A notícia de abertura, do meio e de fecho de todos os noticiários, jornais e boletins informativos neste fim-de-semana foi o nevão que se abateu sobre Portugal. Pelo menos sobre parte dele.
É que até nisto há discriminação. Neva em quase todo o Portugal, e aqui na santa terra, nem um único floco de neve… Nada… Se calhar é castigo… Temos a única placa do mundo a dizer “Estrada sem pintura” mas não temos neve… paciência…
Enfim, mas mais uma vez Portugal saltou de dentro do armário e foram para a loucura da brincadeira na neve. Marmanjos de barba rija a mandar bolas uns aos outros e a correr em bicos de pés para fugir às tentativas de agressão dos amigos com bolas de neve…
É nestas alturas que há acidentes graves. Os tugas não estão habituados a isto, põem-se a brincar na neve, e ainda acontecem desgraças. Desgraças do género de um macho latino ir a escorregar pela encosta abaixo e sem mais nem porquê, vê-se empalado por um galho de um pinheiro… Passa logo de macho latino a traveca da encosta…
Depois há os que são espertinhos e para impressionar os amigos, vão encher os copos da malta com neve para acompanhar o whisky que comprou no pingo doce, mas esquece-se que ainda à coisa de meia hora, toda a vizinhança tinha estado a urinar precisamente no local onde ele fora buscar a neve… enfim… deve ser para dar gosto…
Estamos em Portugal… o único sítio onde é suposto nevar é no topo da serra da Estrela e no Marão, o resto é para apanhar chuva e vento.
E assim se passa o tempo em Portugal.
Agora desculpem-me que vou fazer um boneco na areia… já que neve… nem vê-la…
Abraços e beijos a quem de direito…
Aquele que é definitivamente o blog das maiores barbaridades e situações ridículas que se pode encontrar... ou não... (Barbaridades e coisas ridículas, ok? Perceberam? Coisas para rir e tal, assim como que com piada e tal)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Nevou? Onde?
Sai da frente, palhaço!
Os portugueses são muito conhecidos pela sua pressa quando estão ao volante, e pela distância mínima que conseguem manter do veículo imediatamente à frente deles. Alguns conseguem mesmo que essa distância seja de pouco mais que um milímetro, e com uma precisão cirúrgica conseguem manter-se na perseguição do seu antecessor de forma quase inacreditável.
Ainda hoje, vinha eu muito descansado e quando olho para o retrovisor, dou de caras com os olhos faíscantes de um destes espécimes. Cheguei a pensar que tinha dado boleia a alguém e não me lembrava, mas logo reparei que vínhamos em carros diferentes! Sim, ele vinha mesmo coladinho. Consegui perceber mais tarde que era um daqueles heróis que conseguia a tal distância de um milímetro do veículo da frente (que era o meu), porque arrotei, e como tinha comido bastante cebola, consegui vislumbrar algumas lágrimas a escorrer pela sua face vidrada.
Isto fez-me pensar que há mais perigos do que o de travar e haver logo um acidente, por falta de tempo para travar. Além deste problema do hálito do condutor que vai à frente, há outro problema de igual ou superior importância e que pode pôr ainda mais em causa a vida dos ocupantes do carro perseguidor.
Vamos supor que no carro que vai à frente, vai um indivíduo que ao almoço abocanhou duas doses de feijoada daquela de rebentar com as borrachas. Depois da devida fermentação, é óbvio que o homem tem que mandar uns rateres e largar umas gasadas!
Ora, se nesta altura, alguém se chega a milímetros do carro em que este homem segue, está visto que vai haver desgraça. A malta que vai atrás, vai na descarada a ouvir música muito alto e a medir a distância milimétrica ao carro da frente, o homem da feijoada larga uma espalhafatosa e sonora bojarda cagante, que o deixa com a sensação que não só cuecas e calças ficaram carimbadas, mas também o próprio banco do carro e as pastilhas dos travões. O ar putrefacto acumula-se na traseira do carro, e escapa-se pelo porta bagagens, dirigindo-se ferozmente para a traseira do carro. De seguida ultrapassa as fronteiras físicas do carro, e entra directamente nas entradas de ar do carro que segue precisamente a
Como vêem, esta prática é muito perigosa, felizmente percebi isso a tempo e posso mudar os meus hábitos de condução.
Conduzam com cuidado,
Abraços e beijos a quem de direito…
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Para quando o exemplo de Itália aqui em Portugal?
Na Itália aprovaram uma lei que permite que, uma pessoa que se sinta ameaçada ou que ache que os seus bens ou direitos estão a ser ameaçados, possa enfiar um balásio nos cornos do agressor, ou enfiar-lhe uma ou duas facadas no bucho, que o deixe a esvair-se em sangue ou mesmo a morrer, sem que esta seja condenada ou sequer censurada.
Ora, finalmente alguém com juízo começa a pôr as coisas na ordem. Estou à espera que chegue a vez de Portugal implementar este tipo de leis. Assim a malta sempre pode defender-se sem correr o risco de passar de agredido a agressor.
Um exemplo prático disso, era logo aplicar isto aos nossos queridos e adorados políticos. Ora a malta calhava de se cruzar com um ministro qualquer, daqueles que mexe com o dinheiro de todos e que apenas quer mais e mais dinheiro. Bastava chegarmos perto do senhor, e dizer-lhe: “Ah e tal, o senhor é aquele que me mete a mão no bolso todos os dias não? O senhor é aquele que leva 63% de impostos em cada litro de gasolina não é? Ora então tome lá um balásio na moleirinha que eu não o aguento! E tal!”. PAM! E pronto, estava o problema resolvido. Era ver Portugal logo a subir na tabela de países mais ricos da comunidade europeia (Isto porque poucas seriam as pessoas a chegar a velhas e haveria mais dinheiro para tudo).
