telefone responde: "Repita o comando" ao que eu gritei: "MAS EU NÃO DISSE NENHUM COMANDO!" e o telefone respondeu: "Não entendi"... Raios... tentativa frustrada...

Depois de muitas tentativas, percebi que tinha que dizer um dos comandos que aparecem no ecrã, e foi então que tentei novamente:

TLM - Diga um comando

Romeu - Chamar nome

TLM - Repita um comando

Romeu - c-h-a-m-a-r-n-o-m-e!

TLM - Não entendi, diga um comando

Romeu - CHAMARRRRR NOOOMMMEEEE!

TLM - Diga o nome

Ah ah, no final acabei por conseguir que a maquineta entendesse o que eu pedi, mas surgiu-me outro problema... Não sabia nem para quem ligar, nem qual o nome que devia dizer... Foi então que começou outra luta entre máquina e ser humano, na tentativa frustrada de conseguir que o telefone me entendesse, enquanto eu berrava, gritava e esganiçáva nomes e ouvia repetidamente a frase: "Não entendi"

A tecnologia tem destas coisas...

Abraços e beijos a quem de direito...





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sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Rébeilhão!

Ah!!!! Finalmente a diversão, a loucura, o sensacionalismo do reveillon, ou como eu tenho ouvido, o rébeilhão.
A noite da loucura, dos foguetes, do champanhe, das passas, das cuecas azuis, dos saltos da cadeira, das pernas partidas a saltar das cadeiras, dos tiros para o ar e das festas loucas pela noite dentro. Mais ou menos como o carnaval, mas sem os disfarces... pelo menos em alguns lados...
Há muitas coisas que eu nunca cheguei a perceber nesta festarola... Para que é que servem as 12 passas? Se eu nem gosto de passas, começo logo o ano mal, a tentar engolir 12 calhaus cheios de graínhas. É mais ou menos o mesmo que tentar comer um elefante de uma só vez e só para começar bem o ano. Para resolver esta situação eu fiz aquilo que se pode chamar de interpretação livre. Troquei 12 passas e um copo de champanhe por 12 copos de champanhe e uma sultana (o mesmo que uma passa, mas em tamanho S).
Depois na minha terra há um costume recentemente instaurado que são os tiros de festejo. Ora, como a malta não deve ter dinheiro para foguetes, arranjam-se uns tiros para o ar que fazem com que muitas vezes tenhamos chuva nos telhados que não é de água mas sim de chumbos... enfim, diversão à brava. Não encontrei nada para substituir isto, tirando gases, mas acho que é capaz de ser chato desatar a bufar ruidosamente para festejar um novo ano.
Subir para uma cadeira e saltar dela abaixo com o pé direito? Parece-me arriscado e nos anos que se têm passado, tenho visto pessoal quase a partir pernas e braços à conta deste processo arriscado...
Enfim, há várias coisas estranhas na passagem de ano, acabando sempre em grandes festas de xicabum e pastilha até às tantas, capazes de deixar qualquer aventureiro a ouvir batuques pelo menos durante 3 semanas...
Bom, para já deixo aqui algumas das dúvidas que me assaltam sobre a passagem de ano.
Abraços e beijos a quem de direito.


PS: Já alguém reparou que apesar do ano passar tudo continua na mesma? Para que raio é que se festeja a passagem do ano?

sábado, 23 de dezembro de 2006

Os embrulhos

Embrulhar prendas! Ah! Esse belo desporto de Inverno...

Acho mesmo que devia ser incluído como modalidade olímpica nos jogos de Inverno!

Eu até gosto de fazer embrulhos, papel para um lado, tesoura para o outro, fita cola em tudo o que é canto. Enfim, um mar de adereços e objectos necessários para proceder a esta árdua tarefa.

Só não gosto mais de fazer embrulhos porque quando acabo fico com a terrível sensação de que algo não correu muito bem... ok, algo correu um bocadito mal... pronto, algo correu mal... definitivamente, fico com a sensação que o embrulho parece uma peúga mal enjorcada e embrulhada jogada ao chão...

Sério... chego ao fim e todos os meus embrulhos parecem-se quase com rebuçados... amarfanhados nas pontas e muito esticados no meio... qual Dr. Bayard...

