quinta-feira, 9 de março de 2006

A tomada de posse!

Finalmente um acontecimento digno de directos e largas reportagens nos últimos dias. Televisões e rádios já andavam desesperadas por alguma notícia que lhes desse que fazer.
Tenho estado atento à emissão de uma das rádios, e digo-vos que já há muito tempo que não me ria assim tanto. Isto é qualidade.
Os jornalistas que têm que fazer estas coberturas têm que ter um treino de enchimento de chouriços extraordinário, porque de outra forma seria uma situação mais caricata.
A emissão tem estado mais ou menos neste ponto, desde as 7h da manhã: “Chega neste momento a senhora da limpeza, trás um balde com água e detergente cor de rosa e com cheiro a lavanda e também uma esfregona e dois panos ao ombro. Senhora da limpeza, como se sente neste momento solene? - Eu sinto que vou ter aqui muito que fazer vocês andam a sujar-me isto tudo e quem se lixa sou eu. Muito obrigado... hammm... e tal... Peço desculpa por te interromper, mas está a chegar o técnico de som que vai ligar os microfones e todo o sistema de comunicações interno. Senhor dos coisos, diga-me se faz favor, o senhor vai ligar o som e o sistemas de comunicação? - Não, eu vou só tomar uma bica e comer um pastel de nata... estúpida... que raio é que eu vinha aqui fazer? Bom, foi a reportagem possível aqui com o senhor dos coisos.”
Bom, e até à chegada dos convidados a coisa ficou-se por estas entrevistas de ocasião aos trabalhadores da assembleia e por reportagens especiais de jornalistas pendurados em postes e em varandas perto das casas dos presidentes e das figuras de estado, a tentar ver o que estavam a fazer e se algum deles estaria com crises de hemorroidal.
Como não têm muito para dizer já que durante dias tem havido reportagens especiais, e emissões prolongadas sobre tudo, absolutamente tudo o que diz respeito a isto, os jornalistas têm que encher monumentais chouriços à espera que aconteça algo de extraordinário e verdadeiramente interessante. Chegou o George Bush (Pai) e a jornalista da TSF fez a seguinte reportagem: “Bom, vejo um carro preto a aproximar-se com mais velocidade que o normal e com segurança reforçada. Esse carro tem colocadas frontalmente duas bandeiras dos Estados Unidos, Joana Ramalheira, consegues confirmar se é o pai do presidente americano?”. Nesta altura, apeteceu-me ligar para lá e dizer: “Olhe, é só para avisar que esse carro esquisito que falaram agora é a outra senhora das limpezas, o ex-presidente dos estados unidos vem de taxi”.
Quando perceberam finalmente que era mesmo o George Bush, e ele saiu do carro as palavras de reportagem foram as seguintes: “
Aí está George Bush pai, com um fato azul, com um risco mais escuro de lado e uma gravata clara a contraste. Ele sorri, acena com o braço e olha para a frente com os seus olhos azuis...”. Só tenho uma palavra para isto: Fósgasse...
Depois toda a reportagem de chouriços continuou mais ou menos nos mesmos moldes, e com algumas frases que eu gostava de registar: “
Segurança reforçada para o representado dos EUA, com seguranças muito grandes e musculados.”, “Chega também Xanana Gusmão, com um ar bem disposto e muito sorridente e nem se aproxima dos jornalistas”, “Chega neste momento Marques Mendes: Senhor Marques Mendes, está um bocadinho atrasado, não? Bom, Marques Mendes não quis responder...”, “Cá está, o presidente de qualquer coisa que não me lembro agora, com um fato cinzento, uma gravata vermelha e com os vestígios de uma pinga de urina nas calças, talvez fruto de alguma pressa.”, “O derrotado e ex-presidente Mário Soares encontra-se já acomodado e com uma mantinha ao canto da tribuna VIP a dormitar, enquanto alguma baba lhe escorre pelo canto da boca.”, “Manuel Alegre, apressa-se neste momento a alinhar a gravata, que se encontrava um pouco desalinhada já à alguns minutos.”, “Reparei à pouco que há um dos guardas de honra que não para de olhar para as minhas pernas e posso afirmar que neste momento consigo já notar alguma coisa acordada perto da sua braguilha.”, “Neste momento há já alguns deputados a esticar as pernas.”, “Neste momento, algum dos colegas jornalistas soltou um estrondoso gás intestinal que fez de imediato alertar a segurança”, “Bom, vou ter que mudar de lugar, porque tenho dificuldades em respirar com este cheiro...
Jornalismo de qualidade, é o que é!
Abraços e beijos a quem de direito...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Dia mundial?