Além desta aplicação, tudo ia melhorar. Imaginem que estavam num restaurante. O empregado, com ar de Zé Manel taxista, colocava-nos à frente uma sopa cheia de moscas e varejas flutuantes e com outras companhias malucas. Para resolver a situação, em vez de lhe pedir o livro de reclamações, eu chegava-me perto dele e dizia-lhe: “Olhe, aquela sopa está fria, vou ter que lhe espetar uma facada no bucho!”
Eu tenho cá para mim que tudo ia ficar bem melhor!
Abraços e beijos a quem de direito…
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
007 licença para es’cavacar’!
A televisão tem coisas bem giras, ainda ontem gastaram horas e horas a encher um grande chouriço por causa das eleições presidenciais, naquilo a que já se convencionou chamar “Noite eleitoral”.
Além de bastantes coisas aborrecidas, fizeram uma coisa que me assustou e deixou bastante indignado.
Estava a dar o filme do James Bond num dos canais que já não sei ao certo, mas parece-me que era na TVI e mesmo na última cena do filme, em que o Pierce Brosnan está em cima da Halle Berry, a fazer sabe-se lá o quê, e quando menos se espera, surge uma imagem do senhor presidente Cavaco Silva… Ora, a malta fica assustada! Durante momentos cheguei a pensar que tinham mudado o 007 e passara a ser o novo PR. Foi uma coisa chocante ver o PR em cima da Halle Berry, mas alguns segundos depois, reparei que foi apenas a ânsia por parte dos senhores da televisão em mostrarem as suas projecções.
Agora imaginem o que teria sido se fosse o senhor Soares a ganhar? Soares em cima da Halle Berry? Hã? Fósgasse!
Abraços e beijos a quem votou…
Quem é que inventou isto?
Chegou a hora certa de reflectir sobre um assunto incontornável. Refiro-me ao sono e à actividade de dormir. Porque é que a toda-poderosa mãe natureza teve que inventar o sono? Hã? Não tinha muito mais utilidade podermos andar indefinidamente sem dormir?
Que estranho mecanismo é este que, quando a hora vai avançada, ou depois de uma noite mal dormida, nos amarra um calhau virtual aos cornos, fazendo com que a cabeça caia periodicamente num acto que mais parece uma prece árabe, e nos puxa as pálpebras com tal violência que nem escoras de ferro as poderiam segurar?
Que estado é este, em que as pessoas caem, incautas e inseguras, que as faz babar pelos cantos da boca, ressonar desalmadamente, falar e andar sem nunca se lembrarem de tal no dia seguinte. Que função fisiológica é esta que nos faz escancarar a boca, como se se tratasse de uma comporta à espera da entrada de um petroleiro, mesmo em frente à miúda gira que vai à frente no comboio, e que imediatamente fica mal de nós? Que fez a humanidade de errado, para que mal adormeça em público, rios e rios de baba escorrerem pela boca escancarada.
Tudo isto tem um mal comum, o sono. Procuram a cura para todas as doenças, mas e para este flagelo? Se não conseguem curar a necessidade de sono, ao menos, curem a parte da baba, e o ressonar, e o bocejar, pelo menos em frente a miúdas giras…
Bem, agora desculpem-me, porque estou aqui que nem posso e vou tomar um café para não dormir…
Abraços e beijos a quem de direito…
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
QUERO SEXO DESENFREADO E VIOLENTO, JÁ!
É certamente isto que quererá dizer o estúpido do gato que anda ali pela rua a miar desalmadamente. Eu sei que já escrevi sobre o assunto, mas irrita-me tanto isto…
Chega-se a esta altura e os gatos deixam a sua vida pacata de caçadores de ratos, arranhadores de móveis e bolas de pelo, e passam a ser devoradores sexuais com megafones instalados na garganta.
“RINHÁUUUUUUUUUU, RINHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁUUUUUUUU, NHAUUUU AUUUUUUUUUU” repetido à exaustão, e de quando em quando um “FSSSSSTTTTTTT” e umas arranhadelas, é a isto que se resume a vida de um gato nesta altura de procriação felina…
Questiono-me se os restantes felinos fazem o mesmo… não consigo imaginar um tigre pela savana a fazer um ruído estranhíssimo como se fosse uma campainha estragada quando está a ser premida pelo vizinho do lado.
Não sei como é que a mãe natureza programou os bichos, mas é um bocado parvo…
Seria o equivalente a os humanos, chegados a uma determinada altura do ano, andarem pela rua a olharem desconfiadamente uns para os outros, e a gritar “QUERO SEXO, JÁ”, “VENHAM CÁ AO PAI, TODAS”, “ESTÁ AÍ ALGUÉM? HÃ?”, “OH BOA! TENS CÁ UMA CAUDA!”… hammm… esperem… acho que já há pessoas a gritar estas coisas… afinal não são só os gatos… raios… a evolução está a dar cabo de nós…
Para prevenir, vou já sentar-me ali na janela e aprender com os gatos, quero estar no grupo da frente quando for a vez dos humanos andarem pelas ruas a roçarem-se nas paredes e a gritar aquelas coisas…
Bem, agora chega de parvoísses que tenho mais que fazer...
Abraços e beijos a quem de direito...
