quinta-feira, 16 de março de 2006

Desprevenido?

Onde é que o mundo vai parar? Hã?
Estreou na SIC um novo concurso/coisa esquisita com um moçoilo que anda na rua a fazer perguntas às pessoas e que quando elas respondem a perguntas certas, ganham dinheiro. Estranho? Eu também acho.
O programa é bem estúpido, mas tem uma vantagem, o pessoal não precisa de passar 3 meses numa casa, ou ultrapassar um circuito de provas semi-militares. Basta dar conversa a um gajo com ar de tótó e responder de qualquer maneira.
O português é tão desconfiado de tudo, que quando o gajo entrega dinheiro à pessoa assim sem mais nem menos, todos ficaram com cara de indignado, mais ou menos como quem diz: “Olhe aí, olhe aí que me está a deixar aqui dinheiro na mão, oh'migo olhe aqui o dinheiro, hey psssssttttttt!”. Até houve um senhor que correu atrás do gajo para devolver o dinheiro.
Eu no máximo ir a correr atrás do gajo mas era para lhe sacar mais uns trocados. Dava-lhe uma coça e deixava-o num canto, dentro de uma poça de mijo.
De qualquer maneira, isto está a dar-me a volta à cabeça. Hoje andei o dia todo sobressaltado à espera que alguém depois de me fazer um conjunto de perguntas me entregasse umas notas de 20€. Estava no café pela manhã e um senhor que chegou ao balcão disse para quem quis ouvir: “Já viram que tempo está hoje?” Ao que eu respondi, mais ou menos com a entoação de quem chama um taxi no meio da avenida da república no Porto enquanto olhava em volta, mais ou menos como se estivesse a responder para toda a humanidade “JÁ, EU JÁ VI, ESTÁ UM TEMPO DO CARAÇAS... É... E TAL”. Escusado será dizer que fui convidado a sair do café apressadamente e a não voltar a pôr lá os pés.
Depois estava na loja, e chegou um cliente e disse: “Olhe, eu tenho aqui este computador meio avariado, e queria saber se me pode dar uma ajuda se faz favor”. Eu topei logo que era a malta do concurso e respondi, mais uma vez com a mesma entoação com que se chama um taxi “Claro, a minha resposta é: Ajudo” e depressa estendi a mão à espera dos meus primeiros 20€. O cliente deve ter ficado assustado e atrapalhado e estendeu a mão dele... em vez de 20€, tive o gentil cumprimento do homem que não conhecia de lado nenhum... e do concurso, ninguém...
Resumindo, passei o dia a responder a perguntas desnecessariamente...
Estou convencido que se algum dia for apanhado por esses senhores do concurso da SIC, vou responder mal a todas as perguntas e vou ser usado na parte do concurso em que apenas mostram a malta que não ganhou absolutamente nada e que vai ser motivo de chacota nacional... Quando chegar a essa altura, cá estarei para dizer que estava distraido...
Bom... agora se me desculpam, vou ler uma enciclopédia, só para o caso de alguém me perguntar umas coisas...
Abraços e beijos a quem de direito...

sexta-feira, 10 de março de 2006

Jurassic Fart

Bem, hoje os meus dedos não estão com vontade de escrever, de modo que se quiserem, dêem uma vista de olhos neste vídeo: http://aiocatano.com.sapo.pt/Jurrasic_Fart.wmv
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 9 de março de 2006

A tomada de posse!