Hoje festejou-se o dia mundial da mulher... Estranho... não pelo dia, mas pela finalidade. Dá aspecto das mulheres serem umas coitadinhas e como dizia a minha namorada: “Parece que estamos em extinção – ajudem a mulher em extinção”.
Faz-se o dia mundial da criança, porque elas são frágeis e merecem uns mimos, embora o conceito de reservar isso apenas para um dia por ano me pareça estúpido. Faz-se o dia mundial da floresta, para alertar quem de direito para a destruição da flora a nível mundial. Faz-se o dia mundial da paz, porque há pouca paz. Tudo bem... mas da última vez que eu vi, as mulheres nem estavam em extinção, e nem são umas coitadinhas... por isso o conceito é parvo.
E aqui volto a impor a minha teoria da conspiração. Tudo não passa do estratagema megalómano de um comerciante à rasca que queria vender umas flores, uns cartões e umas entradas no bar de strip masculino do qual também é dono. Vai daí e subornou alguém no poder para instituir esse dia, e as coisas foram acontecendo em todo o mundo e pronto, internacionalizou-se o dia mundial da mulher...
Então e para quando o dia mundial do carrapato, o dia mundial das pessoas que vêem mal, o dia mundial da comichão na micose, o dia mundial do gás intestinal, o dia mundial do homem, o dia mundial da catota, o dia mundial da música do José Cid, o dia mundial do político, o dia mundial do bêbado, o dia mundial do “Não me chateies que hoje dói-me a cabeça” e quem sabe até o dia mundial do “Tá'fazer crálho?”. Imagino que haja neste momento alguém, que conhece alguém, que conhece alguém, que certamente conhece alguém que pode instituir algumas destas datas. Sugiro que comecem por instituir o dia mundial do “Hoje limpei o cú a papel higiénico preto, mas acho que sujei os dedos, porque não consegui perceber onde acabava o papel”.
Estou muito agastado! (Agora um bocadinho mais a sério) Parabéns às mulheres por o serem e feliz dia delas!
Abraços e beijos a quem de direito...

Também quero ser presidente!

Que raio, será que é assim tão importante fazer directos, especiais de informação, grandes reportagens e talkshows só porque o senhor Sampaio almoçou com o senhor Cavaco? Eu almoço todos os dias e nunca ninguém no raio do universo inteiro fez qualquer tipo de reportagem acerca do assunto! Ainda assim fiquei muito admirado porque não houve nenhuma cadeia de televisão com imagens exclusivas dos pratos dos presidentes e também com imagens do interior do estômago dos mesmos, enquanto almoçavam neste que era o terceiro encontro destas duas pessoas... até os contam... o terceiro... os senhores nem sequer se podem encontrar em segredo? Aposto que deve ter havido um jornalista que durante um directo qualquer deve ter tentado perguntar aos boxers do Jorge Sampaio como é que se estavam a sentir neste momento de tamanha importância...
Mas será que um raio de um almoço é assim tão importante?
No fundo só estou chateado, porque eles devem ter comido alguma comida especial de corrida, paga com o dinheiro dos contribuintes e eu tive que comer um raio de um arroz de feijão que parecia betume de rematar azulejo, com umas batatas fritas que mais pareciam baratas fritas, montadas por um bife panado raquítico que parecia ter sido lavado numa máquina de lavar roupa industrial à temperatura de 39834987347 mil graus e por isso encolheu... chamem-lhe inveja... eu chamo-lhe outra coisa qualquer, que por agora não estou a ver o quê...
Relativamente a isto da mudança de presidentes, há umas coisas que me intrigam. Eles quando mudam, têm que usar as roupas dos outros? É que se calhar há roupa já rota e gasta que eles devem sentir-se constrangidos a usá-la. E os lençóis? Será que a meio da manhã o Cavaco ainda vai tirar uma sesta de 15 minutos nos mesmos lençóis ainda quentes onde o Sampaio dormira minutos antes?
É este tipo de coisas que me tira o sono. Não vou conseguir dormir a pensar em almoços e em lençóis...
Deixo-vos por agora, porque vou ver a repetição da entrevista: “Já viu o Cavaco alguma vez a fazer compras aqui?” que está a começar na TV.
Abraços e beijos aos senhores responsáveis políticos e a quem de direito...

Mostre-me o seu CDA xôr transeunte!

José Socrates aposta cada vez mais forte no choque tecnológico. Desta vez o primeiro-ministro resolveu que toda a gente deve registar nas juntas de freguesia todos os animais de capoeira que possuírem. Toda a gente pensa que é uma medida para combater a gripe das aves, mas eu consegui apurar que não passa de um estratagema para colocar Portugal na vanguarda da evolução. Isto dará origem ao aparecimento dos primeiros Cartões dos Animais, os CDAs.
No fundo, tudo isto vai servir para controlar melhor a vida das aves.
O próximo passo, vai ser criar uma força de segurança pública dedicada apenas a bichesas. Parece que estou a ver um pato a sobrevoar um terreno à procura do melhor sítio para poisar, e um homem, fardado a mandá-lo encostar. “Senhor pássaro, mostre-me os seus documentos se faz favor!”, e o pato lá lhe mostra o CDA. O guarda observa o cartão e os dados contidos no mesmo e pode observar aqui coisas como: “Diz aqui que o xôr tem asas brancas, e no entanto eu vejo aqui umas manchas mais escuras, você não sabe que é proibido alterar as características do veículo?” e ainda “Pelo que estou aqui a ver, o xôr pássaro nunca foi ao dentista, pode-me explicar isto? É que não estamos em altura de brincadeiras, o xôr tem que controlar a sua saúde!”.
Enfim, esta coisa do registo das aves e do choque tecnológico vai dar muito que falar... A situação anterior é um bocadito exagerada, coisa pouca, mas pode muito bem acontecer que tenhamos que andar com os documentos das bichesas sempre connosco, por forma a andarem identificados. Vamos ter que lhes dar nomes e começar a controlar as horas de entrada e saída das capoeiras: “Galinha Isaura, porte-se bem e esteja na capoeira antes das 17h, senão fica de castigo e corto-lhe a milháda” (milháda pareceu-me o termo mais próximo de mesada, mas no mundo galináceo).
Até as nossas compras vão passar a ser muito mais difíceis. Quando comprar-mos uma embalagem de cochas de galinha, vamos ter que ler toda a biografia do animal só para ter a certeza que não teve comportamentos de risco.
Começo a achar que tudo se complica. Se queriam um choque tecnológico, bastava colocarem em alguns locais públicos uma televisão com antena digital e com bastantes fios de cobre descarnados e ligados a 220 com uma placa a dizer “Grátis”. Toda a gente iria tentar pegar naquilo e apanhavam um valente choque, capaz de abalar cada célula, desde a ponta dos cabelos, passando por todos os pelos púbicos e até às unhas dos pés.
Enfim.... modernices...
Agora se me desculpam, vou ali conferir os dados de registo das minhas galinhas...
Abraços e beijos a quem de direito...