Dúvidas que assaltam as mentes dos mais incautos…
Longe vão os tempos em que as mulheres queriam os homens feios porcos e maus. Agora preferem os feios e maus, porque se dá aspecto de porco, vai logo recambiado para a cadeia e sem passar na casa número um e receber 100€.
Esta mudança, implicou que a raça masculina tivesse que começar a aperfeiçoar alguns métodos de higiene e alguns hábitos, o pior dos quais o gás intestinal. Tudo foi calculado ao ponto de que o ser humano consiga reter essa necessidade (ou pelo menos tentar) para não a soltar perto da cara-metade, coisa que daria certamente o lugar ao divórcio.
Todo este assunto levou-me a pensar que tudo pode descambar num abrir e fechar de olhos… e se o ser humano perde a capacidade de retenção gasal enquanto dorme?
Parece que já estou a ver, um homem a dormir pela primeira vez ao lado da sua adorada companheira, depois de muitos meses de retenção perto dela, e quando se ferra a dormir, como que para acompanhar o ressonar (sim, porque isso elas até são capazes de tolerar e ajudar com umas cotoveladas) deixa escapar por entre o sono um forte, estrondoso, farfalhudo e quem sabe até húmido gás intestinal com a força de 30 bombas atómicas!
Já se questionaram se o ser humano se descuida durante o sono? Já? Eu não, mas vou pensar no assunto logo que tenha tempo.
Bem, vou mas é preparar-me para dormir, e pelo sim pelo não, vou colocar um gravador aqui perto da cama para depois poder analisar os resultados. Se alguém já tem estudos acerca disto, faça favor de partilhar. O futuro da humanidade está nas vossas mãos e esfíncteres anais.
Abraços e beijos a quem de direito…
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Prevenção rodoviária
Portugal, o país do sucesso, da igualdade, da riqueza, da lealdade, da prevenção e da segurança… Hamm… esperam, o Word está a assinalar que a minha afirmação anterior é um erro de conjugação pois não se podem juntar todas aquelas qualidades com a palavra Portugal… ok, em vez disso, vai a seguinte frase: Portugal, o sítio onde se gastam tabuletas com sinais de trânsito para avisar os senhores automobilistas que uma estrada não está pintada.
Sim, é isso mesmo que estão a pensar, um sinal que avisa o condutor que ele vai entrar numa zona onde a estrada não está pintada!
E esta maravilha da segurança só pode acontecer naquele que é o local mais indicado para este tipo de situações… a minha bela terriola…
Qual não foi o meu espanto, quando hoje pela manhã, quando seguia por uma estrada que costumo percorrer e na qual não há vestígios de sinalização à pelo menos um ano, e deparo-me com um conjunto infernal de sinais (dois) a amarelo, indicando um nível de perigo superior ao normal e sinalização provisória, que informam o condutor que a partir daquele ponto a estrada não estava pintada. Se pensam que estou a gozar, eu depois arranjo fotos, mas está escrito na tabuleta de perigo: “Estrada não pintada”. Ora, eu fiquei muito mais descansado, porque se não me avisassem com toda aquela urgência que a estrada não estava pintada, eu nem tinha reparado. Ainda bem que o fizeram, um grande “bem-haja” a quem o fez, pois está a prestar uma grande ajuda.
Já agora, eu sugeria aos senhores que mandam nisso, o favor de inscreverem mais uns dizeres em outras tabuletas, coisa como: “Não perca tempo a ler isto, porque esta curva está cheia de gelo e ainda se espeta”, ou “Cuidado, está um velho a tentar acertar-lhe no carro com uma muleta” ou ainda “Atenção, isto é uma estrada!”. Isto sim, informações que se podiam juntar àquela que tornariam a circulação muito mais segura!
Será que ninguém quer comprar este país?
Abraços e beijos a quem de direito...
Candidato a nada
Bem, cá estou eu regressado das profundezas da desinspiração… Que raio, não é que durante todo este tempo não me saía uma única ideia da cabeça para eu blogar? Além disso, não tenho tido tempo para dedicar a isto, mas agora isso vai mudar… acho eu…
Neste post, quero falar-vos de uma oportunidade de emprego. Para aqueles que almejam fazer algo da vida, esta é certamente a oportunidade certa. Quero falar-vos do emprego: “Presidente da república”.
Segundo aqueles que actualmente se estão a candidatar a esse extenuante cargo, um presidente da república é de extrema importância porque é ele que… hammm… ele faz… hammm… ele… bem, pelos vistos ele não faz nada.
Um dos candidatos, insiste que irá fazer isto e aquilo, e não sei quê e não sei que mais, e que vai ajudar o país e mais não sei quê… pois está visto que isso é tudo treta, porque logo depois todos os outros candidatos vêm dizer que ele não pode fazer nada daquilo e logo a seguir desatam a dizer mal do homem, o que me leva a concluir que um presidente da república não pode nem deve fazer nada e que esses senhores andam numa ânsia terrível de não fazer a ponta de um corno.
Eu estou a aguardar a data em que terei idade para ser o próximo candidato a não fazer nada do país. Alguém vota em mim?
Só um assunto que eu queria esclarecer, nestas coisas ganha o que disser pior dos outros candidatos ou aquele que apresentar vontade de fazer alguma coisa pelo país? Hã? Alguém já percebeu isso? Ainda não sei o que esses senhores pretendem fazer como presidentes, mas já sei como dizer mal da malta.
E só por curiosidade, porque é que nas eleições, as candidaturas recebem dinheiro do estado para fazer a campanha? Não são eles que querem ser candidatos? Se assim é porque é que é o meu dinheiro de contribuinte que paga isso? Eu não autorizei nada disso!