Finalmente um acontecimento digno de directos e largas reportagens nos últimos dias. Televisões e rádios já andavam desesperadas por alguma notícia que lhes desse que fazer.
Tenho estado atento à emissão de uma das rádios, e digo-vos que já há muito tempo que não me ria assim tanto. Isto é qualidade.
Os jornalistas que têm que fazer estas coberturas têm que ter um treino de enchimento de chouriços extraordinário, porque de outra forma seria uma situação mais caricata.
A emissão tem estado mais ou menos neste ponto, desde as 7h da manhã: “Chega neste momento a senhora da limpeza, trás um balde com água e detergente cor de rosa e com cheiro a lavanda e também uma esfregona e dois panos ao ombro. Senhora da limpeza, como se sente neste momento solene? - Eu sinto que vou ter aqui muito que fazer vocês andam a sujar-me isto tudo e quem se lixa sou eu. Muito obrigado... hammm... e tal... Peço desculpa por te interromper, mas está a chegar o técnico de som que vai ligar os microfones e todo o sistema de comunicações interno. Senhor dos coisos, diga-me se faz favor, o senhor vai ligar o som e o sistemas de comunicação? - Não, eu vou só tomar uma bica e comer um pastel de nata... estúpida... que raio é que eu vinha aqui fazer? Bom, foi a reportagem possível aqui com o senhor dos coisos.”
Bom, e até à chegada dos convidados a coisa ficou-se por estas entrevistas de ocasião aos trabalhadores da assembleia e por reportagens especiais de jornalistas pendurados em postes e em varandas perto das casas dos presidentes e das figuras de estado, a tentar ver o que estavam a fazer e se algum deles estaria com crises de hemorroidal.
Como não têm muito para dizer já que durante dias tem havido reportagens especiais, e emissões prolongadas sobre tudo, absolutamente tudo o que diz respeito a isto, os jornalistas têm que encher monumentais chouriços à espera que aconteça algo de extraordinário e verdadeiramente interessante. Chegou o George Bush (Pai) e a jornalista da TSF fez a seguinte reportagem: “Bom, vejo um carro preto a aproximar-se com mais velocidade que o normal e com segurança reforçada. Esse carro tem colocadas frontalmente duas bandeiras dos Estados Unidos, Joana Ramalheira, consegues confirmar se é o pai do presidente americano?”. Nesta altura, apeteceu-me ligar para lá e dizer: “Olhe, é só para avisar que esse carro esquisito que falaram agora é a outra senhora das limpezas, o ex-presidente dos estados unidos vem de taxi”.
Quando perceberam finalmente que era mesmo o George Bush, e ele saiu do carro as palavras de reportagem foram as seguintes: “
Aí está George Bush pai, com um fato azul, com um risco mais escuro de lado e uma gravata clara a contraste. Ele sorri, acena com o braço e olha para a frente com os seus olhos azuis...”. Só tenho uma palavra para isto: Fósgasse...
Depois toda a reportagem de chouriços continuou mais ou menos nos mesmos moldes, e com algumas frases que eu gostava de registar: “
Segurança reforçada para o representado dos EUA, com seguranças muito grandes e musculados.”, “Chega também Xanana Gusmão, com um ar bem disposto e muito sorridente e nem se aproxima dos jornalistas”, “Chega neste momento Marques Mendes: Senhor Marques Mendes, está um bocadinho atrasado, não? Bom, Marques Mendes não quis responder...”, “Cá está, o presidente de qualquer coisa que não me lembro agora, com um fato cinzento, uma gravata vermelha e com os vestígios de uma pinga de urina nas calças, talvez fruto de alguma pressa.”, “O derrotado e ex-presidente Mário Soares encontra-se já acomodado e com uma mantinha ao canto da tribuna VIP a dormitar, enquanto alguma baba lhe escorre pelo canto da boca.”, “Manuel Alegre, apressa-se neste momento a alinhar a gravata, que se encontrava um pouco desalinhada já à alguns minutos.”, “Reparei à pouco que há um dos guardas de honra que não para de olhar para as minhas pernas e posso afirmar que neste momento consigo já notar alguma coisa acordada perto da sua braguilha.”, “Neste momento há já alguns deputados a esticar as pernas.”, “Neste momento, algum dos colegas jornalistas soltou um estrondoso gás intestinal que fez de imediato alertar a segurança”, “Bom, vou ter que mudar de lugar, porque tenho dificuldades em respirar com este cheiro...
Jornalismo de qualidade, é o que é!
Abraços e beijos a quem de direito...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Dia mundial?

Hoje festejou-se o dia mundial da mulher... Estranho... não pelo dia, mas pela finalidade. Dá aspecto das mulheres serem umas coitadinhas e como dizia a minha namorada: “Parece que estamos em extinção – ajudem a mulher em extinção”.
Faz-se o dia mundial da criança, porque elas são frágeis e merecem uns mimos, embora o conceito de reservar isso apenas para um dia por ano me pareça estúpido. Faz-se o dia mundial da floresta, para alertar quem de direito para a destruição da flora a nível mundial. Faz-se o dia mundial da paz, porque há pouca paz. Tudo bem... mas da última vez que eu vi, as mulheres nem estavam em extinção, e nem são umas coitadinhas... por isso o conceito é parvo.
E aqui volto a impor a minha teoria da conspiração. Tudo não passa do estratagema megalómano de um comerciante à rasca que queria vender umas flores, uns cartões e umas entradas no bar de strip masculino do qual também é dono. Vai daí e subornou alguém no poder para instituir esse dia, e as coisas foram acontecendo em todo o mundo e pronto, internacionalizou-se o dia mundial da mulher...
Então e para quando o dia mundial do carrapato, o dia mundial das pessoas que vêem mal, o dia mundial da comichão na micose, o dia mundial do gás intestinal, o dia mundial do homem, o dia mundial da catota, o dia mundial da música do José Cid, o dia mundial do político, o dia mundial do bêbado, o dia mundial do “Não me chateies que hoje dói-me a cabeça” e quem sabe até o dia mundial do “Tá'fazer crálho?”. Imagino que haja neste momento alguém, que conhece alguém, que conhece alguém, que certamente conhece alguém que pode instituir algumas destas datas. Sugiro que comecem por instituir o dia mundial do “Hoje limpei o cú a papel higiénico preto, mas acho que sujei os dedos, porque não consegui perceber onde acabava o papel”.
Estou muito agastado! (Agora um bocadinho mais a sério) Parabéns às mulheres por o serem e feliz dia delas!
Abraços e beijos a quem de direito...

Também quero ser presidente!

