terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nudismo, coisas arejadas e afins!

Numa altura em que se fala tanto de actividades à beira mar, como o surf de vagalhões, empranchamento de esplanadas e outras coisas radicais, acho que é pertinente reflectir sobre o nudismo balnear.
Primeiro que tudo, deixo claro que não sou contra o nudismo nem nada que se pareça.
O meu problema é que há demasiadas variáveis a controlar e um gajo que quer ir para a praia relaxar, pode sair de lá com uma pilha de nervos ou com outras coisas... coisas como: muita areia nas virilhas!
Das dúvidas que me assolam, a primeira prende-se logo com a entrada. Um nudista deve entrar na praia já fardado ou será que pode ir vestido, escolher o local mais apropriado e depois equipar-se a preceito?
E o telemóvel? Onde raio é que fica o telemóvel? Nem sequer há cueca com bolso para o guardar... Depois aparece um cachalote ou um cargueiro que por acaso se esbardalham contra o areal e o chamado jornalismo amador fica jogado por terra e não há fotos exclusivas nem nada que se pareça. Enfim, um problema.
Independentemente de um homem poder ir sozinho ou acompanhado, vários cenários podem ocasionar um problema de "expressão". Imaginemos que vai acompanhado pela esposa, namorada ou amiga e esta respira de maneira mais atrevida? E se vai sozinho e lhe aparece qualquer coisa resplandecente? Ou então simplesmente adormece e acontece-lhe aquele fenómeno que todos os homens saudáveis já presenciaram quando a meio da noite acordam com qualquer coisa armado na zona pélvica? Já percebi que talvez seja melhor, para nudistas homens, levar uma pá para a praia e cavar uns quantos buracos à volta da toalha para o que der e vier.
Estão a ver, são demasiadas variáveis a ter em conta e eu só abordei a questão de forma superficial.
Há uns anos, decidi que era altura de voltar a uma praia onde ia na minha infância. A modernidade trouxe-me um dissabor. Quando antes era possível ir com o carro até perto do areal, agora era necessária uma caminhada de uns bons 10 minutos para lá chegar. Só isto devia ter sido aviso suficiente... mas o revivalismo é tramado. Depois de 10 minutos, lá cheguei eu, à paisagem que recordava da minha infância. Comecei a descer as dunas e rapidamente percebi que havia meia dúzia de pessoas espalhadas pelo areal. Como vejo mal ao longe, pensei: "Olha que engraçado, quase toda a gente usa fatos de banho da cor da pele. Que giro e tal." Qual não foi o meu espanto, quando uma das pessoas se virou para as dunas e percebi que estava qualquer coisa de errado na paisagem, havia ali arejamento a mais! Foi com surpresa que constatei que a praia onde brinquei tantas vezes em miúdo estava agora transformada numa estância balnear de nudismo. Todas as pessoas estavam em pelota! Rapidamente os pensamentos anteriores me atravessaram a mente. Como estava numa de descansar e não tinha levado nenhuma pá, pensei que o melhor seria fazer a meia-maratona em direcção ao carro e dirigir-me para uma praia atulhada de gente... Enfim...
Eu acho que não haveria problema em ter lá ficado sem fazer nudismo, mas acho que da mesma maneira que um adepto de futebol de uma determinada equipa não gostaria de ver o jogo no meio da claque adversária, também eu me senti a destoar a abandonei aquele barco.
Deixo-vos com esta reflexão e vou-me vestir que estar a escrever posts todo nu num dia de chuva, só com um barrete de campino é desconfortável.
Abraços e beijos quem de direito, menos à senhora que naquele dia fatídico se virou para trás na praia nudista e me mostrou que a gravidade terrestre é madrasta...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Histórias da beira da estrada e afins!