Ai… vida…
Abraços e beijos a quem de direito…
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Transplante da fussa!
Independentemente desta estupidez, sei que há coisas estranhas que apenas posso justificar como sendo o futuro... mas dá-me a sensação que pode ser um futuro um pouco aparvalhado.
Inventaram o transplante de rosto... primeiro foi um parcial, a uma senhora que tinha sido desfigurada pelo ataque de um cão. Até aqui tudo muito bem, é uma coisa bem útil e justificada. Mas o problema é que pelo que sei, houve outras pessoas que se interessaram pelo assunto já estou a ver pessoas em lista de espera para transplantar as fronhas do Brad Pitt ou da Isabel Figueira...
Vai haver sempre alguém a querer perpetuar o rosto de outro alguém famoso, para quem sabe, assumir o seu papel.
E isto apenas em transplantes com o consentimento do dador e do receptor. E se alguém tem a ideia pereguina de querer chatear um conhecido, e enquanto este dorme, lhe manda implantar um rosto menos conveniente?
Eu estou a imaginar que um dia corro o risco de acordar e ao olhar ao espelho, ver reflectido o rosto do doutor "Mário Sóares"... argh... que coisa assustadora... era coisa para me causar um desarranjo intestinal imediato e que nem uma rolha iria resolver... Depois para vingança e já que faltava uma cara, imaginem o que seria implantar as fussas do sôr Castelo Branco no "Mário Sóares"... vocês votariam em quem? ARGH! Esse seria um pesadelo daqueles que nunca mais saem da memória...
Hammm... esperem... essa coisa ainda é capaz de dar jeito...
Abraços e beijos a quem de direito...
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
OTA(rios)?
Alguém sabe o contacto dos senhores que mandam nisto? Era para avisa-los que Lisboa é capital europeia, unicamente por dois motivos. O primeiro é que incompreensivelmente é capital deste país. E o segundo é que é capital europeia porque inexplicavelmente calhou de estar no continente europeu. De resto, não há qualquer semelhança entre esta e as outras capitais.
A grande diferença, é que nos outros países realmente há um governo. Pode ser mau, mas é um governo que resolve problemas no país. Mas um outro ponto de desencontro neste projecto, é aquela coisa, aquilo… hammm… não me lembro bem, mas acho que lhe chamam… dinheiro… sim, é isso, dinheiro, pelos vistos é preciso dinheiro para construir esse aeroporto, e segundo eu sei e os meus próprios bolsos dizem, não há dinheiro em Portugal, somos um país pobre. No entanto, querendo seguir aquela dinâmica do Guinness que nos tem atormentado nos últimos anos, decidiram fazer aqui um dos maiores, senão o maior aeroporto da Europa… Mais ou menos à semelhança do maior salame do mundo, ou da maior broa do mundo… coisas assim, grandes… parvas…
Sinceramente, esses senhores que mandam, pensam em reformas importantes e alterações que realmente interessam, e depois para estragar a festa toda, resolvem cagar uma grande poia a que chamam Aeroporto Internacional de Lisboa… Otários… Havia de vir uma vaca do espaço e comer-lhes o cérebro… se bem que, coitada da vaca, ia ficar com fome, tal é o tamanho diminuto desses órgãos pouco utilizados por terras lusas…
Começo a achar que esse tal Dom Afonso Henriques criou uma nação de tónhós! “Muitas voltas hás-de estar a dar no teu túmulo de pedra Afonso…”
Alguém sabe para quando está marcado começarem as obras do aeroporto multi-planetário de Telhadela?
Abraços e beijos a quem de direito…
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Dia mundial do não fumador – grito de revolta!
Meus senhores e minhas senhoras, estamos perante a maior hipocrisia de todos os tempos! O dia mundial do não fumador é não mais que uma pequena migalha que se dá aos às pombas só para as ver lutar entre si para a comer.
Mas porque raio é que se dedica um dia ao “não fumador” se de resto não interessa para absolutamente mais nada? É impressão minha ou ser “não fumador” é o mesmo que ser uma poia de merda ressequida, à qual se reservou alternativamente uma esquina escura e sombria deste quarto de banho que é a vida?
Só por si, o conceito está errado. Se se pretende preservar a pessoa que não fuma, porque é que nos locais públicos se cria um cantinho mesquinho e mal arrumado com sinais disformes a indicar que estamos presentes num local onde o fumo não tem lugar, mas que a menos de meio metro se posicionam nada mais nada menos que centenas de fumadores a calcetar os seus pulmões… cria-se portanto um local de não fumadores porque as pessoas não estão a chupar umas passas, mas na realidade estão a aspirar o que os outros fumam. Patético…
Anos e anos de campanha antitabagista servem para quê? Cada vez vejo mais pessoas a fumar! Não seria melhor criar campanhas pró-tabagistas? Assim podia ser que as pessoas se chateassem e deixassem de fumar. Se bem que eu acho que é impossível, afinal espetar um pau na boca, cheio de palha, insectos estraçalhados, alcatrão e químicos suficientes para fazer 345 tratamentos quimioterapeuticos, tem infinitamente mais piada que tentar ser… hamm… como se chama aquilo? Saudável?
Fumar para mim tem mais ou menos a mesma piada que atar um tijolo à ponta do pirilau usando um fio de dois metros, subir acima do telhado e lançar desembestado o tijolo! Isso sim, bem giro. E acreditem que eu sei, porque eu já experimentei fumar, só que acho que não percebi o objectivo daquilo… Se querem ter uma coisa em brasa na boca, eu arranjo-vos um maçarico que vos trata do assunto, ou então peçam a um senhor angolano para vos meter uma brasa na boca, e esperem o resultado a ver se gostam.