Que raio, será que é assim tão importante fazer directos, especiais de informação, grandes reportagens e talkshows só porque o senhor Sampaio almoçou com o senhor Cavaco? Eu almoço todos os dias e nunca ninguém no raio do universo inteiro fez qualquer tipo de reportagem acerca do assunto! Ainda assim fiquei muito admirado porque não houve nenhuma cadeia de televisão com imagens exclusivas dos pratos dos presidentes e também com imagens do interior do estômago dos mesmos, enquanto almoçavam neste que era o terceiro encontro destas duas pessoas... até os contam... o terceiro... os senhores nem sequer se podem encontrar em segredo? Aposto que deve ter havido um jornalista que durante um directo qualquer deve ter tentado perguntar aos boxers do Jorge Sampaio como é que se estavam a sentir neste momento de tamanha importância...
Mas será que um raio de um almoço é assim tão importante?
No fundo só estou chateado, porque eles devem ter comido alguma comida especial de corrida, paga com o dinheiro dos contribuintes e eu tive que comer um raio de um arroz de feijão que parecia betume de rematar azulejo, com umas batatas fritas que mais pareciam baratas fritas, montadas por um bife panado raquítico que parecia ter sido lavado numa máquina de lavar roupa industrial à temperatura de 39834987347 mil graus e por isso encolheu... chamem-lhe inveja... eu chamo-lhe outra coisa qualquer, que por agora não estou a ver o quê...
Relativamente a isto da mudança de presidentes, há umas coisas que me intrigam. Eles quando mudam, têm que usar as roupas dos outros? É que se calhar há roupa já rota e gasta que eles devem sentir-se constrangidos a usá-la. E os lençóis? Será que a meio da manhã o Cavaco ainda vai tirar uma sesta de 15 minutos nos mesmos lençóis ainda quentes onde o Sampaio dormira minutos antes?
É este tipo de coisas que me tira o sono. Não vou conseguir dormir a pensar em almoços e em lençóis...
Deixo-vos por agora, porque vou ver a repetição da entrevista: “Já viu o Cavaco alguma vez a fazer compras aqui?” que está a começar na TV.
Abraços e beijos aos senhores responsáveis políticos e a quem de direito...

Mostre-me o seu CDA xôr transeunte!

José Socrates aposta cada vez mais forte no choque tecnológico. Desta vez o primeiro-ministro resolveu que toda a gente deve registar nas juntas de freguesia todos os animais de capoeira que possuírem. Toda a gente pensa que é uma medida para combater a gripe das aves, mas eu consegui apurar que não passa de um estratagema para colocar Portugal na vanguarda da evolução. Isto dará origem ao aparecimento dos primeiros Cartões dos Animais, os CDAs.
No fundo, tudo isto vai servir para controlar melhor a vida das aves.
O próximo passo, vai ser criar uma força de segurança pública dedicada apenas a bichesas. Parece que estou a ver um pato a sobrevoar um terreno à procura do melhor sítio para poisar, e um homem, fardado a mandá-lo encostar. “Senhor pássaro, mostre-me os seus documentos se faz favor!”, e o pato lá lhe mostra o CDA. O guarda observa o cartão e os dados contidos no mesmo e pode observar aqui coisas como: “Diz aqui que o xôr tem asas brancas, e no entanto eu vejo aqui umas manchas mais escuras, você não sabe que é proibido alterar as características do veículo?” e ainda “Pelo que estou aqui a ver, o xôr pássaro nunca foi ao dentista, pode-me explicar isto? É que não estamos em altura de brincadeiras, o xôr tem que controlar a sua saúde!”.
Enfim, esta coisa do registo das aves e do choque tecnológico vai dar muito que falar... A situação anterior é um bocadito exagerada, coisa pouca, mas pode muito bem acontecer que tenhamos que andar com os documentos das bichesas sempre connosco, por forma a andarem identificados. Vamos ter que lhes dar nomes e começar a controlar as horas de entrada e saída das capoeiras: “Galinha Isaura, porte-se bem e esteja na capoeira antes das 17h, senão fica de castigo e corto-lhe a milháda” (milháda pareceu-me o termo mais próximo de mesada, mas no mundo galináceo).
Até as nossas compras vão passar a ser muito mais difíceis. Quando comprar-mos uma embalagem de cochas de galinha, vamos ter que ler toda a biografia do animal só para ter a certeza que não teve comportamentos de risco.
Começo a achar que tudo se complica. Se queriam um choque tecnológico, bastava colocarem em alguns locais públicos uma televisão com antena digital e com bastantes fios de cobre descarnados e ligados a 220 com uma placa a dizer “Grátis”. Toda a gente iria tentar pegar naquilo e apanhavam um valente choque, capaz de abalar cada célula, desde a ponta dos cabelos, passando por todos os pelos púbicos e até às unhas dos pés.
Enfim.... modernices...
Agora se me desculpam, vou ali conferir os dados de registo das minhas galinhas...
Abraços e beijos a quem de direito...

terça-feira, 7 de março de 2006

Limpem às couves!