Hoje quero falar-vos de duas espécies animalescas que nunca vi retratadas nos programas da BBC Vida Selvagem.
A primeira espécie são aqueles animais que se metem à estrada mesmo no último instante e como percebem que fizeram asneira grossa, chegam-se para a berma com uma roda a fazer offroad por cima de um eucaliptal e a outra e calcar o traço contínuo limitador da estrada. Depois seguem a baixa velocidade, como quem diz: “vá, eu não estou a estorvar, só vou aqui na minha vidinha e até estou a dar espaço para ser ultrapassado”. Depois nunca olham para os lados, só para a frente, como quem pensa: “Lá lá lá eu não estou aqui… tu não me estás a ver…”.
A outra espécie, são aqueles mamíferos que param na berma para urinar contra o para-choques da viatura. Vejamos uma coisa: quando a natureza chama com muita força, não há outro remédio que não atender ao chamamento. Já me aconteceu, tudo bem, mas eu nas raras vezes em que isso aconteceu, eu entro pela floresta dentro, percorro o equivalente a 3 meias-maratonas e depois, atrás da moita mais serrada que encontrar, é lá que faço o regamento da vegetação, depois um pouco de água resolve o problema da higiene das mãos (qualquer garrafa no carro resolve isso). Mas esses coisos fazem logo ali, parece que o mundo se apaga e repentinamente e o carro passa a ser um biombo… A esses senhores, eu digo: vós o que fazeis é esconder a pilinha, porque todo o universo percebe que estão a mictar contra o para-choques! Desconfio que alguma desta malta, tal não fosse o pudor de esconder a pilinha e certamente iriam urinar para o eixo da via…

Abraços e beijos a quem de direito e aos senhores que lavam as mãos depois de se aproximarem da berma da estrada!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Mau tempo, filetes panados e afins!

Então dizem por aí que vai estar mau tempo e, como é que se chama aquilo... chuva... e vento e... bem, deixem-me informar os mais distraídos, estamos no INVERNO. É suposto chover no inverno, é suposto estar frio no inverno, é suposto estar vento no inverno.
Antigamente vinha chuva e essas coisas e nós apanhávamos com ela, todos contentes e pronto. Agora não, vai chover e imediatamente o IPMA espeta alertas coloridos em distritos e nas ondas e o catano... mas para quê? O máximo que acontece, é que as pessoas são informadas dos alertas e passam o dia a olhar para o ar a ver se chegou o momento... Enfim...
Os alertas na verdade também têm um lado lúdico. Servem para que os mirones que gostam de surfar vagalhões de 10 metros em cima do capô do carro, saibam qual a melhor altura para ir para perto do mar com a máquina fotográfica e o Kispo verde fluorescente. Fugir de uma onda ressabiada com as calças arregaçadas devia ser desporto olímpico.
Os filetes panados, eram só para enganar.

Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ressuscitar um morto com piropos!

A pedido de muitas famílias (??), vou aplicar com toda a força uma descarga de desfibrilhador a este blog para ver se ele ressuscita.

Estava eu a pensar na melhor maneira de dar carga ao desfibrilhador, quando me lembrei daquelas peças de poesia de andaime que dão pelo nome de piropos. Não aqueles banais do género de "Ó flor, dá para pôr?", mas aqueles profundos e filosóficos, capazes de deixar o ser humano à beira de um Apocalipse romântico, ou então de um AVC, uma das duas coisas...

Assim, junto algumas jóias de filigrana "andaimal" que penso que fará maravilhas pela vida amorosa daqueles que a procuram (e ao mesmo tempo prepara as mulheres para aquilo que possam ouvir um dia destes).

1 - "Tantas curvas e eu sem travões." No momento em que a prevenção rodoviária toma proporções avassaladoras e houve mudanças no código da estrada, heis um piropo que alerta para os perigos da manutenção dos travões... Isso ou simplesmente um gajo que vem a cair dos andaimes e só lhe sai isto antes de enfardar com o trombil no betão.

2 - "Tanta carne boa e eu em jejum." Não estou a ver o que possa ser dito acerca deste... Bem, daqui a nada está aí a Páscoa...

3 - "Até davas uma boa actriz mas és muito melhor atrás." Este tem que ser usado com cuidado. Nem eu percebo muito bem qual o objectivo ou o porquê... Só me lembrei que fosse o caso da senhora ser feia que nem a parte de trás de uma vaca encardida e então o poeta gostasse mais de a ver por trás...

4 - "O meu amor por ti é como a diarreia, não o consigo manter cá dentro."... Que raio é que eu hei-de dizer sobre isto?

5 - "Diz-me lá como te chamas para te pedir ao Menino Jesus." Estão a ver, é religioso e tudo!

6 - "Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos do Schwarzenegger, mas a lamber sou uma Lassie." Oi? Hã?

Bem, acho que já me alonguei bastante e tenho que parar antes que tenha um derrame cerebral...

Abraços e beijos a quem de direito.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Qual Toy qual quê...