terça-feira, 7 de março de 2006

Limpem às couves!

Uma grande empresa portuguesa em fase de expansão, decidiu apostar numa ideia que teria tudo para ser vencedora, não fosse ser um bocado parva... Bem, mas pelos vistos há países que acharam piada...
Estou a falar da Renova que tem andado ocupada a criar algumas coisas que me intrigam. No início dos tempos a humanidade em geral limpava o seu rabiosque a folhas de couve e outros vegetais, mas a tal empresa desatou a criar umas coisas para ajudar o pessoal. Começou pelo papel higiénico normal, aquela coisa que há uns anos atrás todos nós usava-mos para limpar o rabo e que provocava a estranha sensação de “arranhanço”. Ora, como esse papel era feito de árvores e toda a gente tem noção que uma árvore, desde a casca ao centro da mesma é áspera, não havia problema. Algum tempo depois, começou a aparecer o papel de múltipla folha, muito mais macio e fofo, que dava a sensação de estar a limpar o rabo ao pêlo de um cão. De início a malta estranhou, mas depois já não trocava essa suavidade por nada.
Não contentes com a evolução do papel que tem o destino mais sujo que se possa imaginar, o pessoal da Renova resolveu que era uma boa ideia juntar cheiro a rosas da Argélia ou a malmequeres do Burkinafasso ao seu já famoso papel higiénico macio. Nos primeiros tempos a ideia foi tenebrosa, porque os perfumes usados eram... assim como que... um bocado abixanados. Em vez de sair do quarto de banho com uma sensação de leveza e dever cumprido, o pessoal saía da casa de banho a cheirar a rosas e com o rabo todo cheiroso, com um fedor que se propagava por 10 km numa questão de segundos. Se o cheiro era normal para o George Michael, para um homem normal, não passava de um chamariz para rabetas descontrolados... Alguns começaram mesmo a levar jornais e revistas para o wc, de modo a usarem-nos em vez do outro papel (foi assim que começou o hábito de lerem no wc). Felizmente o pessoal do papel higiénico percebeu e lá alteraram a intensidade do cheiro de modo a que deixasse de ser embaraçoso.
Como passaram algum tempo sem ter novas ideias para complicar a escolha de papel higiénico, começaram a ficar um bocado obsessivos e não foram de meias medidas, criaram um papel que além de fofo, cheira a perfume e é húmido... O papel higiénico humedecido... A ideia de juntar papel macio e perfumado com um bidé, mas em pequenas folhas que serviam para molhar o rabo e para deixar os dedos que nelas seguram impregnados com o cheiro de 300 milhões de sabonetes de centro comercial que davam a sensação que o utilizador tinha tentado afogar-se numa piscina cheia de sabonetes... Grandes malucos!
Mas a pior, foi a última invenção desses senhores... eles criaram o papel higiénico, macio e preto! Papel higiénico preto... A ideia pode parecer inovadora e brilhante, mas eu pergunto: Para quê? Mas que raio de utilidade tem um papel higiénico preto? Por acaso descobri a tempo o objectivo da empresa. Ora, como o papel é preto, o que vai acontecer, é que as pessoas vão gastar muito mais papel, porque não vão perceber se já estão limpos ou não. E mesmo as pessoas que nunca olhavam para o papel higiénico ao limpar-se, vão passar a fazê-lo apenas porque vão estar curiosas sobre o aspecto da sua pintura anal naquela tela a que chamam de papel higiénico. Tudo não passa de uma técnica para ganharem mais e mais dinheiro!
Eu acho que o próximo passo vai ser fazer um papel higiénico, com desenhos por colorir, e cujo objectivo é passar no rabo orgulhosamente sujo de modo a dar cor aos desenhos impressos no papel. Também acho que não vai tardar a chegar o papel higiénico campestre. Uma espessa película com restos de folhas, ramos de árvore, couves, penas de pássaros e um tenebroso e impregnável cheiro a merda de vaca e porco.
O futuro é já hoje, e isso vê-se pelo papel higiénico! E também se vê pelos pensos higiénicos, mas isso é outra história que depois vou abordar.
Agora se me desculpam, vou ali mandar um fax e pelo sim pelo não, vou levar aqui umas folhas de jornal, não vá o diabo tecê-las.
Abraços e beijos a quem de direito.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Gastrofranguite!