NÃO SUPORTO QUE FUMEM PERTO DE MIM, mas pronto… façam o que quiserem… tenho que vos respeitar, porque apesar de tudo, vocês fumadores são beneficiados em tudo, e se uma pessoa se queixa de estar a ser incomodada, ainda é insultada… é por isso que me vou continuar a calar a isso…
Espero ansiosamente que chegue o momento em que nos restaurantes ou em qualquer outro local haja um espaço amplo, arejado e bem arranjadinho de não fumadores e um cubículo minúsculo e disfuncional, com letras garrafais a dizer: “Fumadores, enfiem-se ali já e esperem pela vossa vez de serem analmente sodomizados por um boi!”
Acho piada aos meus amigos fumadores, quando tentam explicar porque é que fumam ou porque é que não conseguem deixar de fumar… mais patético ainda… “ai não sei quê e o stress e não sei quê, e é difícil e tal…”. Se calhar isto é uma novidade, mas eu também sofro de stress até ao ponto de ter problemas cardíacos e também tenho uma vida difícil e não fumo, e porquê? Porque sou mais forte que isso, e por isso não me escondo atrás de um pauzinho com a ponta a arder…. E não ando dependente de quantias de alcatrão suficientes para asfaltar um aeroporto inteiro… E sobretudo, não cheiro mal da boca!
Bom, agora que já soltei o meu grito de revolta, vou ali comprar uma caixa de charutos que a minha já se acabou e estou cá com um stress!
Abraços e beijos a quem de direito….
PS – Ah, continuem a dar rios de dinheiro ao estado português, eles agradecem!
terça-feira, 15 de novembro de 2005
Crescer menos que o esperado?
Crescer menos que o esperado?
Quando aprendi matemática, a multiplicação de zero por um qualquer número era sempre zero. Pronto, era uma verdade absoluta.
Agora só para chatear, os senhores do banco de Portugal (cujos salários também deviam ser reduzidos para no máximo dois salários mínimos), vieram dizer que a economia portuguesa vai crescer menos que o esperado. A esses senhores eu queria perguntar uma coisita: Portugal tem economia? Se tem onde é que ela está que eu nunca vi? Ora, se não temos economia, e se dizem que ela vai crescer, pouco mas vai crescer, alguém lhes deveria dizer que isso significa que continuaremos sem economia… Zero vezes um número dá zero…
Tansos…
Acho que a única coisa que acaba por crescer na realidade são os salários desses senhores e a sua já imensa estupidez…
De outro ponto de vista, imaginem que a economia é um miúdo de 6 anos. Está em desenvolvimento, e de repente, vem outro menino grande, com carapinha e diz-lhe: “Hey, puto! Tu não vais crescer nada, és um minorca…”. O que acham que agora o puto lhe devia fazer? Fica a pergunta…
Abraços e beijos a quem de direito…
Prémios IgNobel
Prémios IgNobel
Finalmente um momento cultural neste blog. Vou pois falar-vos, por sugestão da minha “dámá”, dos prémios IgNobel, uns prémios, ou algo perto disso que servem para distinguir aquelas que são as pesquisas ou investigações mais parvas e absurdas de todos os tempos! Isto sim, um tema indicado para um blog de coisas absurdas!
Começo por vos dar a conhecer o senhor Gregg Miller, um homem sem vida social e que deve ter uns óculos mais espessos que o fundo de uma garrafa de champanhe murganheira reserva tinto. Este homem nunca na vida deve ter visto o corpo nu de uma mulher ou mesmo qualquer outro corpo humano nu, daí que dedicou a sua existência a criar testículos artificiais para cães. Isto seria uma iniciativa de louvar, afinal os pobres canídeos também têm o direito a ter as suas bolinhas depois de as originais terem sido cortadas. A parte parva da história é que ele não se ficou pela invenção e criou estes órgãos em três tamanhos diferentes e com três graus de firmeza… posso mesmo afirmar que devem estar centenas de homens à porta do seu gabinete a perguntar se aquilo funciona em humanos… enfim…
O próximo premiado, deve ser amigo próximo do senhor Miller. Estou a falar do doutore Yoshiro Nakamats que tem nome de personagem de jogos de consola. Este senhor é suficientemente estúpido ao ponto de ter catalogado, fotografado e analisado todas as refeições que fez ao longo de 34 anos… e eu que nem me lembro o que é que almocei ontem…
Agora vou contar-vos esta que deve ser mesmo a melhor de todas. Dois cientistas de uma universidade do Minnesota tentaram descobrir se as pessoas nadavam mais rapidamente se estivessem numa piscina de xarope ou numa normal piscina de água. Eu não sei a que conclusões chegaram, mas para eles vai o prémio da química. Eu vou já enviar um e-mail a esses senhores a sugerir que descubram se uma pessoa nada mais depressa numa piscina normal ou numa piscina pejada de tubarões brancos esfomeados e vou sugerir que experimentem eles próprios…
Se dentro da classe dos Ignóbeis houver um prémio para o melhor estudo “blherg”, esse prémio terá que ser entregue ao cientista Meyer-Rochow que estudou e conseguiu calcular a pressão exercida no interior de um pinguim quando este tenta defecar…
Bom, ficaram aqui alguns dos premiados, homens que se denominam de cientistas, mas que eu tenho sérias dúvidas se serão apenas ratos de laboratório. Alguém lhes devia mostrar que o mundo não estava assim tão interessado e preparado para receber as suas investigações, e que possivelmente eles conseguiriam ver o corpo nu de uma mulher mediante o pagamento de uma quantia de dinheiro… Não era preciso meterem-se nisto…