Uma grande empresa portuguesa em fase de expansão, decidiu apostar numa ideia que teria tudo para ser vencedora, não fosse ser um bocado parva... Bem, mas pelos vistos há países que acharam piada...
Estou a falar da Renova que tem andado ocupada a criar algumas coisas que me intrigam. No início dos tempos a humanidade em geral limpava o seu rabiosque a folhas de couve e outros vegetais, mas a tal empresa desatou a criar umas coisas para ajudar o pessoal. Começou pelo papel higiénico normal, aquela coisa que há uns anos atrás todos nós usava-mos para limpar o rabo e que provocava a estranha sensação de “arranhanço”. Ora, como esse papel era feito de árvores e toda a gente tem noção que uma árvore, desde a casca ao centro da mesma é áspera, não havia problema. Algum tempo depois, começou a aparecer o papel de múltipla folha, muito mais macio e fofo, que dava a sensação de estar a limpar o rabo ao pêlo de um cão. De início a malta estranhou, mas depois já não trocava essa suavidade por nada.
Não contentes com a evolução do papel que tem o destino mais sujo que se possa imaginar, o pessoal da Renova resolveu que era uma boa ideia juntar cheiro a rosas da Argélia ou a malmequeres do Burkinafasso ao seu já famoso papel higiénico macio. Nos primeiros tempos a ideia foi tenebrosa, porque os perfumes usados eram... assim como que... um bocado abixanados. Em vez de sair do quarto de banho com uma sensação de leveza e dever cumprido, o pessoal saía da casa de banho a cheirar a rosas e com o rabo todo cheiroso, com um fedor que se propagava por 10 km numa questão de segundos. Se o cheiro era normal para o George Michael, para um homem normal, não passava de um chamariz para rabetas descontrolados... Alguns começaram mesmo a levar jornais e revistas para o wc, de modo a usarem-nos em vez do outro papel (foi assim que começou o hábito de lerem no wc). Felizmente o pessoal do papel higiénico percebeu e lá alteraram a intensidade do cheiro de modo a que deixasse de ser embaraçoso.
Como passaram algum tempo sem ter novas ideias para complicar a escolha de papel higiénico, começaram a ficar um bocado obsessivos e não foram de meias medidas, criaram um papel que além de fofo, cheira a perfume e é húmido... O papel higiénico humedecido... A ideia de juntar papel macio e perfumado com um bidé, mas em pequenas folhas que serviam para molhar o rabo e para deixar os dedos que nelas seguram impregnados com o cheiro de 300 milhões de sabonetes de centro comercial que davam a sensação que o utilizador tinha tentado afogar-se numa piscina cheia de sabonetes... Grandes malucos!
Mas a pior, foi a última invenção desses senhores... eles criaram o papel higiénico, macio e preto! Papel higiénico preto... A ideia pode parecer inovadora e brilhante, mas eu pergunto: Para quê? Mas que raio de utilidade tem um papel higiénico preto? Por acaso descobri a tempo o objectivo da empresa. Ora, como o papel é preto, o que vai acontecer, é que as pessoas vão gastar muito mais papel, porque não vão perceber se já estão limpos ou não. E mesmo as pessoas que nunca olhavam para o papel higiénico ao limpar-se, vão passar a fazê-lo apenas porque vão estar curiosas sobre o aspecto da sua pintura anal naquela tela a que chamam de papel higiénico. Tudo não passa de uma técnica para ganharem mais e mais dinheiro!
Eu acho que o próximo passo vai ser fazer um papel higiénico, com desenhos por colorir, e cujo objectivo é passar no rabo orgulhosamente sujo de modo a dar cor aos desenhos impressos no papel. Também acho que não vai tardar a chegar o papel higiénico campestre. Uma espessa película com restos de folhas, ramos de árvore, couves, penas de pássaros e um tenebroso e impregnável cheiro a merda de vaca e porco.
O futuro é já hoje, e isso vê-se pelo papel higiénico! E também se vê pelos pensos higiénicos, mas isso é outra história que depois vou abordar.
Agora se me desculpam, vou ali mandar um fax e pelo sim pelo não, vou levar aqui umas folhas de jornal, não vá o diabo tecê-las.
Abraços e beijos a quem de direito.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Gastrofranguite!

Consta-se que há duas semanas atrás, um senhor que trabalha numa pequena banca de venda de golos, num clube azulado do qual não me lembro o nome agora, teve um caso de gastroentrite, quanto a mim, provocado pelo gigantesco e bem-vindo frango comido no encontro com uma tal equipa de águia ao peito...

Grande maluco!

Abraços e beijos a quem de direito...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

O urânio do terceiro mundo...