Consta-se que há duas semanas atrás, um senhor que trabalha numa pequena banca de venda de golos, num clube azulado do qual não me lembro o nome agora, teve um caso de gastroentrite, quanto a mim, provocado pelo gigantesco e bem-vindo frango comido no encontro com uma tal equipa de águia ao peito...

Grande maluco!

Abraços e beijos a quem de direito...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

O urânio do terceiro mundo...

Cá está um tema político e bastante actual, a tentativa do Irão em empobrecer urânio para fins atómicos. Não?
Eu acho que isto é uma lufada de ar fresco nesta sala de fumo que é o mundo. Numa altura em que todos os países tentam sair da crise, há um país destemido que luta pela pobreza, neste caso a pobreza do urânio.
O que eu ainda não percebi, é o que raio é que um composto como o urânio tem de mais útil depois de lhe ser tirado todo o dinheiro e todos os bens. Será que fica mais eficiente?
Alguém devia avisá-los que isso não vai resultar, porque nós aqui em Tugal, somos pobrezitos e nem por isso temos valor acrescentado por isso... Ou se calhar temos... Os terroristas e senhores do mal confundem-nos com uma província rota de Espanha e não nos ligam nenhuma...
Só uma curiosidade... hammm... os Iranianos querem fazer pesquisa nuclear, não é? E temem que seja por causa de produzir uma bomba nuclear, certo? Então e porque raio é que só os países que já têm bombas nucleares é que se chateiam com esta tentativa de investigação? Vão ficar chateados porque querem ser os únicos a ter uma bomba que se assemelha a um peido engarrafado, mas produzido por uma besta balofa com 400 kg de peso que só terá comido feijoada durante 3 meses a todas as refeições?
Eu acho que os países deveriam ter direito de escolha. Sim senhora, queriam ter uma bomba nuclear, tudo bem, mas tinham que passar numa prova de teste para tal. Em troca do direito a ter uma dessas bombas, todos os políticos e dirigentes activos do país teriam que ser empalados e sodomizados com um ferro com diâmetro generoso e em brasa
No fundo eu acho que os Iranianos não querem urânio empobrecido, eles na verdade precisam de trabalhadores emigrantes de um país do terceiro mundo, com pouca capacidade financeira, mais ou menos um Ucrâniano Empobrecido, só que a malta entendeu mal...
Tansos...
Abraços e beijos a quem de direito...

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Ai o Carnaval...

Está aí o Carnaval, para muitos a época alta do ano, para outros como eu, uma festa tão estúpida que mete dó...
Perdoem-me os que gostam do Carnaval, mas a ideia de andar o dia todo mascarado tem muita piada, até ao momento em que se faz 10 anos... Até a ideia de ver malta a desfilar mascarada não me encanta por aí além... mas que raio de festarola...
Muitos são os portugueses que aguardam avidamente pelos dois dias de desfile para poderem vestir o fio dental, os collants e o body da esposa, e andarem a pavonear-se aos amigos e vizinhos naquelas figuras degradantes, sempre a puxar as cuecas da gaveta e a dizer: "Então, sou boa ou não sou?"
Até entendo que no Brasil eles festejam o Carnaval da maneira intensiva que fazem, é o hino deles, é o que faz deles brasileiros. Agora cá em Portugal não fazemos nada mais que figuras de parvo e tentamos ser o mais brasileiros possível... Não é estúpido? Eles lá ainda se divertem, e pelo que se conta, há sexo com fartura no desfile em si.
Se queriam fazer uma coisa comparativamente avançada, acho que era de apostar nas marchas populares, o equivalente português ao Carnaval do Brasil... Faziam um marchómedro e era ver a malta a rebolar de contente... ou não...
Enfim... Este ano vou mascarar-me de homem invisível...
Abraços e beijos a quem de direito...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Turismo espacial!

Esperem lá, há um português que se anda a meter nisto? Mas... mas... mas... que raio, um português a pagar adiantado por uma coisa que pode mesmo nem se realizar? Que estranho...
Não sei até que ponto isto é uma coisa inteligente...
Primeiro, se alguém quiser ver a terra a partir do espaço, basta instalar o google earth e pronto, dá para ver a terra e passear às voltas sobre a mesma, e depois aproximar a imagem do local que bem desejar e continuar a aproximar mais e mais até ao ponto de ver a vizinha do terceiro direito a tomar banhos de sol nua no terraço. Já vêem que é estupidez gastar dinheiro nisto... é possível fazer a mesma coisa de graça, e sem a desvantagem de ter que participar num treino de uma semana que mais se parece com três anos de tropa na primeira companhia...
E se por acaso o objectivo das pessoas que estão a apostar nesta viagem é ver as estrelas mais de perto, eu não me importo de, por muito menos dinheiro fazer com que vejam as estrelas bem de perto, mesmo muito perto. Até digo mais, em vez de 200 mil dólares, bastava pagarem-me 200 euros e eu imediatamente pego num martelo, e enfio uma descarada e potente pancada no dedo mindinho do pé, que irá provocar uma visão de estrelas de tal maneira forte que até vai trazer umas quantas lágrimas aos olhos...
Hã! Quem é que tem ideias espectaculares e geniais? Hã?
Abraços e beijos a quem de direito!

Energia nuclear, finalmente!