Caros leitores (sim, estou a falar para uma pessoa usando mesmo assim o singular),
É com contida e gaseada alegria que ressuscito este blog com um assunto de premente interesse. É desta forma que inauguro uma rubrica dentro da rubrica que é este blog e que dá pelo nome: "Já viste se esta música fosse cantada pelo Toy em português?"
Como todos sabem, há um género de música que no nosso país tem um sucesso avassalador, capaz de esgotar pavilhões atlânticos num ápice. É a chamada música pimba, que muitos gostam e que muitos outros criticam. É pois chegado o momento de vos abrir os olhos para a pimbalhísse (inventei e não sei se poderá ser escrito assim...) que anda por aí na boca de excelentes cantores em língua inglesa. Para exemplificar, trago-vos a letra de uma musiquita que gosto muito (mesmo muito), mas que serve de sobremaneira para exemplificar aquilo que vos quero meter na mioleira. Trata-se da exuberante música "Sexual Healing" do malandreco "Marvin Gaye", o homem que de cada vez que cantava esta música era capaz de engravidar umas 10 mulheres.
E agora o espectáculo da letra em pseudo-português (perdoem-me pela tradução livre):
"Cura sexual"
Oh - jeitosa, agora vamos a isto hoje à noite (??)
Jeitosa, estou quente como o teu forno
Oh - preciso do teu amor e,
Jeitosa, já não aguento mais,
Isto está a ficar grosso... mais grosso
E quando eu sinto isto
Eu preciso de cura sexual
Porque me faz sentir fixe
E ajuda-me a soltar a minha mente
Cura sexual, é boa para mim
Cura sexual, é mesmo uma coisa muito boa para mim.

Quando essas lágrimas azuis estão a cair (??)
Oh não, e estou a perder a estabilidade emocional,
Há uma coisa que eu posso fazer
Oh, eu posso pegar no telefone e ligar-te jeitosa
Querida, eu sei que tu estás lá para me aliviar
O amor que me vais dar vai-me libertar
E se não sabes no que te estás a meter
Oh . Eu digo-te jeitosa, é a cura sexual
Levanta, levanta, levanta, levanta
Vamos fazer o amor hoje à noite
Acorda, acorda, acorda, acorda,
Porque tu fazes isto bem (?? nem a deixa dormir)

Cura-me, jeitosa
Cura-me, jeitosa
Cura-me, jeitosa
Cura-me, jeitosa

Jeitosa, sabes que eu fiquei doente hoje de manhã
Um oceano estava tempestoso dentro de mom
Jeitosa, acho que estou a amalucar
Oh - as ondas estão a aumentar
E quando eu sinto aquilo
Eu quero uma cura sexual
Cura sexual
E faz-me sentir tão fixe, é uma excitação
E ajuda a libertar a mente, Deus - é bom para nós
Cura sexual, é boa para mim
Cura sexual, é mesmo uma coisa muito boa para mim.
E é tão bom para nós e é bom para mim jeitosa, woohhh
Agarra o momento e controla
O meu corpo e a minha mente, em breve faremos o amor
Docinho, oh... fixe...
És o meu medicamento, abre e deixa-me entrar
Jeitosa,
Jeitosa, és tão boa
Mal consigo esperar para entrares em acção

Ohh




...


E então? Faz sentido? Já viram o que eu posso fazer com uma das melhores músicas de sempre?
Abraços e beijos a quem de direito...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Enterrados!

Caros seguidores! Sim, falo para as 2 pessoas que têm este blog como homepage por engano.
Quero falar-vos hoje de um assunto que me tem andado a ensombrar nas últimas semanas. Um programa, certamente criado por um canal de televisão com ambição desmedida, e que disfarçadamente criou o primeiro reality-show que é mesmo real.
Falo dos 33 mineiros chilenos que estão presos a alguns metros (700 m) da superfície. Ora pensem bem comigo, um canal de televisão, convida (sem que eles saibam) 33 pessoas escolhidas aleatoriamente para participarem num concurso televisivo cujo prémio é... não falecer!
Que outra justificação haverá para uma tamanha cobertura mediática a todos os assuntos supérfluos? Analisem e confirmem se aquilo não é igual a um qualquer big-brother, em que dão comida aos concorrentes, e eles falam para as câmaras e têm que cumprir determinadas provas. É ou não é igual? Hã? Hein?
Bem, agora vou ver quantos metros as máquinas já furaram.
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vampirilinizalinação!