E depois do embrulho estar ajeitado ou pelo menos o suficientemente amarfanhado para que não se perceba o que vai dentro dele, surge a ainda mais árdua tarefa de escolher e fazer o laçarote... Ora, se o meu jeito para fazer embrulhos é comparável ao de um elefante para fazer balet, escolher laços não fica atrás... combinar cores, não exagerar no tamanho, escolher o sítio certo, colar, ajeitar... xissa... fico de rastos logo no primeiro embrulho... e depois chego ao fim e quando olho para a minha obra não deixo de pensar num ninho que um pássaro desajeitado fez à pressa só para desenrascar...

Enfim... Ao menos que me perdoem as pessoas que recebem as minhas prendas...

Abraços e beijos a quem de direito...





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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Muito bem! Vai buscuar!

Foi com enorme emoção que pude ouvir ontem mais um dos debates mensais na Assembleia da Republica, entre o suposto governo do país e os supostos deputados que são os vossos representantes. Vossos, porque eu não me deixo representar por eles.

Mas a minha alegria não vem do debate em si, mas sim de um pequeno detalhe de que me apercebi na emissão através da TSF.

Sempre o o elemento que discursava terminava um parágrafo ou lançava uma ideia pseudo-importante, os colegas de bancada que estavam por perto diziam (e alguns gritavam): "Muito bem", "M'to bém". Ora isto, não mais do que um "Vai buscuar!" camuflado. Ninguém me tira da cabeça que os grunhos haviam de querer dizer "Todo lá dentro", "Toma lá que é grosso!", "Aguenta-te com esta!" ou mesmo "Já foste!", mas o local e a ocasião deixou-os reprimidos...

Enfim... de qualquer forma, além do caricato da situação, aquilo irrita. Aquilo dá a sensação de que os rapazes que gritam estes slogans de apoio estão lá contratados e pagos a peso de ouro apenas e só para isto. Bem, agora que penso nisso, isto explica muita coisa...

Bom, mas eu a esses senhores quero dizer: "Pó'carvalho".

Abraços, beijos e um grande "Bai buscuar" a quem de direito...




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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Luzes e mais luzes e mais luzes!

Chegou o Natal! Finalmente! Já tinha saudades deste espírito que envolve o Natal e que por acaso agora não me estou a lembrar qual é, e tinha sobretudo saudades das luzes que enfeitam casas e outras coisas para nos lembrar, mais ou menos como quem nos grita ao ouvido, que o Natal está aí.
Fico maravilhado com a quantidade exponencial de luzes, adereços, pais natais, renas, lantejoulas que subitamente regressam à vida e cobrem tudo à volta das casas e dentro delas...
Árvores completamente derreadas com o peso de centenas de luzes que piscam de forma psicadélica, capazes de tirar o sono a pássaros e a todo o ser vivo que tentasse pernoitar ao abrigo dessa árvore...
Escadas e vielas que piscam milimetricamente como se de súbito tivessem sido invadidas pelo espírito de 30 mil discotecas dos anos 80. Chaminés possuídas com um pai natal decrépito e mirrado, cheio de luzes que lhe entram e saem pelo rabo, deixando-o de tal modo sodomizado que dá a impressão de que ele não está a tentar entrar pela chaminé, mas que ficou electrocutado por uma mangueira de luzes piscadeiras colocadas em forma de armadilha por um sádico qualquer...
Enfim, tudo coisas que derretem o imaginário das crianças e de alguns adultos. Ainda ontem vi uma cena deprimente. Um pai falava para outro: “Então já sabes quem se vai mascarar de pai natal este ano?” ao que o outro responde: “Ninguém, o meu filho deixou de acreditar no pai natal no ano passado.”. “Então porquê? Não me digas que puxou a barba e viu que era o teu pai disfarçado de pai natal!” disse o primeiro, ao que o outro respondeu: “Não, só que ele começou a achar estranho os 36 pais natais pendurados nas janelas do prédio em frente e em todas as chaminés das casas que via em caminho de casa para a escola, e então percebeu que era uma grande peta... crianças... são bastante precoces...”
E assim, por causa desta competição desenfreada de pais natais se acaba com os sonhos de natal de dezenas de crianças.
Mas por falar em competição. A mim parece-me até o natal se transformou numa corrida atrás da casa e jardim mais enfeitados do bairro. As pessoas enfeitam tudo, as janelas, as chaminés, as escadas, as caleiras (como eu fiz), as árvores de fruto, os animais, os postes, as paredes, enfim, tudo, tudo serve para pendurar luzes decorativas!
Ah! O Natal!
Abraços, beijos e OH OH OH a quem de direito!

sábado, 4 de novembro de 2006

Halloween...