Enfim… vidas…
Abraços e beijos a quem de direito…
sábado, 12 de novembro de 2005
As mudanças
Isto da mudança dos "livros" é munto complicado porque podemos estar sujeitos a mandar uns valentes espirros. Uns espirros de tal maneira que nos deixam com um olhar verde. Mexem connosco as mudanças. É verdade. É com esse olhar esverdeado que normalmente andamos a fazer mudanças com o nariz tão inchado de ranho que até mete impressão. Muitas vezes indispostos, sem vontade de falar com ninguém. Ás vezes até com um ar amalucado. Somos nós a fazer mudanças. Se calhar devíamos arranjar um papel qualquer para pôr na testa: "Pedimos desculpa, mas andamos a mexer nos "livros" do nosso "quarto", não incomode para não nos chatearmos! Eu gosto muito de ti. Desculpa estar assim agora! Vou procurar sair desta confusão!" (Tenho que arranjar esse papel)
O facto de as mudanças implicarem a cor esverdeada e o mau estar às vezes fazem-nos pensar: "Epá se calhar mais valia estar quedo!" ou mesmo "Tava melhor a dormir!". A tentação de não fazer as mudanças é uma constante. O problema é que sem as mudanças não arejamos o nosso "quarto". Se não tirarmos esses "livros" nunca conseguiremos andar à vontade pelo quarto e até pode acontecer que nos sintamos muito mal na nossa própria "casa".
Mexam sempre nos vossos livros! Questionem sempre as razões pelas quais estão nas coisas. É indispensável para que as coisas e nós próprios não caiamos no vazio do sem sentido. Esse questionamento fará com que não nos sintamos mortos na nossa própria "casa".
Um abreijo grande
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Xanax, volta! Estás perdoado!
Quem é que manda nesta coisa das candidaturas à presidência da republica? Não devia haver uma autoridade qualquer, que quando o disco tivesse riscado fosse lá mandar uma palmadinha para avançar ou que quando houvesse insultos fosse capaz de dar uns belos açoites?
Eu acho que devia…
Eu que detesto a política que se pratica no nosso país, cada vez fico mais abismado com as coisas que por cá se vêem. Candidatos lutam e desferem golpes brutais ao orgulho uns dos outros, e tentam deitar o amigo, companheiro, camarada candidato a baixo, em vez de apresentarem programas e soluções. O exemplo mais flagrante é o daquele senhor de octogenário que a única coisa que ouvi sair da boca dele foram insultos para com os outros candidatos, e um estrondoso bate pé, porque quer que um outro candidato debata coisas com ele e lhe dirija insultos e outras coisas.
Mas o que é isto? Uma pessoa fala e quase a comem, cala-se e vem um senhor idoso e ameaça enterrar-lhe rectalmente a bengala até aos pulmões…
Enfim…
Eu ainda não vi um outro candidato que é advogado de um famoso pedófilo fazer campanha. Alguém já viu? Será que ele faz campanha nos julgamentos? Será que ele defende os réus à custa de apoio para a sua candidatura?
E aqueles outros senhores de esquerda, eu ouvi dizer que tinham apresentado candidatura e até agora nunca mais ouvi falar disso, onde andam eles? Porque é que o senhor octogenário também não lhes pede ajuda para debates e insultos?
Há outra coisa que me tem intrigado. A campanha política é chata, e deixa as pessoas agastadas não é? Ok, mas se é assim porque é que além da campanha, se faz uma pré-campanha? Porquê? E porque é que eu não noto diferença entre a campanha e a pré? Alguém sabe a diferença? Não sei porquê, mas algo me diz que não tarda a aparecer uma ante-pré-campanha, e depois uma sub-ante-pré-campanha, e por aí adiante, até chegar à altura em que haverá campanha todos os dias, a toda a hora, em todos os cantos do nosso país riquíssimo que tem muito dinheiro para gastar nestas coisas…
A toda a malta que alinha nessas merdas, eu tenho apenas uma coisa a dizer: Não brinquem com o meu dinheiro e com a minha paciência… Ide… roer xanax, bolachinhas e leitinho quente…
Abraços e beijos a quem de direito (não é de direita nem de esquerda, nem do centro, é de direito!)
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Mantenha a calma…
As pessoas andam descontraidamente pela estrada, olhando em volta, tirando catotas do nariz, berrando aos outros condutores, insultando até os postes se for preciso, e quando chega a infeliz altura de ter um acidente e preencher uma declaração amigável, ainda tem que aguentar o sarcasmo de uma folhinha com letras muito pequeninas, em duplicado a dizer “Mantenha a calma”…
Isto é parvo. Tudo bem que a malta pode ficar exaltada por causa do acidente, mas não há ninguém no mundo que se acalme ao ler num papel, ainda por cima, um papel que é azulado.
Mas o problema começa já pelo nome do papel: “Declaração amigável”. Aquilo é amigável para quem? Alguém se espetou de carro e é suposto fazer o quê? Pagar um café e um bolo à outra pessoa? Isso sim seria uma coisa amigável. Eu não acho nada amigável um gajo todo stressado, vestido com um colete que permite que ele seja visto do espaço a mais de 300 mil quilómetros, e que faça com que absolutamente toda a gente que esteja nas imediações passe imediatamente a olhar para ele.