Talvez esta palavra inventada não seja suficiente para expressar aquilo que eu quero dizer, mas no que diz respeito a inventar palavras, eu fico-me pelo medianamente mau, deixo para profissionais situações mais complicadas.
Hoje queria falar-vos de uma espécie de tsunami sanguinário que está a invadir a sociedade mundial, e especificamente o nosso pequeno Portugal.
Estou a falar dos filmes de vampiros, as séries de vampiros, as novelas de vampiros, os desenhos animados de vampiros, as máscaras de carnaval de vampiros e uma ou outra sex shop com brinquedos sexuais sobre vampiros. A moda Lua Nova pegou de tal forma, que um homem só é sexy, se tiver caninos descomunais e um bronze tipo toupeira, e uma mulher só desperta o interesse masculino se tiver os olhos raiados de sangue e nunca tiver visto o sol na vida, pelo menos para aqueles a quem a saga lua nova não chegou e dedicaram-se às hordas de livros, filmes e "coisas" que apareceram a seguir.
Portugal, que era por tradição um país que demorava uns 10 anos a adoptar uma moda estrangeira, anuncia loucamente nas suas televisões, aquelas que serão as primeiras novelas sobre vampiros totalmente portuguesas.
Já não chega o estado deplorável dos conteúdos televisivos portugueses (para mim, claro), e ainda se corre a trás de uma moda internacional, que eu imagino que vá estar cheia de efeitos "especiais" (if you know what I mean).
Estou ansioso para começar a ver estas novelas, espero que não sejam à mesma hora.
RTP dos anos 90, volta... estás perdoada...
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente àqueles que têm caninos normais e não são chupadores de sangue vampirescos!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Invenções de mulheres!

Deparei-me hoje com um adereço inventado por uma mulher, feito por mulheres e para mulheres usarem (esquecendo que há homens que usam sutien... outras maluqueiras).
Este invento dá pelo nome de "cleavage caddy", e não é nada mais nada menos que o cinto da ferramenta mas para mulheres, só que não é um cinto.
A senhora Laura McLaren achou que não estava satisfeita com a vida, e dá-lhe em inventar um adorno que se coloca no sutiã, sim no sutiã e que permite transportar adornos e ferramenta (entre os exemplos estão cartões de crédito, telemóveis, canetas, blocos de notas e tudo o que lá couber). Diz ela que pretende com o invento manter-se sexy enquanto trabalha, transmitindo a sensação de competência e dedicação ao mesmo tempo que desperta o desejo desinteressado dos colegas de trabalho (que não especifica serem masculinos ou femininos)
A essa senhora eu só tenho uma coisa a dizer: Oh senhora, isso é PARVO!
Parece que já estou a ver numa reunião, um colega de trabalho a olhar fixamente para o decote de uma senhora envergando um destes adornos. A senhora afinfa-lhe um estaladão e ele segue-se com a desculpa: estava a ver se tinha aí uma afiadeira!!!
Get a life...
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente à malta que não guarda ferramenta nos sutiãs...

O sítio onde eu trabalho... parte 2

No sítio onde eu trabalho dizem-se coisas espectaculares como já referi no último post. Fica aqui mais uma digna de registo.
No seguimento de uma conversa sobre a energia eléctrica, alguém tentando referir-se a um contador bi-horário, profere a seguinte frase:
"Não, não, eu mandei trocar por um contador biológico!"
E pronto, assim se dizem coisas aqui onde eu trabalho...
Abraços e beijos a quem de direito, em especial à malta que instala os contadores biológicos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O sítio onde eu trabalho...

No sítio onde eu trabalho é possível que aconteça tudo.
Quando eu digo tudo, quero referir-me a TUDO!
É possível, por exemplo, que uma pessoa diga a outra: "Oh homem, isto é possivelmente das melhores cabines de hidromassagem que existe no mercado. Tem massajador de pés, 6 chuveiros, rádio, telefone e mais espectacular que tudo, sistema de quimioterapia..."
Ou então: "Você leve esta peça... peça com E, não com I... seu preverso!"
Algumas vezes pode até ouvir-se: "Fá favore!"
Também é possível apreciar um espectacular concerto de: "Põe tua mão, na mão do meu senhor... láláláláláááááááá"
Ou o seguinte diálogo:
Personagem 1 - "Oh senhor X, faltou a luz, tem aí algum fox que me empreste?"
Personagem 2 - "Um quê dona Y"
Personagem 1 - "Um fox! Uma pilha! Para dar luz"
Personagem 2 - "AH, um foco!"
Personagem 1 - "Sim, um fox..."
Bem, no sítio onde eu trabalho posso assistir todos os dias a espectaculares manifestações de cultura, bom-senso e inteligência, mas só de vez em quando!
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente à malta do trabalho... mas só a alguns!