Um empresário português quer investir na construção de uma central energética nuclear! Já não era sem tempo, finalmente alguém quer aproveitar algo que é natural neste país, a criação de energia.
Nem sequer vai precisar de urânio, basta que peça aos portugueses para armazenarem os gases intestinais...
Não tarda e seremos os maiores produtores de energia ao cimo da terra, capazes de fornecer energia em pequenas garrafinhas enchidas com a energia nuclear produzida pelos gases intestinais da malta! É ou não uma ideia vencedora? Não acham que eu sou um génio?
O pessoal chegava ao reservatório, recebia um euro ou uma outra quantia, entrava na câmara de extracção e rebentava com as hemorróides como se não houvesse amanhã. Ao mesmo tempo ganhava dinheiro, fazia algo de libertador e ajudava o planeta...
Enfim... Este empresário está a ver o mesmo objectivo que eu... Grande maluco!
Abraços e beijos a quem de direito...


Só por curiosidade... o gás da galp não é enchido com o esfíncter anal, pois não? Espero que não... isso seria assustador...
Ah, e outra coisa... com tanta portuguêsa jeitosa, era mesmo preciso ir buscar uma loira russa para carregar com uma botija de gás? Hein? Pelo que percebi até a Odete Santos podia com a tal botija... enfim... se era para parecer leve, tinham era que ter convidado a senhora Elisabete do Barreiro que tem 89 anos, assim veriamos que até essa senhora velhinha consegue pegar na bilha... (a frase é estranha, não?)

Está a chegar a gripe das aves, não entrem em pânico...

Só se ouve falar de galinhas constipadas, gansos com gripe e patos com hemorróides... hammm... qualquer coisa... Parece que não há mais nada no mundo... não se devem recordar que a gripe das aves é uma doença que já existe à uns quantos anos, mais ou menos uma década... enfim...
Mas isto provoca um certo mau estar e algum alarmismo na população em geral. Em todos os organismos de comunicação social, ouvimos apelos dos governantes, não-governantes e afins a dizer que devemos alertar as autoridades quando virmos aves mortas. Eu como sou um gajo informado, ando sempre atento a este tipo de situações.
Ainda hoje, fui às compras a um hipermercado e qual não é o meu espanto, quando ao passar por um dos corredores, reparei bem lá no fundo, espalhados por umas prateleiras, uma quantidade considerável de aves! Bem, desatei a correr pelos corredores a gritar: “Estamos condenados, estamos condenados, eles andem aí, fugem, fugem!”. Antes de avisar as autoridades ainda fiz uma pequena paragem na zona dos amendoins e das nozes para ajudar a malta que lá está sempre a comer minuins e nozes sem pagar... Depois chamei as autoridades e disse-lhes que tinha visto galinhas mortas, pernas de perus mortas e até algumas codornizes mortas e já dentro de sacos.
Depois é que me explicaram que não eram quaisquer aves que tinham o problema da gripe das aves, eram as aves mortas que aparecessem nos campos e no exterior... Depois ofereceram-me boleia para uma clínica de sanidade mental, mas eu consegui escapar a tempo...
Enfim, é preciso ter cuidado com estas situações de pânico... ainda bem que sou um tipo calmo...
Bem, alguém quer ir comer umas coxinhas de frango?
Abraços e beijos a quem de direito... desde que não tenha penas...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

O dia dos namorados...

Quem é que um dia inventou o dia dos namorados? Não me venham dizer que foi o Valentim, porque eu conheço-o e ele não faria uma coisa destas...
Quem inventou o dia dos namorados deve ter sido um caixa de óculos mesmo muito tótó, cujo único objectivo era o de ver gajas nuas... ou qualquer outro objectivo sem ligação directa...
Enfim, o que eu quero dizer é que alguém transformou o dia dos namorados nas 24 horas mais estafantes e estonteantes que uma pessoa pode ter. Desde há mais de duas semanas que na televisão só passam anúncios sobre belas, elegantes e dispendiosas prendas para oferecer-mos às nossas namoradas e vice-versa. Tudo desde a roupa interior, cuja aposta vai sempre recair na tanga com padrão de leopardo, ou no simples cuecâme com um focinho de porco na parte da frente... quem sabe a sugerir alguma coisa...
Com tudo isto acho que era correcto da nossa parte mudar o nome desse dia para dia do “comerciante que tem sempre uma coisa gira para nos impingir, mesmo que não precisemos dela”, isso sim, uma ideia acertada...
O próprio conceito pessoal do dia dos namorados está estragado. Se compramos uma bela prenda para a nossa namorada, ela sorri, e acaba por dizer que não era preciso, e que bastava dizer que a amamos, que não era preciso gastar dinheiro e outras coisas mais, mas se caímos no erro de não comprar nada, ou de não oferecer nada à nossa companheira, então está tudo entornado e as frases “Nem te lembraste, é o que é!” e “Pois, nem uma rosa tinhas para me oferecer” serão certamente usadas vezes sem conta, no meio de choros e das tentativas de fazer pensar que afinal esse dia nem tem muita importância... Isto sem contar que o mais certo é sairmos pela porta fora, em direcção ao hospital para passar o resto da noite nas urgências à espera que alguém retire a faca espetada no bucho...
Enfim... é um stress esse dia...
Já agora... só quero que fiquem a saber que há um deputado na assembleia da madeira que se chama “Coito Pita”... achei relevante que soubessem isto... Coito Pita... grande maluco, é o que é... grande maluco!
Abraços e beijos para a minha namorada linda!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Ténias na mona!