Cá está um tema político e bastante actual, a tentativa do Irão em empobrecer urânio para fins atómicos. Não?
Eu acho que isto é uma lufada de ar fresco nesta sala de fumo que é o mundo. Numa altura em que todos os países tentam sair da crise, há um país destemido que luta pela pobreza, neste caso a pobreza do urânio.
O que eu ainda não percebi, é o que raio é que um composto como o urânio tem de mais útil depois de lhe ser tirado todo o dinheiro e todos os bens. Será que fica mais eficiente?
Alguém devia avisá-los que isso não vai resultar, porque nós aqui em Tugal, somos pobrezitos e nem por isso temos valor acrescentado por isso... Ou se calhar temos... Os terroristas e senhores do mal confundem-nos com uma província rota de Espanha e não nos ligam nenhuma...
Só uma curiosidade... hammm... os Iranianos querem fazer pesquisa nuclear, não é? E temem que seja por causa de produzir uma bomba nuclear, certo? Então e porque raio é que só os países que já têm bombas nucleares é que se chateiam com esta tentativa de investigação? Vão ficar chateados porque querem ser os únicos a ter uma bomba que se assemelha a um peido engarrafado, mas produzido por uma besta balofa com 400 kg de peso que só terá comido feijoada durante 3 meses a todas as refeições?
Eu acho que os países deveriam ter direito de escolha. Sim senhora, queriam ter uma bomba nuclear, tudo bem, mas tinham que passar numa prova de teste para tal. Em troca do direito a ter uma dessas bombas, todos os políticos e dirigentes activos do país teriam que ser empalados e sodomizados com um ferro com diâmetro generoso e em brasa
No fundo eu acho que os Iranianos não querem urânio empobrecido, eles na verdade precisam de trabalhadores emigrantes de um país do terceiro mundo, com pouca capacidade financeira, mais ou menos um Ucrâniano Empobrecido, só que a malta entendeu mal...
Tansos...
Abraços e beijos a quem de direito...

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Ai o Carnaval...

Está aí o Carnaval, para muitos a época alta do ano, para outros como eu, uma festa tão estúpida que mete dó...
Perdoem-me os que gostam do Carnaval, mas a ideia de andar o dia todo mascarado tem muita piada, até ao momento em que se faz 10 anos... Até a ideia de ver malta a desfilar mascarada não me encanta por aí além... mas que raio de festarola...
Muitos são os portugueses que aguardam avidamente pelos dois dias de desfile para poderem vestir o fio dental, os collants e o body da esposa, e andarem a pavonear-se aos amigos e vizinhos naquelas figuras degradantes, sempre a puxar as cuecas da gaveta e a dizer: "Então, sou boa ou não sou?"
Até entendo que no Brasil eles festejam o Carnaval da maneira intensiva que fazem, é o hino deles, é o que faz deles brasileiros. Agora cá em Portugal não fazemos nada mais que figuras de parvo e tentamos ser o mais brasileiros possível... Não é estúpido? Eles lá ainda se divertem, e pelo que se conta, há sexo com fartura no desfile em si.
Se queriam fazer uma coisa comparativamente avançada, acho que era de apostar nas marchas populares, o equivalente português ao Carnaval do Brasil... Faziam um marchómedro e era ver a malta a rebolar de contente... ou não...
Enfim... Este ano vou mascarar-me de homem invisível...
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Turismo espacial!

Esperem lá, há um português que se anda a meter nisto? Mas... mas... mas... que raio, um português a pagar adiantado por uma coisa que pode mesmo nem se realizar? Que estranho...
Não sei até que ponto isto é uma coisa inteligente...
Primeiro, se alguém quiser ver a terra a partir do espaço, basta instalar o google earth e pronto, dá para ver a terra e passear às voltas sobre a mesma, e depois aproximar a imagem do local que bem desejar e continuar a aproximar mais e mais até ao ponto de ver a vizinha do terceiro direito a tomar banhos de sol nua no terraço. Já vêem que é estupidez gastar dinheiro nisto... é possível fazer a mesma coisa de graça, e sem a desvantagem de ter que participar num treino de uma semana que mais se parece com três anos de tropa na primeira companhia...
E se por acaso o objectivo das pessoas que estão a apostar nesta viagem é ver as estrelas mais de perto, eu não me importo de, por muito menos dinheiro fazer com que vejam as estrelas bem de perto, mesmo muito perto. Até digo mais, em vez de 200 mil dólares, bastava pagarem-me 200 euros e eu imediatamente pego num martelo, e enfio uma descarada e potente pancada no dedo mindinho do pé, que irá provocar uma visão de estrelas de tal maneira forte que até vai trazer umas quantas lágrimas aos olhos...
Hã! Quem é que tem ideias espectaculares e geniais? Hã?
Abraços e beijos a quem de direito!

Energia nuclear, finalmente!

Um empresário português quer investir na construção de uma central energética nuclear! Já não era sem tempo, finalmente alguém quer aproveitar algo que é natural neste país, a criação de energia.
Nem sequer vai precisar de urânio, basta que peça aos portugueses para armazenarem os gases intestinais...
Não tarda e seremos os maiores produtores de energia ao cimo da terra, capazes de fornecer energia em pequenas garrafinhas enchidas com a energia nuclear produzida pelos gases intestinais da malta! É ou não uma ideia vencedora? Não acham que eu sou um génio?
O pessoal chegava ao reservatório, recebia um euro ou uma outra quantia, entrava na câmara de extracção e rebentava com as hemorróides como se não houvesse amanhã. Ao mesmo tempo ganhava dinheiro, fazia algo de libertador e ajudava o planeta...
Enfim... Este empresário está a ver o mesmo objectivo que eu... Grande maluco!
Abraços e beijos a quem de direito...