Máscaras anti-qualquer-coisa...

Olá a todos.
Estou muito contente com a invenção do século.
Há poucos dias, uma americana, daquelas americanas mesmo muito americanizadas, apresentou ao mundo (mesmo sem o mundo ter pedido) a sua primeira e única invenção até ao momento (que eu espero ser a última). A espantástica doutora Elena Bodnar registou e patenteou o Sutiã-Máscara-de-Gás!
Não é nada mais nada menos que um espectacular sutiã que puxando aqui e ali se transforma rapidamente (depende do conceito) numa não menos espectacular máscara de gás, algo que se pode usar em Chernobil ou então nas urgências de um qualquer hospital.
O que acontece, é que as senhoras quando se virem aflitas com um gás qualquer, basta despirem-se da sua sustentação mamária, desmanchar o dito cujo e através de uma delicada operação transformar uma copa D numa máscara de gás eficiente.
De sutiã porta mamocas a máscara de gás... será que é só a mim que isto soa parvo, pervertido e até um pouco estúpido?
Há-os em todos os modelos, rendilhados, às cores, de diversos tamanhos, tudo para proteger os mais atrapalhados.
O que me parece, é que os homens, que já se esfalfam para tentar "meter a boca no trombone" ou de tudo para apreciar os seis desnudos de uma mulher, ou mesmo aqueles que gostam apenas de usar roupa interior de mulher (sim, porque os há), vão a todo o momento lançar alarmismo de forma a poderem ser bafejados pela copa protectora de uma mulher que esteja a jeito... Ou então aqueles mais precavidos, vão começar a andar com sutiã por perto, alguns até com o sutiã vestido, digo eu...
Eu por mim, já mandei vir um Victoria Secret 38 copa D rendilhado escarlate para me proteger do vírus da gripe e de um ou outro gás... Não sei é que desculpa vou dar para andar com um sutiã no bolso, isto porque penso que a desculpa: "é por causa dos gases" é coisa para não resultar...
Abraços e beijos a quem de direito...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Até ficar tonto...

Dizem que os portugueses são o povo dos desenrascados.
Eu concordo, e tenho ainda mais certeza disso quando oiço alguns aportuguesamentos que equivalem mais ou menos a atropelar um dicionário da porto editora com um camião do lixo carregado.
Tive certeza disso quando ouvi um português daqueles de gema com bigode e tudo dizer para outro "Ele vai, controla aquela retunda e segue até aos sumafres"
Depois disso, deu-me cá uma urticaria...
Bem, agora se me perdoam, vou ali controlar umas retundas até desmaiar.
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente aos que controlam as retundas pela esquerda!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Kikito de Portugal

Escrevo-vos para vos contar a história do kiko, o gato-cão que sonhava ser toureiro.

Há uns dias atrás, fui a casa do meu amigo Pedro. Cheguei lá e toquei à campainha e apareceu-me um gato que se sentou no muro perto de mim.

O primeiro sintoma de que eu estava perante um gato com ambições fora do normal foi o facto de ele ter tentado fisgar o intercomunicador. O Pedro respondeu depois de ter tocado à campainha e o gato de imediato virou toda a sua atenção para a campainha, colocando logo o ser ar de caçador implacável.

Depois de alguns minutos de conversa, aparece um cão.

Apesar de nos primeiros momentos, o gato nem se ter apercebido da presença do cão, eu e o dono encarregámo-nos de fazer com que o gato se apercebesse da presença do canídeo, não sem de início o dono ter dito: “É melhor o gato nem o ver…” (em vão).

Logo que o gato viu o cão e percebeu que era um cão, manda-se para a estrada em direcção ao cão e começa a sua poderosa e única demonstração de força e tomatesa!

Primeiro encrespou-se todo, depois arqueou as costas e começou a andar em direcção ao cão, de rabo no ar e a caminhar de lado, estilo stallone, com aquela atitude que nitidamente quer dizer: “olha lá, o que é que estás aqui a fazer? Hã? Queres um pedaço meu? Queres? Hey cão, hey cãozinho, cãozinho lindo… hehey… hehey…”

O que é certo é que a demonstração de toureamento canino parou alguns metros mais à frente, com o dono a correr atrás do gato e o cão a fugir também. Claro que nestas alturas, qualquer aventureiro está cego pela adrenalina, e o kikito de Portugal não era excepção, voltando a sua ira para o dono que o tentava demover de pegar de caras o cão que estava apenas de passagem.