FÓSGASSE! É o que eu tenho a dizer ao primeiro episódio de uma série que começou na TVI, o Doctor House!
Neste primeiro episódio, depois de 30000000000 diagnósticos diferentes (mais ou menos como cá em Portugal), descobriram que uma moçoila tinha ténias espalhadas pelo corpo, e uma dessas bichesas estava na cabeça.
Alguns sintomas que ela apresentava, eram a alteração dos estados de humor, personalidade constantemente em mudança, memória muito curta, espasmos e metabolismo desregulado.
Isto fez-me lembrar de uma coisa… será que para ser político é preciso ter uma coisa destas na moleirinha? É que eu vejo-os só a fazer merda e depois a comportarem-se como se nada se passasse. Outros fazem barbaridades e aparecem logo de seguida com um valente sorriso no rosto e outros ainda andam sempre com cara de tinhosos que faz pensar que eles próprios são a encarnação de uma ténia… enfim… bichezisses…
Bem, vou tomar os remédios…
Abraços e beijos a quem de direito…

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

OPA! OPA Já! OPA!

Portugal entrou numa doentia e ignorante contemplação à OPA, todos ouvem falar disso e ninguém sabe o que é…
Não, não é uma expressão de desagrado pelo estado de uma trabalhadora do sexo, aqui escrita numa forma mais suavizada: “Oh meretriz Aberta!”
Uma OPA é mais ou menos o seguinte. Alguém vê uma chaputa no mercado do peixe, vê o preço que está marcado, e grita para a vendedora que quer comprar aquele peixe pelo valor X. Isto também é uma OPA, uma oferta pública de aquisição.
Um homem, e os seus assistentes e familiares propuseram-se a comprar a maior empresa portuguesa… mais ou menos o equivalente a comprar Portugal.
Não vêem que isto é um erro? Se alguém comprar isto, vai ver que existem muitos erros de gestão, corrupção e mau funcionamento e não tarda, estamos a comunicar por sinais de fumo na Fumógal Telecome… Mais vale deixar tudo como está, e a empresa continuar a ganhar rios de dinheiro connosco os utentes que não têm outra escolha senão pagar e nem bufar.
Deixem-nos continuar a gastar se faz favor. Deixem continuar a empresa da qual toda a gente diz mal, todos criticam, todos acham erros, mas que continua sendo a única escolha, até para as pseudo-concorrentes, deixem continuar a empresa da qual a autoridade para a concorrência diz coisas estranhas e continua como se nada se passasse.
Deixem os Portugueses continuarem a ser sodomizados e empalados…
Abraços e beijos a quem comunica por carta!

Caricaturas…

O mundo anda doido com as caricaturas que uns moçoilos andaram a fazer sobre Maomé… Porrada em toda a gente…
Porquê?
Dizem que é proibido na religião deles… ok… e?
Eu nunca os vi chateados quando vêem Jesus a ser caricaturado e gozado… E até já vi Cristãos a gozarem eles próprios com as figuras centrais da sua religião…
Eu acho que na verdade o problema deles são as caricaturas em si… ninguém no seu perfeito juízo acha piada quando um suposto artista faz um retrato quase perfeito, com uma enorme e gigantesca ampliação do nariz e de todos os pelos da venta… Como raio é que é possível?
As pessoas ficaram chateadas, porque como eles são todos parecidos, todos usam barba, penca e turbante, todos acham que os caricaturistas estão a gozar com eles…
Aconteceria o mesmo se desenhassem um chinês com uma bomba na cabeça, era uma coisa capaz de pôr o mundo em guerra, porque eles ficariam confusos e pensavam que alguém estava a gozar com cada um deles…
Se me caricaturassem e publicassem isso num jornal, eu também deitava abaixo umas embaixadas e tentava provocar uma guerra mundial, nem que fosse por guerra química, comendo uma valente feijoada e começando os bombardeamentos! Torturava as pessoas com "Feeerrrrrriiiinnhhhéééééééééés", "Fuuuuuiiiiiiiiiiis", "Prrrrráááááááácccccccccs" e um ou outro "Pfffffffffssssssstttttttttt" - Silencioso mas mortal...
Enfim… Alguém que lhes explique que eles estão a ser recessos se faz favor…
Abraços e beijos a quem de direito…