Só por curiosidade... o gás da galp não é enchido com o esfíncter anal, pois não? Espero que não... isso seria assustador...
Ah, e outra coisa... com tanta portuguêsa jeitosa, era mesmo preciso ir buscar uma loira russa para carregar com uma botija de gás? Hein? Pelo que percebi até a Odete Santos podia com a tal botija... enfim... se era para parecer leve, tinham era que ter convidado a senhora Elisabete do Barreiro que tem 89 anos, assim veriamos que até essa senhora velhinha consegue pegar na bilha... (a frase é estranha, não?)

Está a chegar a gripe das aves, não entrem em pânico...

Só se ouve falar de galinhas constipadas, gansos com gripe e patos com hemorróides... hammm... qualquer coisa... Parece que não há mais nada no mundo... não se devem recordar que a gripe das aves é uma doença que já existe à uns quantos anos, mais ou menos uma década... enfim...
Mas isto provoca um certo mau estar e algum alarmismo na população em geral. Em todos os organismos de comunicação social, ouvimos apelos dos governantes, não-governantes e afins a dizer que devemos alertar as autoridades quando virmos aves mortas. Eu como sou um gajo informado, ando sempre atento a este tipo de situações.
Ainda hoje, fui às compras a um hipermercado e qual não é o meu espanto, quando ao passar por um dos corredores, reparei bem lá no fundo, espalhados por umas prateleiras, uma quantidade considerável de aves! Bem, desatei a correr pelos corredores a gritar: “Estamos condenados, estamos condenados, eles andem aí, fugem, fugem!”. Antes de avisar as autoridades ainda fiz uma pequena paragem na zona dos amendoins e das nozes para ajudar a malta que lá está sempre a comer minuins e nozes sem pagar... Depois chamei as autoridades e disse-lhes que tinha visto galinhas mortas, pernas de perus mortas e até algumas codornizes mortas e já dentro de sacos.
Depois é que me explicaram que não eram quaisquer aves que tinham o problema da gripe das aves, eram as aves mortas que aparecessem nos campos e no exterior... Depois ofereceram-me boleia para uma clínica de sanidade mental, mas eu consegui escapar a tempo...
Enfim, é preciso ter cuidado com estas situações de pânico... ainda bem que sou um tipo calmo...
Bem, alguém quer ir comer umas coxinhas de frango?
Abraços e beijos a quem de direito... desde que não tenha penas...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

O dia dos namorados...

Quem é que um dia inventou o dia dos namorados? Não me venham dizer que foi o Valentim, porque eu conheço-o e ele não faria uma coisa destas...
Quem inventou o dia dos namorados deve ter sido um caixa de óculos mesmo muito tótó, cujo único objectivo era o de ver gajas nuas... ou qualquer outro objectivo sem ligação directa...
Enfim, o que eu quero dizer é que alguém transformou o dia dos namorados nas 24 horas mais estafantes e estonteantes que uma pessoa pode ter. Desde há mais de duas semanas que na televisão só passam anúncios sobre belas, elegantes e dispendiosas prendas para oferecer-mos às nossas namoradas e vice-versa. Tudo desde a roupa interior, cuja aposta vai sempre recair na tanga com padrão de leopardo, ou no simples cuecâme com um focinho de porco na parte da frente... quem sabe a sugerir alguma coisa...
Com tudo isto acho que era correcto da nossa parte mudar o nome desse dia para dia do “comerciante que tem sempre uma coisa gira para nos impingir, mesmo que não precisemos dela”, isso sim, uma ideia acertada...
O próprio conceito pessoal do dia dos namorados está estragado. Se compramos uma bela prenda para a nossa namorada, ela sorri, e acaba por dizer que não era preciso, e que bastava dizer que a amamos, que não era preciso gastar dinheiro e outras coisas mais, mas se caímos no erro de não comprar nada, ou de não oferecer nada à nossa companheira, então está tudo entornado e as frases “Nem te lembraste, é o que é!” e “Pois, nem uma rosa tinhas para me oferecer” serão certamente usadas vezes sem conta, no meio de choros e das tentativas de fazer pensar que afinal esse dia nem tem muita importância... Isto sem contar que o mais certo é sairmos pela porta fora, em direcção ao hospital para passar o resto da noite nas urgências à espera que alguém retire a faca espetada no bucho...
Enfim... é um stress esse dia...
Já agora... só quero que fiquem a saber que há um deputado na assembleia da madeira que se chama “Coito Pita”... achei relevante que soubessem isto... Coito Pita... grande maluco, é o que é... grande maluco!
Abraços e beijos para a minha namorada linda!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Ténias na mona!