Só ficou a faltar uma faena e estaríamos perante uma das melhores promessas do toureamento animal capaz de encher um campo pequeno para um espectáculo de demonstração de “O meu gato é melhor que o teu cão!”

Beijos e abraços a quem de direito, e ao kiko uma festinha no lombo…

terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe?

O mundo treme perante mais uma ameaça de uma nova estirpe de gripe, desta vez a gripe dos porcos.
Portugal já se preparou para a eventualidade. Como? Através do bitaite.
Todos sabemos bem que a acontecer um surto dessas doenças aqui na nossa terrinha seria um tal de bater a bota, mas a malta da política e da saúde diz que estamos preparados para todas as eventualidade de maneira eficaz.
Aos que têm pensado na nova doença, cabe-me informar-vos sobre as diferenças e o que pode acontecer:
Se forem infectados pela estirpe da gripe das aves, vão c'os pitos.
Se forem infectados pela estirpe da gripe dos porcos, vão c'os porcos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Race Bull Red Air

Era desta forma anunciada a corrida de aviões mais famosa de todo o mundo.
Os MC de serviço esmeravam-se para conseguir articular todas as palavras correctamente e por vezes tínhamos direito a pérolas de dicção. Por vezes saiam redbulle rarerace, ou air bull raid race, ou simplesmente red blá blá blá race!
Isto tudo para começar o meu périplo sobre a minha presença no Red Bull Air Race.
A que se resume o evento para mim e algumas (poucas) pessoas? A uma corrida de aviões, onde se fazem manobras bem interessantes.
A que se resume este evento para os locais? Dores de cabeça, barulho e oportunidade de negócio. No ano que passou, notou-se que todos os bares ficaram literalmente secos e que havia pessoas que pagavam bom dinheiro para poder ver os aviões de varandas ou outros locais previligiados. Este ano, tudo rodou em volta do negócio. Pessoas a vender bancos e cadeiras, chapéus, em cada porta uma mini-tasca a vender comida e bebida com preços inflácionados, enfim, um excelente negócio para os nativos.
Para os restantes, aquilo tratou-se de uma oportunidade de comer umas sandes, beber umas quantas (muitas) cervejas e ganhar uns chapéus coloridos.
O que mais me irrita é a incapacidade das pessoas de pensar. Sim, esse acto heróico e de grande esforço que é pensar!
Ora. aquilo era uma prova de aviões, e os aviões (tirando algumas excepções) deslocam-se no ar. Havia pessoas que tinham comprado banquinhos e estavam bem sentadinhas, com vista previligiada sobre a prova, e qual não foi o meu espanto quando chegam os primeiros aviões e todos se levantam! Que nervos, apetecia-me ir buscar um remo de um barco rebelo e dar-lhes com ele com toda a força na testa! Mas a cereja no cimo do bolo estava guardada para mais tarde, um casal adolescente de namorados, achou que o melhor mesmo era vir para uma corrida de aviões trocar uns cuspes (se não sabem o que é eu depois explico). Em conclusão, já não bastava eu estar atrás das pessoas que se levantavam quando apareciam aviões, como o casal que estava à minha frente se limitava a levantar-se, e imediatamente punham o escalope na boca um do outro e pronto, lá se iam os aviões. Não era amarrá-los nas hélices de um dos aviões e levá-los a passear?
No próximo ano lá estarei, mas desta vez vou levar um taco de basebol...
Abraços e beijos a quem de direito, menos aquele casalinho de adolescentes borbolhentos...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Papa-xicabum