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Porrada na assembleia! :D

Os membros da assembleia da câmara de Tbilisi, capital da Geórgia, perto da Rússia envolveram-se em violentos e animados confrontos, com murros, pontapés, estaladões, cadeiras pelos cornos a baixo e pontapés no escroto à mistura.
Isto sim, animação à farta!
E tudo isto porquê? Porque desde há uma semana que andam com uma grave crise energética e a cidade não tem combustível para fornecer aos seus cidadãos para estes se aquecerem. Ah valentes!
Isto é que é gente dedicada, com uma semana de crise e desatam logo à porrada, a agredir tudo o que se mexe para defender algo! Sim senhor! Gostei. Então e cá em Portugal?
Dava jeito que alguém de lá viesse para cá, porque andamos em crise há uns anos e até agora não vi ninguém a desfazer a oposição à porrada!
Ai e tal e estamos aqui com um problema no TGV. Muito bem, um ministro do governo e um deputado da oposição reuniam-se no centro da assembleia e começavam a desancar o outro. O que ganhasse levava a sua ideia avante! Não era mais eficiente?
Enfim… mas cá as coisas não funcionam assim. Quando muito, os governantes mandam memorandos uns aos outros dizendo coisas do género: “Senhor deputado, se não aprovar esta lei, vou ter que lhe vazar uma vista com o bico da minha caneta. Atentamente, deputadoX.”, ou “Senhor primeiro ministro, a proposta de aquisição de submarinos para combater incêndios está na sua mesa há cerca de duas semanas, se não tomar uma decisão rápida, vou ser obrigado a empala-lo com o varão da bandeira de Portugal que está na fachada desta assembleia. Obrigado.”, ou mesmo “Caro sôr doutor, já o avisei: se não parar com essas acusações que sou violento, vou ter que lhe partir três costelas e mandá-lo abaixo do palanque quando estiver a discursar. Tenho dito.”, e quem sabe “A mim ninguém me cala, ouviu sua meretriz fedorenta? Se eu dissesse tanta porcaria como você, alugava a minha boca para aterro sanitário”, e pior que tudo "Sei onde o doutor mora, parto-lhe os dentes todos com um dossier de estado..."
Coisas giras… Mas estamos em Portugal… Há muitos problemas, e estes nossos governantes em vez de se esfolarem uns aos outros andam para aqui a ser politicamente correctos… Tansos… Se fossem era trabalhar!
Abraços e beijos a quem de direito... (Já agora, alguém sabe onde se pode adquirir um político Georgiano em bom estado, para desempenhar as funções de governante?)

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Há gente que não pensa…

Quem é o estúpido que pega no telefone, liga para uma empresa de informática e pergunta: “Olhe, queria falar com o responsável pela área de informática da empresa se faz favor!”
Só a mim é que acontecem estas merdas… O que raio é que eu havia de responder ao homem? Ainda pensei durante uns milissegundos que poderia ser uma brincadeira, mas o gajo parecia realmente empenhado naquilo.
Se calhar estão coisas a passar-me ao lado. Ora bem, ele liga para uma empresa de informática e pergunta quem é o responsável pela área da informática da empresa? Hein? Era o mesmo que ligar para um talho e perguntar quem é o responsável pela área da carne lá do talho… Tanso…
Claro que eu sou um espectáculo e disse que era eu o responsável por essa área, e ele ficou logo com a voz mais espevitada, assim como que se tivesse descoberto uma mina de ouro! Então com mais energia explicou que representava uma empresa que fazia um determinado tipo de serviço na área da informática, e depois perguntou: “Já teve conhecimento deste tipo de situações?”… Acho que foi nesta altura que todos os sonhos do homem foram por água abaixo, simplesmente porque eu disse: “Sim, nós fazemos esse tipo de operações aqui na nossa empresa…” ao que ele respondeu, quase gaguejando “Ah… pois… então pronto… hammm… pois… nesse caso, não é… pronto… Obrigado pela atenção…”
Enfim… nem sei o que pensar… bem, tenho que ir ali fazer uns telefonemas.
Abraços e beijos a quem de direito…

CSI Portugal

Toda a gente fica doida com a popular série CSI, quer seja em Las Vegas, ou em New York e até mesmo em Miami. Muita tecnologia, miúdas e miúdos giros, sangue, suor e lágrimas. Enfim, um mundo incrível que absolve os espectadores e deixa-os colados ao sofá, alguns dos quais ficam tão colados que nem sequer se levantam para ir ao quarto de banho.
Mas chega de conversa fiada. Esta série é baseada na força policial de cientistas que nos Estados Unidos investiga crimes e outros casos de polícia. Então e cá em Portugal? Existem brigadas de CSI? Eu acho que não, embora deva haver algo parecido, do género de peritos que ajudam a polícia judiciária a resolver crimes e a beber umas cervejas.
E se houvesse CSI em Portugal? Como seria?
Primeiro, acho que se chamaria ACM (Ai coitadinho, morreu!). Depois era uma equipa de quatro jagunços, três caixas de óculos e uma governanta desempregada. Fariam deslocar-se num Land Rover emprestado sem o vidro traseiro e num Fiat Uno com as portas arrombadas. Como pinças iam certamente usar as tenazes que os restaurantes usam para virar a carne na grelha, e em vez de lupas usavam os fundos das garrafas de Grants e Reserva Bruto. Em vez de computadores super potentes para analisar provas e identificar bandidos, usariam PlayStation para ocupar o horário de trabalho.
Enfim, eu só quero deixar uma questão sobre isto… Para quando a novela “Morangos com CSI”? Punham uns quantos putos vestidos com roupa de gente grande, a investigar o roubo de gelados e guloseimas na mercearia ao lado da escola. Era bom, não acham?
Abraços e beijos a quem de direito…

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Nevou? Onde?