Enfim, ultrapassando a questão do nome, o arrepio surge quando a pessoa abre a declaração. Imediatamente 3298328479238472398 biliões de letras mais pequenas que ácaros, e espaços ínfimos em que nem uma letra inteira poderá ser escrita, saltam à vista e causam aquele que será o suspiro mais usado nestas alturas. Um simples, conciso e curto “fosgasse”… bem… trocando algumas letras, claro.
Nunca ninguém na história da humanidade, soube preencher declarações amigáveis a não ser as pessoas que trabalham em seguradoras e que têm mais ou menos 300 horas de formação para o fazer. Depois pedem às pessoas que acabam de ter acidentes o favor de, mesmo que a tremer como varas verdes, consigam preencher um papel com tantas perguntas como as dos questionários que costumam vir na revista Maria…
Bem… tive o meu primeiro (e espero que único) acidente esta semana e vi-me confrontado com este bicho demoníaco que são as seguradoras e as suas declarações amigáveis e digo-vos: Não tenham acidentes… mas acho que vocês já sabiam que o melhor é não ter mesmo acidentes… Enfim…
Abraços e beijos a quem de direito…
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
The lone duck! A história de um pato solitário na busca dos porquês da vida…
Para aqueles que estão a pensar que eu andei a ver algum programa especial da BBC sobre a migração de patos, eu informo que não é nada disso!
Hoje tenho para vos contar a história de um pato que anda foragido da sua capoeira, e anda a passear alegremente pelas ruas da minha freguesia. Ainda na passada sexta-feira ao passar numa terra (Busturenga) a
Já estou a ver que o pato deve ter ouvido falar daquela coisa da migração e não sei quê, e ficou confuso, mas mesmo assim resolveu tentar e lá vai ele a fazer uma migração a pé… ora… a pé… eh pah, eu na altura não tive oportunidade, mas se por acaso alguém vir o raio do pato, era só para lhe dizerem que ele tem asas e tal… sabem… asas, aquelas coisas que permitem que algumas coisas voem… está bem que o pato parecia-me aerodinamicamente e fisicamente mal preparado para voar, mas ainda assim, custava-lhe menos a voar do que fazer os até então
Acho que ainda o vamos ver no telejornal, qual Tom Hanks no Forestgump a percorrer as estradas deste mundo em busca de… qualquer coisa… “Run duck, runnnnnnnn!”
Enfim… mas o pato fez-me recordar de uma série da qual não me lembro do nome, mas que envolvia um cão da raça pastor alemão, esquecido pela família que mudara de casa, e que se lançava ao caminho em busca deles, participando em enumeras aventuras em que era o herói que salvava toda a gente. Um pouco como o Rex, mas sem as sirenes e os sons estranhos que esse bicho endiabrado faz. Parece que já estou a ver o pato a apanhar criminosos, e a salvar um rio de ser poluído por uma empresa qualquer sem escrúpulos… coisas assim!
Abraços e beijos a quem de direito e um grande “força nisso bicho!” ao pato viajante…
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Profissional ou amador?
A discussão está aberta e ao rubro. Um senhor reformado e com licença do lar de idosos para ser candidato a presidente da republica portuguesa e um senhor que meteu antes de ontem os papeis para a pré-reforma e que dá aulas de economia numa universidade, mantém actualmente uma acesa discussão sobre o seu estado político. Um afirma-se como não sendo um político profissional, o outro acusa-o de o ser por ele ter recebido uns salários de primeiro-ministro e coisa e tal, simultaneamente afirmando-se orgulhoso por ele mesmo ser um político profissional.
Eu acho que esta é a verdadeira essência do país em que vivemos. Numa altura de grande contestação social, em que a malta que até agora não fazia a ponta de um xusso e tinha tratamento especial, passa a não fazer a ponta de outro xusso e a receber um tratamento social igual aos restantes cidadãos, numa altura em que os preços aumentam e os salários diminuem, numa altura em que os professores se queixam porque afinal os puseram a trabalhar, coisa que antes não acontecia, numa altura em que na televisão portuguesa passa pela trigésima segunda vez o filme Casper, só nos últimos 3 meses, os portugueses vêem-se confrontados com senhores que se propõem a ser os presidentes do país a guerrear, quais meninas mimadas, sobre serem ou não políticos profissionais. E o pior, é que a comunicação social, depois da reposição do filme Casper dedica programas especiais só para tentar responder à pergunta: Quais os candidatos que são políticos profissionais?
A minha pergunta a esses senhores é: seus grandes recessos, o que é que isso me interessa? Vocês de qualquer maneira não vão para lá fazer nada! Pelo menos eu acho que não. Discutir isso parece-me o mesmo que perguntar a uma menina que vende prazer sexual se ela é profissional ou amadora... (Para os que se estão a interrogar sobre o assunto, a mim parece-me que a prostituição ainda não foi profissionalizada).
Já agora, alguém me sabe dizer ao certo o que faz um presidente da república que outra pessoa não faça? É que eu não faço ideia…
Eu votava que o senhor que ganhe esta eleição, os membros do governo e todos os políticos do país passem a ganhar apenas dois salários mínimos, aos quais serão retirados os devidos descontos para a SS e deviam também pagar deslocações do seu bolso, assim sim, viam como vivem os portugueses que eles tanto defendem… recessos!