FÓSGASSE! É o que eu tenho a dizer ao primeiro episódio de uma série que começou na TVI, o Doctor House!
Neste primeiro episódio, depois de 30000000000 diagnósticos diferentes (mais ou menos como cá em Portugal), descobriram que uma moçoila tinha ténias espalhadas pelo corpo, e uma dessas bichesas estava na cabeça.
Alguns sintomas que ela apresentava, eram a alteração dos estados de humor, personalidade constantemente em mudança, memória muito curta, espasmos e metabolismo desregulado.
Isto fez-me lembrar de uma coisa… será que para ser político é preciso ter uma coisa destas na moleirinha? É que eu vejo-os só a fazer merda e depois a comportarem-se como se nada se passasse. Outros fazem barbaridades e aparecem logo de seguida com um valente sorriso no rosto e outros ainda andam sempre com cara de tinhosos que faz pensar que eles próprios são a encarnação de uma ténia… enfim… bichezisses…
Bem, vou tomar os remédios…
Abraços e beijos a quem de direito…

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

OPA! OPA Já! OPA!

Portugal entrou numa doentia e ignorante contemplação à OPA, todos ouvem falar disso e ninguém sabe o que é…
Não, não é uma expressão de desagrado pelo estado de uma trabalhadora do sexo, aqui escrita numa forma mais suavizada: “Oh meretriz Aberta!”
Uma OPA é mais ou menos o seguinte. Alguém vê uma chaputa no mercado do peixe, vê o preço que está marcado, e grita para a vendedora que quer comprar aquele peixe pelo valor X. Isto também é uma OPA, uma oferta pública de aquisição.
Um homem, e os seus assistentes e familiares propuseram-se a comprar a maior empresa portuguesa… mais ou menos o equivalente a comprar Portugal.
Não vêem que isto é um erro? Se alguém comprar isto, vai ver que existem muitos erros de gestão, corrupção e mau funcionamento e não tarda, estamos a comunicar por sinais de fumo na Fumógal Telecome… Mais vale deixar tudo como está, e a empresa continuar a ganhar rios de dinheiro connosco os utentes que não têm outra escolha senão pagar e nem bufar.
Deixem-nos continuar a gastar se faz favor. Deixem continuar a empresa da qual toda a gente diz mal, todos criticam, todos acham erros, mas que continua sendo a única escolha, até para as pseudo-concorrentes, deixem continuar a empresa da qual a autoridade para a concorrência diz coisas estranhas e continua como se nada se passasse.
Deixem os Portugueses continuarem a ser sodomizados e empalados…
Abraços e beijos a quem comunica por carta!

Caricaturas…

O mundo anda doido com as caricaturas que uns moçoilos andaram a fazer sobre Maomé… Porrada em toda a gente…
Porquê?
Dizem que é proibido na religião deles… ok… e?
Eu nunca os vi chateados quando vêem Jesus a ser caricaturado e gozado… E até já vi Cristãos a gozarem eles próprios com as figuras centrais da sua religião…
Eu acho que na verdade o problema deles são as caricaturas em si… ninguém no seu perfeito juízo acha piada quando um suposto artista faz um retrato quase perfeito, com uma enorme e gigantesca ampliação do nariz e de todos os pelos da venta… Como raio é que é possível?
As pessoas ficaram chateadas, porque como eles são todos parecidos, todos usam barba, penca e turbante, todos acham que os caricaturistas estão a gozar com eles…
Aconteceria o mesmo se desenhassem um chinês com uma bomba na cabeça, era uma coisa capaz de pôr o mundo em guerra, porque eles ficariam confusos e pensavam que alguém estava a gozar com cada um deles…
Se me caricaturassem e publicassem isso num jornal, eu também deitava abaixo umas embaixadas e tentava provocar uma guerra mundial, nem que fosse por guerra química, comendo uma valente feijoada e começando os bombardeamentos! Torturava as pessoas com "Feeerrrrrriiiinnhhhéééééééééés", "Fuuuuuiiiiiiiiiiis", "Prrrrráááááááácccccccccs" e um ou outro "Pfffffffffssssssstttttttttt" - Silencioso mas mortal...
Enfim… Alguém que lhes explique que eles estão a ser recessos se faz favor…
Abraços e beijos a quem de direito…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Porrada na assembleia! :D