Cá está uma bela invenção dos povos celtas para celebrar o fim do Verão e outras coisas mais, que os irlandeses e a malta desses lados se encarregou de levar para os EUA e uma vez aí, resolveram tornar esta celebração numa espécie de carnaval capitalista.
Os americanos ficaram malucos com isto e deve ser esta a data que mais festejam a seguir ao 4 de Julho. Chamo a isto carnaval capitalista porque eles não se contentaram em ir pelas ruas mascarados de coisas estranhas, eles quiseram fazer algum negócio com isso e por isso resolveram que talvez não fosse má ideia irem a todas as casas e sacar umas coisas. O intuito deles nem seriam as guloseimas, mas com as máscaras a malta não entendia metade do que eles diziam, e resolveram que era melhor despachar esses mascarados com um rebuçadito para ver se se iam embora. A moda pegou e neste momento, temos uns festejos capazes de rivalizar com o carnaval carioca e europeu, só que mais pequenino.
Cá pelos nossos lados, o sonho de alguns é poder vestir as roupas justas das mulheres e andar a pavonear-se um dia inteiro com o fio dental bem engavetado, e depois à noite beber até cair para o lado (talvez mesmo depois de descobrir que se calhar o sucesso não é ser Arnaldo o camionista, mas sim Arnalda, a engolidora do cabaré)... O degredo do carnaval.
No Brasil a táctica deles é diferente, é abanar o capacete dois ou três dias seguidos, e pelo meio fazer bastante sexo com tudo o que se mexer... basicamente, é por isso que as mulheres se passeiam meias despidas por lá, assim poupam tempo e sempre têm a desculpa de que está calor e não sei quê...
Nos Estados Unidos, para não copiarem o tradicional carnaval, tornaram o halloween no seu próprio carnaval... “Ai e não sei quê, e é o momento do ano em que o véu que separa o mundo dos vivos e dos mortos é mais ténue” e vai daí, espetam abóboras em tudo o que é canto, vestem-se como os seus antepassados de à 150 anos atrás, espetam umas facas na cabeça e mais umas coisas giras e aí vão eles para o negócio. “Oh senhora, ou me dá um rebuçado ou vou ter que lhe fazer xixi ali no cando do jardim!”.
E assim vai o mundo nos “países desenvolvidos ou quase”.
Agora se me desculpam, vou ter que ir limpar os muros onde pendurei abóboras, que elas desfizeram-se e ficou tudo desgraçado!
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Facilito!

Os anúncios para vender coisas fascinam-me! Desde carros, casas, mobiliário, computadores, neste nosso Portugal tudo se vende, e todos são vendedores, o que dá origem a algumas coisas capazes de entreter o comum dos mortais por longas horas.
É por isso que vou reflectir sobre alguns slogans ou palavras-chave que os pseudo-vendedores portugueses usam para suscitar o interesse de potenciais compradores.
Quantas e quantas vezes passo na rua e vejo um pequeno papel que simplesmente diz “Vende-se”. Uma dessas vezes fiquei junto a um carro à espera que ele se vendesse durante 1 hora, mas o raio do carro nem pestanejou. Enfim, mas este é o mais comum e menos problemático.
Um dos que mais me chateia é o “Procuro novo dono”... Isto faz-me lembrar os cães que, descontentes com os actuais donos, resolvem sair de casa, quais jovens adolescentes revoltadas, e procuram um novo dono capaz de os entender. Dá-me vontade de chegar ao pessoal que escreve isto e cola no carro e dar-lhes uma valente mocada na cabeça com um pau de eucalipto...
Depois há os que nem se querem chatear, escrevem um número de telefone num papel e pronto. Nos primeiros tempos, ainda pensei que fosse alguém que se sentisse só e apenas quisesse companhia, carinho... Este pessoal espera que o mundo olhe para eles e para o seu número de telefone e pense imediatamente em comprar, comprar, comprar! Tansos!
E depois há alguns que simplesmente me deixam desconcertado. É o caso do “Facilito” e do “Trato”... mas que raio... o que é que vai na cabeça das pessoas? Estou sempre à espera de ver cartazes deste género nas costas daquelas mulheres que trocam sexo por dinheiro, aquelas que estão na beira da estrada... sei lá, estou sempre à espera de ir a passar na estrada e ver um pequeno cartaz ao lado de uma matrafona a dizer “Facilito” ou “Sucções” ou outras coisas ainda mais atractivas... Haviam de ter sempre o estaminé cheio de clientes! Ou não... de qualquer maneira, nos carros faz-me sempre alguma espécie...
Deixo aqui o réptil a quem está atento a estas coisas, para me deixar aqui informação sobre alguns destes slogans de venda, só para eu saber se há algum que eu não conheça.
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Sô'tor!