Abraços e beijos a quem não se mete em politiquices…
sexta-feira, 21 de outubro de 2005
Carta ao Pai Natal
Para: Pai Natal
"Querido Pai Natal,
Chamo-me André e tenho 6 anos. Neste Natal eu queria um presente muito especial. Eu queria que em todo o mundo houvesse Paz e Amor, mas sei bem que isso é impossível de realizar... Pelo menos aqui no meu prédio. Sempre que a vizinha do 5.º Dto. faz amor, não há paz na vizinhança. Principalmente quando o marido sai em viagem de negócios. Nesses dias, se calhar a televisão dela fica avariada, porque está sempre a passar aquele anúncio do shampoo Herbal Essences "Ò ... sim, sim ... siiiim". Bem! Como a Paz e o Amor estão riscados da lista, vou ter que optar pelos bens materiais, coisa que eu não queria nada... Para começar, eu queria que este ano a minha prenda de Natal fosse um brinquedo muito divertido que vi na televisão. Não, não é nenhuma daquelas mariquices dos Action Man, Homem Aranha ou tartarugas Ninja. O que eu queria mesmo era uma coisa que vi ontem no Telejornal! Pai Natal, eu queria muito que me trouxesses um brinquedo que se chama RPG 7, que é um lança-granadas igualzinho aqueles que os terroristas usam para rebentar com os americanos no Iraque. Mas preciso muito que me entregues o brinquedo já este fim-de-semana para eu fazer uma surpresa aos meus coleguinhas lá da escola. Eles vão estar todos numa festa de Natal, em casa do Henrique, que é filho de um grande empresário têxtil, que não paga salários há 3 meses, contrata capangas para dar porrada nos sindicalistas e tem uma amante no prédio onde mora a minha avó. Todos os coleguinhas da minha sala foram convidados para a festa menos eu, porque o Henrique diz que o meu pai é teso e as minhas roupas parece que foram compradas na Feira de Carcavelos, em segunda mão, aos ciganos. Eu sei que desfazer os coleguinhas da 1.ª classe com tiros de bazuca não é uma coisa muito bonita. Mas no ano passado fartei-me de fazer boas acções e a prenda que me trouxeste foi a porcaria de um carro telecomandado comprado aos montes, que se avariou logo no primeiro dia. Bem, pelo menos sempre deu para aproveitar as pilhas para o vibrador da minha mãe! E por falar na minha mãe, neste Natal queria que ela tivesse uma prenda muito bonita... pelo que percebi, ela precisa muito de uma padaria mesmo aqui à porta do prédio, porque há mais de um mês que não vê o padeiro pelo menos foi isso que ela contou no outro dia, quando estava ao telemóvel com um amiguinho que se chama Robertão. Realmente, a minha mãezinha deve ter muita fome, porque depois começou a dizer ao amiguinho que lhe vai morder o cacete e, a seguir, vai pô-lo a aquecer na fornalha dela até ele ficar grande... o que acho esquisito, porque eu aprendi na escola que, sem fermento o cacete não cresce! Quanto ao meu pai, a prenda dele é uma daquelas máquinas que vendem Tabaco nos cafés... é para ter cá em casa porque sempre que o meu pai sai à Noite para comprar tabaco só volta no dia seguinte. Quando chega a casa diz que correu os cafés todos da zona e só conseguiu encontrar a marca de cigarros que ele fuma em Bragança, na boite A Bruxa. É engraçado! A minha mãe diz que ele vai a Bragança à procura da brasileira, mas que eu saiba isso não é uma marca de cigarros... é uma marca de café! Depois a minha mãe começa a falar em marcas de batom na camisa e aí é que eu fico sem perceber nada! Olha, mas se não arranjares a máquina, tenta ao menos passar pelo Ribatejo e trazer um par de cornos. Pelo menos a minha mãe está sempre a dizer que era disso que ele precisava. Para o meu irmão queria uma coisa mais simples. Basta trazeres umas roupinhas modernas, dessas que os adolescentes usam. Pelo que percebi, ele não deve gostar nada das roupas que os meus pais lhe compram, porque todas as noites, quando sai com os amigos, leva os vestidos da minha mãe. Diz o meu tio Zé que até dá pena ver o meu mano ali na zona do Parque Eduardo VII, com as perninhas ao frio e com aquelas botas altas tão desconfortáveis. Devem doer-lhe muito os pés porque leva a noite inteira a pedir boleia aos carros que passam... E pronto, acho que já está tudo! Agora vê lá, não te esqueças de nada, se não sou bem capaz de fazer um telefonema anónimo a uma certa jornalista do Expresso a contar um episódio engraçado que me aconteceu no ano passado, quando te fui visitar ali a um Shopping, no Saldanha. Ela vai gostar muito de saber que, quando eu estava no teu colo, aproveitaste para me apalpar o rabo e convidares-me para brincar aos trenós e aos comboios na tua casa, em Elvas! É claro que ambos sabemos que isso não foi verdade! O que aconteceu realmente foi que te apanhei a fumar droga e a veres revistas pornográficas na casa de banho, mas sabes como é a memória das crianças... vemos muitos desenhos animados e, por isso, estamos sempre a confundir as coisas. E convenhamos que o nome "Bibi da Lapónia" te assenta como uma luva. Por isso, ou me trazes as prendas todas que te pedi ou é bom que comeces a procurar um bom advogado. E não te esqueças de comprar muitas embalagens de gel de banho. É que ali na prisão de Custóias dizem que é perigoso tomar duche com sabonete... quando ele cai ao chão se te baixares para o apanhar corres o risco de... ui... que até dói... Pelo menos é garantido que vais ter um Bom Natal e um Feliz Ânus Novo!
Beijinhos, Andrézinho"