Os membros da assembleia da câmara de Tbilisi, capital da Geórgia, perto da Rússia envolveram-se em violentos e animados confrontos, com murros, pontapés, estaladões, cadeiras pelos cornos a baixo e pontapés no escroto à mistura.
Isto sim, animação à farta!
E tudo isto porquê? Porque desde há uma semana que andam com uma grave crise energética e a cidade não tem combustível para fornecer aos seus cidadãos para estes se aquecerem. Ah valentes!
Isto é que é gente dedicada, com uma semana de crise e desatam logo à porrada, a agredir tudo o que se mexe para defender algo! Sim senhor! Gostei. Então e cá em Portugal?
Dava jeito que alguém de lá viesse para cá, porque andamos em crise há uns anos e até agora não vi ninguém a desfazer a oposição à porrada!
Ai e tal e estamos aqui com um problema no TGV. Muito bem, um ministro do governo e um deputado da oposição reuniam-se no centro da assembleia e começavam a desancar o outro. O que ganhasse levava a sua ideia avante! Não era mais eficiente?
Enfim… mas cá as coisas não funcionam assim. Quando muito, os governantes mandam memorandos uns aos outros dizendo coisas do género: “Senhor deputado, se não aprovar esta lei, vou ter que lhe vazar uma vista com o bico da minha caneta. Atentamente, deputadoX.”, ou “Senhor primeiro ministro, a proposta de aquisição de submarinos para combater incêndios está na sua mesa há cerca de duas semanas, se não tomar uma decisão rápida, vou ser obrigado a empala-lo com o varão da bandeira de Portugal que está na fachada desta assembleia. Obrigado.”, ou mesmo “Caro sôr doutor, já o avisei: se não parar com essas acusações que sou violento, vou ter que lhe partir três costelas e mandá-lo abaixo do palanque quando estiver a discursar. Tenho dito.”, e quem sabe “A mim ninguém me cala, ouviu sua meretriz fedorenta? Se eu dissesse tanta porcaria como você, alugava a minha boca para aterro sanitário”, e pior que tudo "Sei onde o doutor mora, parto-lhe os dentes todos com um dossier de estado..."
Coisas giras… Mas estamos em Portugal… Há muitos problemas, e estes nossos governantes em vez de se esfolarem uns aos outros andam para aqui a ser politicamente correctos… Tansos… Se fossem era trabalhar!
Abraços e beijos a quem de direito... (Já agora, alguém sabe onde se pode adquirir um político Georgiano em bom estado, para desempenhar as funções de governante?)

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Há gente que não pensa…

Quem é o estúpido que pega no telefone, liga para uma empresa de informática e pergunta: “Olhe, queria falar com o responsável pela área de informática da empresa se faz favor!”
Só a mim é que acontecem estas merdas… O que raio é que eu havia de responder ao homem? Ainda pensei durante uns milissegundos que poderia ser uma brincadeira, mas o gajo parecia realmente empenhado naquilo.
Se calhar estão coisas a passar-me ao lado. Ora bem, ele liga para uma empresa de informática e pergunta quem é o responsável pela área da informática da empresa? Hein? Era o mesmo que ligar para um talho e perguntar quem é o responsável pela área da carne lá do talho… Tanso…
Claro que eu sou um espectáculo e disse que era eu o responsável por essa área, e ele ficou logo com a voz mais espevitada, assim como que se tivesse descoberto uma mina de ouro! Então com mais energia explicou que representava uma empresa que fazia um determinado tipo de serviço na área da informática, e depois perguntou: “Já teve conhecimento deste tipo de situações?”… Acho que foi nesta altura que todos os sonhos do homem foram por água abaixo, simplesmente porque eu disse: “Sim, nós fazemos esse tipo de operações aqui na nossa empresa…” ao que ele respondeu, quase gaguejando “Ah… pois… então pronto… hammm… pois… nesse caso, não é… pronto… Obrigado pela atenção…”
Enfim… nem sei o que pensar… bem, tenho que ir ali fazer uns telefonemas.
Abraços e beijos a quem de direito…

CSI Portugal

Toda a gente fica doida com a popular série CSI, quer seja em Las Vegas, ou em New York e até mesmo em Miami. Muita tecnologia, miúdas e miúdos giros, sangue, suor e lágrimas. Enfim, um mundo incrível que absolve os espectadores e deixa-os colados ao sofá, alguns dos quais ficam tão colados que nem sequer se levantam para ir ao quarto de banho.
Mas chega de conversa fiada. Esta série é baseada na força policial de cientistas que nos Estados Unidos investiga crimes e outros casos de polícia. Então e cá em Portugal? Existem brigadas de CSI? Eu acho que não, embora deva haver algo parecido, do género de peritos que ajudam a polícia judiciária a resolver crimes e a beber umas cervejas.
E se houvesse CSI em Portugal? Como seria?
Primeiro, acho que se chamaria ACM (Ai coitadinho, morreu!). Depois era uma equipa de quatro jagunços, três caixas de óculos e uma governanta desempregada. Fariam deslocar-se num Land Rover emprestado sem o vidro traseiro e num Fiat Uno com as portas arrombadas. Como pinças iam certamente usar as tenazes que os restaurantes usam para virar a carne na grelha, e em vez de lupas usavam os fundos das garrafas de Grants e Reserva Bruto. Em vez de computadores super potentes para analisar provas e identificar bandidos, usariam PlayStation para ocupar o horário de trabalho.
Enfim, eu só quero deixar uma questão sobre isto… Para quando a novela “Morangos com CSI”? Punham uns quantos putos vestidos com roupa de gente grande, a investigar o roubo de gelados e guloseimas na mercearia ao lado da escola. Era bom, não acham?
Abraços e beijos a quem de direito…