Não, não vou falar de Bento XVI.
Vou falar de um modelo tunning (tuning?) de um papa-reformas que vi ontem.
Estava eu muito descansado a preparar-me para levantar uma encomenda quando começo a ouvir um XICABUM ao longe. O que é isso? É aquele ruído seco e estremecedor que muitas vezes se ouve saindo de um carro normalmente alterado.
Normalmente quando isto acontece, olhamos e damos de caras com um Opel Corsa, um Fiat Punto ou um qualquer outro citadino alterado para se parecer com uma máquina do demo (sim, satanás), cheio de autocolantes e dizeres que ninguém entende e pilotado por gajos de boné a dizer Nikay ou Addiddass.
Mas este pouco tinha de habitual. Ora, quando ouvi o estardalhaço sonoro a aproximar-se, olhei de suslaio e vi realmente os vidros escurecidos, as ópticas alteradas, o para-choques rebaixado (tipo enfardadeira) os autocolantes vistosos, mas o conjunto formava um micro-carro... Um micro-carro tuning? Um papa-reformas tuning? Hã?
E era conduzido por um jovem...
Mas que quadro estranho...
Só mais um detalhe que eu achei particularmente interessante. O dito veículo tinha jantes especiais (o que já é bastante estranho), e estas saiam fora da estrutura do veículo uns bons cêntimetros. Dava a sensação de estar a ver um big-foot lavado na máquina a 100º com detergente comprado nos chineses...
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente ao senhor do Papa-Xicabum!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Suores...

Chegou o verão com alguma força e com a capacidade de deixar qualquer um à beira de um ataque de nervos... e porquê? Porque a natureza, que fez de nós seres inteligentes e capazes de pseudo-dominar os demais bichos, também instalou umas pequenas alterações só para nos lembrar que afinal de contas somos apenas animais.
Falo do suor... especialmente do odor...
Um ser humano sai de casa cheiroso como se tivesse sido atropelado por um camião de flores, e duas horas depois está num estado como se tivesse sido atropelado por um camião de esterco de cavalo, depois de fermentado durante um mês...
Não seria melhor que a própria natureza nos tivesse ocupado com um sistema de libertação de oxigénio? Pelo menos íamos contribuindo para melhorar o ambiente... assim contribuímos para a degradação das relações humanas...
Abraços e beijos a quem de direito, especialmente a quem usa desodorizante!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Novu acordu ôrtugráfico

Nós portugueses soubemos à tempos que está em estudo uma revolução do acordo ortográfico português. Mais ou menos uma lei que nos obriga a escrever (e em alguns casos falar) de uma certa forma.
Logo vieram a público uma carrada de opinion makers dizer de sua justiça.
Um dos mais conceituado que obviamente não conheço e não sei o nome, veio logo a terreiro dizer que afinal de contas tratava-se de aproximar a maneira de escrevermos à maneira de falarmos... Quando ele disse isso eu percebi logo a história toda e comecei logo a visualizar, qual Maya, o nosso futuro. Não tarda, estaremos a escrever da seguinte forma (perdoem-me os regionalismos nortenhos):
"Recentemente u nossu selesionadore nasional rebelou a lista dus conbucadus para u eurupeu de futebole. Foi uma lista rebulusionária, capás de assustar muitus dus treinadores de sufá e capás ainda de marabilhar outrus mais sedentus de mudansa. U selesionador qer ainda qe todus nós em caza tenhâmus uma bandeira portugeza e sejamus capazes de aprender u hinu nasiunal em dó menor. «Juntus seremos a maior claqe du mundu e qeru vêr us adversárius burrarem-se de mêdu»".
Olhando para este texto pela primeira vez, dá a sensação de ter saído do corpo de uma sms escrita por um qualquer jovem de hoje em dia, mas é uma esforçada demonstração daquilo que pode acontecer se o acordo for actualizado do jeito que querem...
Eu por mim deixava tudo como está, de qualquer jeito eu já dou erros...
Abraços e beijos a quem de direito, mas não a quem quer rectificar o AO.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ripofobia em público