Fez-se luz, acabei de descobrir porque raio é que os políticos são tão inúteis e incompetentes!
O problema é que eles têm que memorizar um grande conjunto de individualidades de estado para os seus discursos, o que os deixa sem tempo para tratarem daquilo que são realmente as coisas importantes. Passo a explicar...
Quem já assistiu a formalidades autárquicas, de estado ou simplesmente aos debates na assembleia da república (que podem ser maravilhosamente contemplados no canal AR), sabe que antes de começar qualquer discurso ou mesmo uma curta apresentação, esta malta gasta pelo menos 5 minutos dos 6 minutos a que tem direito a nomear e cumprimentar minuciosamente todos os ilustres presentes. É por isso que nunca chegam a fazer nada e andamos como andamos.
Eles estão próximos de atingir aquele que eu considero o limite no que diz respeito a cumprimentos, e quando esse limite for atingido, o seguinte vai-se acontecer:
Diz o primeiro ministro: “Senhor presidente da assembleia, senhores ministros, senhoras ministras, senhores deputados da oposição à minha direita, senhoras deputadas...”, (5 minutos depois)”...senhora da limpeza dos nossos gabinetes, senhores que acartaram os barris de cerveja para o bar, senhora que ainda agora ajeitou a gola da blusa, senhores jornalistas...”
De repente é interpelado pelo presidente da assembleia da república: “Faça favor de terminar senhor primeiro ministro...”
Continua o primeiro ministro: “...senhoras jornalistas, senhora que está a olhar para a nódoa no meu casaco, senhores que estão aí em cima a dormir, senhor que está a coçar os tomates, senhores e senhoras, estamos aqui hoje para discutir...”
O presidente da assembleia da república interpela-o novamente: “Senhor primeiro ministro, terminou o seu tempo, tem a palavra o senhor deputado da oposição...”
E pronto, assim se passa o tempo na assembleia...
Eu tenho uma solução para resolver isto... era chamá-los a todos para o estádio do Dragão e soltar uns quantos leões esfomeados. Parece que já os estou a ver: “Oh Sô'tor, não fuja! Caro leão, faça favor de não me comer a perna, isso é altamente inconstitucional... Isso é pura demagogia sô'tor, todos percebem que o leão o quer comer a si...”
Enfim... Pode ser que um dia aconteça isso...
Abraços e beijos a quem de direito!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Se fosse eu que mandasse...

Dei comigo a pensar num conjunto de coisas, que alguém inventou, mas que na verdade gostaria de ter sido eu a mandar no assunto. Não só pelos rios de dinheiro, mas principalmente porque mudava algumas coisas... Por exemplo:
Se fosse eu a mandar no carro Smart, fazia-o pequeno como ele é, com bastante qualidade interior e exterior como ele tem, mas fazia-o com mais trinta e duas toneladas de peso, só para não ter que passar pela vergonha de ser ultrapassado por um... Se eu tivesse filhos, já os estou a ver a comentar quando vissem um Smart a ultrapassar-me: “Oh pai, vai ali meio carro a ultrapassar, porquê?”
Se fosse eu que mandasse, instalava em cada político um aparelho que fizesse com que, quando eles mentissem se soltasse do seu esfíncter anal um farfalhudo e estrondoso peido audível a mais ou menos 3 quilómetros... O canal parlamento havia de ser bem mais divertido... e nem falo dos comícios.
Se fosse eu que mandasse na televisão portuguesa, passava tudo o que é programa da manhã para a madrugada, Fátima Lopes, Praça da alegria e Goucha tudo a começar à 1h da manhã. O país ia melhorar substancialmente porque a malta não ia ficar até altas horas a ver televisão porque nada daquilo interessa. E em vez das 300 novelas começava a passar coisas menos interessantes, como programas tecnológicos e outras coisas aborrecidas como programas de desenvolvimento.
Se fosse eu que mandasse, o estado teria que me pagar impostos por eu lhes fazer o favor de morar cá em Portugal... Mas como não sou eu que mando, limito-me a pagar impostos para eles andarem todos contentes a gastar do que é meu...
Enfim... há mais coisas que eu mudava, mas ficam para depois.
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Isenção, sim!

Os jogadores que disputaram o mundial de futebol com as cores portuguesas pretendem não pagar impostos dos 50 mil euros que vão receber. Eu acho muito bem!
Finalmente alguém teve a coragem de dar a mão a esses pobrezinhos que quase não ganham para comer, nem para as imensas casas que têm, nem para os carros topo de gama e outras coisas mais.
Na verdade, penso que poderíamos fazer algo mais por eles. Acho que se cada um de nós fosse capaz de dispensar o valor de umas duas ou três refeições semanais para pagar a esses senhores o benefício que eles trouxeram para Portugal. Graças ao que fizeram, Portugal tem agora um défice... igual... ou pior... um PIB... igual... ou pior... com uma diferença, como ninguém quer saber disso porque só querem futebol, deixam que se lhes mexa nos bolsos à vontade.
Eu acho que se devia dar esse incentivo e também deviamos eleger toda a federação e os jogadores para serem deputados durante um mês... assim juntavam a isenção dos impostos com a inutilidade do salário de um deputado e pronto, estava feito o agradecimento aos nossos jogadores que salvaram Portugal da banca rota e da desgraça...
Enfim... Vão pedir isenção ao raio que os parta. Parabéns pelo feito desportivo, mais que isso já é estupidez...
Abraços e beijos a quem de direito...

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Site da diva da TV infantil ou site porno?

Foi com grande espanto que recebi por mail o link para o site da apresentadora e “cantora” Ana Malhoa e foi com ainda mais espanto, talvez até um pouco de estupefacção que dei conta de que se trata de um site um pouco... digamos... um pouco pornográfico ou pelo menos de conteúdo mais explícito.
Quando se espera um site com músicas pimba, letras nanhósas, e pimbalhadas até fartar, encontra-se um site de pimbalhadas, claro, mas de outro tipo... bem... a sério que eu ainda não percebi se aquilo é suposto ser mesmo o site da tal cantora ou se é mesmo para ser um site pornográfico... enfim... acho que a única coisa que não o faz ser um site pornográfico é o facto de ter uma irritante e incrivelmente ruidosa música ambiente capaz de levar qualquer cibernauta a ficar descuidadamente exposto aos colegas de trabalho.
Para a cantora e quem idealizou o site e a sua carreira, tenho a dar os parabéns porque deve fazer inveja a algumas actrizes porno consagradas.
Começa-se como cantora e apresentadora de programas infantis e acaba-se a fazer poses ousadas para auto-promoção... boa técnica... não sei o que vai acontecer aos miúdos do Disney Kids, mas eles que se preparem para o estrelato porno, talvez numa dupla, quem sabe de nome "Os pestinhas"...
Abraços e beijos a quem de direito...

A explicação das derrotas portuguesas no mundial

Chegou ao fim o mundial de futebol, cheio de loucuras e devaneios portugueses. Todos esperavam ver a equipa aguentar-te muito tempo, o que acabou por ir acontecendo até às meias-finais. Depois perdemos e eu descobri porque isso aconteceu.
Portugal perdeu porque o senhor Artur não tinha as suas cuecas da sorte vestidas no dia dos jogos!
Milhares de portugueses acostumaram-se a fazer as coisas metódicamente, a usar certos amuletos, ver o futebol de uma certa maneira, assistir ao espectáculo num determinado local.
Como nem sempre é possível reunir esse conjunto de coisas, às vezes há derrotas. Coisas como “Eh pah, viste isto, não tive tempo de ir buscar o meu cachecol e por isso Portugal perdeu...”, “Que caraças, esqueci-me de me benzer três vezes antes do jogo, eu tinha feito isso conta Angola e resultou e desta vez esqueci-me...”, “Oh Arnaldão, esqueci-me de vestir o fio dental cor de rosa da minha mulher e agora, se calhar Portugal vai perder!” foram proferidas durante e depois dos jogos em que Portugal perdeu...
E pronto, assim se descobre que afinal as vitória e derrotas de Portugal estão encerradas em cuecas, cachecóis e outros amuletos e nunca nas pernas dos jogadores que andam lá a correr atrás da bola apenas para fazer espectáculo.
Enfim...
No final de tudo, tenho-vos a dizer que a culpa de Portugal ter perdido foi minha, pois eu esqueci-me de comer uma maça antes do jogo... é chato, mas há que assumir as culpas...
Abraços e beijos a quem de direito...