O título pode não corresponder ao que eu queria realmente dizer, mas pronto, serve para chamar a atenção.
Queria falar-vos de uma situação que me aconteceu hoje.
Fui convidado para estar presente numa conferência de apresentação de um produto relacionado com a minha área de trabalho. Chegado ao local, um famoso centro de eventos, reuniões e afins, e como previa uma longa tarde fechado num auditório, dirigi-me ao w.c. local para tratar de "mudar a água às azeitonas".
Chegado lá, estava eu confortavelmente a mictar, quando começo a ouvir sonoros, estrondosos e portentosos gases sendo expelidos do esfíncter de um atrapalhado (isto sou eu a especular) utilizador de uma das "retretes". Ora, é de convir que um "fugitivo" é coisa que pode acontecer, é natural e pronto, agora uma cadeia brutalmente sonora e contínua interrompida apenas por também sonoras e bafurosas respirações, quem sabe uma forma de ganhar mais força para o seguinte, é uma coisa que entre no âmbito do: "Estou-me a desfazer em merda".
Durante segundos, que me pareceram demasiado longos em que o pensamento que mais atravessou a minha cabeça foi "vá lá, acaba depressa", pensando eu na minha bexiga, na tentativa de que fosse mais rápida, o homem lá continuou a sua senta gasosa. Entretanto, as poucas pessoas que ainda estavam no W.C. abandonaram-no (talvez a tentar fugir do terror) e eu tentava abstrair-me da trovoada que acontecia dentro daquelas quatro paredes.
Não sei como descrever ao certo os sons, mas eram os chamados rasgadores, daqueles que se ouvem nos filmes: PRÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ PRÁ PÁ PÁ PRRRRÁÁÁÁ!
Finalmente consegui terminar a minha missão, e muito rapidamente lavei as mãos praguejando às torneiras automáticas que eu nunca consigo ligar eficazmente, passando por tonto ao abanar freneticamente a mão em frente aos sensores...
Segundos depois o meu pesadelo tinha acabado e eu saía alegremente pela porta, não sem antes ouvir um outro trovão rectal daqueles que até faz tremer as "nalgas".
Corri para o meu auditório e dediquei o meu tempo lá a convencer-me que nenhum dos participantes da conferência era o respeitado e incógnito senhor dos peidos, o verdadeiro lançador de gases... Que orgulho seria... desde que fosse no recatado w.c. do lar, onde não há mais 10 pessoas a apreciar a serenata...
É por isto que fujo de casas de banho públicas, para fazer a necessidade número dois (o que eu chamo ao acto de defecar), para que ninguém tenha que assistir a concertos deste género.
Abraços e beijos a quem de direito... menos ao senhor dos peidos... a esse mando um rolo de papel higiénico...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Acção vaporizante!

Hoje trago-vos um assunto arrepiante.
Nestas alturas do ano, quase toda a gente é afectada por gripes e outras demais maleitas deste género. É este assunto que me faz escrever aqui hoje.
Recentemente (como me acontece com muita frequência) fiquei constipado, portanto transformei-me numa fábrica de ranho com pernas e olhos, e com a capacidade de acordar até o mais profundo dos sonos com a minha tosse. Ainda à pouco quase que tossia os pulmões.
Para evitar isto, resolvi, qual macho latino, abrir dois botões da camisa, colocar o meu ar de machão e ir a um café comprar uma embalagens de Halls. A senhora perguntou-me de quais, eu respondi que queria dos mais fortes que houvesse e ela fez uma espécie de esgar, ao que voltou com uma embalagem preta de Halls, que eu nunca tinha visto e diz: Isto diz aqui extra-forte, acho que são os mais potentes.
E eu tudo bem, vim embora todo contente para experimentar o novo remédio.
Bem, o que se passou a seguir foi um bocado deprimente... Meto o rebuçado à boca e 2 segundos depois já estava uma ideia a atingir-me como se fosse um raio: Eh lah, isto parece potente! Cinco segundos depois, os meus olhos já estavam esbugalhados e eu a pensar: Oh diabo...
Alguns segundos depois, eu voltei a olhar para a embalagem que ainda tinha na mão e pensei: Onde é que puseram o símbolo de "Produto perigoso". Foi então que começaram os 5 minutos mais agonizantes dos últimos dias. Comer um destes rebuçados é mais ou menos o mesmo que ser atropelado por 32 eucaliptos, que ser vergastado nas costas por um ramo desta árvore, continuamente e sem clemência.
Lágrimas escorriam-me pelos olhos, e minutos depois, dei comigo a pensar: Mas este rebuçado nunca mais acaba? Socorro, oh senhores, socorro!
Penosos minutos depois o rebuçado tinha finalmente acabado, mas a sensação de estar a respirar gelo continuava. Pensei em comer qualquer coisa para tirar o sabor. Foi a primeira vez que comi uma uva que sabia a gelo do circulo polar árctico.
Enfim... uma coisa foi positiva, a tosse realmente tinha parado. Tudo em redor cheirava a mentol, como se eu tivesse trepado a um eucalipto tenebroso e estivesse a roer as suas folhas.
Fica aqui a minha experiência, para que outros saibam ao que vão quando comprarem isto.
Só mais uma coisa, estes rebuçados têm um efeito laxante, e é isto que pára a tosse, porque depois de comer uma coisa destas, quem tossir arrisca-se a borrar-se todo...
Abraços e beijos a quem de direito, vou ali comer outro halls!