A notícia de abertura, do meio e de fecho de todos os noticiários, jornais e boletins informativos neste fim-de-semana foi o nevão que se abateu sobre Portugal. Pelo menos sobre parte dele.
É que até nisto há discriminação. Neva em quase todo o Portugal, e aqui na santa terra, nem um único floco de neve… Nada… Se calhar é castigo… Temos a única placa do mundo a dizer “Estrada sem pintura” mas não temos neve… paciência…
Enfim, mas mais uma vez Portugal saltou de dentro do armário e foram para a loucura da brincadeira na neve. Marmanjos de barba rija a mandar bolas uns aos outros e a correr em bicos de pés para fugir às tentativas de agressão dos amigos com bolas de neve…
É nestas alturas que há acidentes graves. Os tugas não estão habituados a isto, põem-se a brincar na neve, e ainda acontecem desgraças. Desgraças do género de um macho latino ir a escorregar pela encosta abaixo e sem mais nem porquê, vê-se empalado por um galho de um pinheiro… Passa logo de macho latino a traveca da encosta…
Depois há os que são espertinhos e para impressionar os amigos, vão encher os copos da malta com neve para acompanhar o whisky que comprou no pingo doce, mas esquece-se que ainda à coisa de meia hora, toda a vizinhança tinha estado a urinar precisamente no local onde ele fora buscar a neve… enfim… deve ser para dar gosto…
Estamos em Portugal… o único sítio onde é suposto nevar é no topo da serra da Estrela e no Marão, o resto é para apanhar chuva e vento.
E assim se passa o tempo em Portugal.
Agora desculpem-me que vou fazer um boneco na areia… já que neve… nem vê-la…
Abraços e beijos a quem de direito…

Sai da frente, palhaço!

Os portugueses são muito conhecidos pela sua pressa quando estão ao volante, e pela distância mínima que conseguem manter do veículo imediatamente à frente deles. Alguns conseguem mesmo que essa distância seja de pouco mais que um milímetro, e com uma precisão cirúrgica conseguem manter-se na perseguição do seu antecessor de forma quase inacreditável.
Ainda hoje, vinha eu muito descansado e quando olho para o retrovisor, dou de caras com os olhos faíscantes de um destes espécimes. Cheguei a pensar que tinha dado boleia a alguém e não me lembrava, mas logo reparei que vínhamos em carros diferentes! Sim, ele vinha mesmo coladinho. Consegui perceber mais tarde que era um daqueles heróis que conseguia a tal distância de um milímetro do veículo da frente (que era o meu), porque arrotei, e como tinha comido bastante cebola, consegui vislumbrar algumas lágrimas a escorrer pela sua face vidrada.
Isto fez-me pensar que há mais perigos do que o de travar e haver logo um acidente, por falta de tempo para travar. Além deste problema do hálito do condutor que vai à frente, há outro problema de igual ou superior importância e que pode pôr ainda mais em causa a vida dos ocupantes do carro perseguidor.
Vamos supor que no carro que vai à frente, vai um indivíduo que ao almoço abocanhou duas doses de feijoada daquela de rebentar com as borrachas. Depois da devida fermentação, é óbvio que o homem tem que mandar uns rateres e largar umas gasadas!
Ora, se nesta altura, alguém se chega a milímetros do carro em que este homem segue, está visto que vai haver desgraça. A malta que vai atrás, vai na descarada a ouvir música muito alto e a medir a distância milimétrica ao carro da frente, o homem da feijoada larga uma espalhafatosa e sonora bojarda cagante, que o deixa com a sensação que não só cuecas e calças ficaram carimbadas, mas também o próprio banco do carro e as pastilhas dos travões. O ar putrefacto acumula-se na traseira do carro, e escapa-se pelo porta bagagens, dirigindo-se ferozmente para a traseira do carro. De seguida ultrapassa as fronteiras físicas do carro, e entra directamente nas entradas de ar do carro que segue precisamente a 1,34 milímetros do primeiro. Ora essas entradas levam o ar directamente pelo sistema da sofagem até às fussas do condutor de trás que, em quatro ou cinco bafuradas, fica com os pulmões adubados e acolchoados com o potente, putrefacto e pestilento cheiro da feijoada fermentada, as lágrimas começam a derramar pelo seu rosto como se fosse uma fonte e os dois neurónios que estão única e exclusivamente dedicados à condução desligam-se do sistema nervoso e o moçoilo perde o controlo e espeta-se!
Como vêem, esta prática é muito perigosa, felizmente percebi isso a tempo e posso mudar os meus hábitos de condução.
Conduzam com cuidado,
Abraços e beijos a quem de direito…

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Para quando o exemplo de Itália aqui em Portugal?

Na Itália aprovaram uma lei que permite que, uma pessoa que se sinta ameaçada ou que ache que os seus bens ou direitos estão a ser ameaçados, possa enfiar um balásio nos cornos do agressor, ou enfiar-lhe uma ou duas facadas no bucho, que o deixe a esvair-se em sangue ou mesmo a morrer, sem que esta seja condenada ou sequer censurada.
Ora, finalmente alguém com juízo começa a pôr as coisas na ordem. Estou à espera que chegue a vez de Portugal implementar este tipo de leis. Assim a malta sempre pode defender-se sem correr o risco de passar de agredido a agressor.
Um exemplo prático disso, era logo aplicar isto aos nossos queridos e adorados políticos. Ora a malta calhava de se cruzar com um ministro qualquer, daqueles que mexe com o dinheiro de todos e que apenas quer mais e mais dinheiro. Bastava chegarmos perto do senhor, e dizer-lhe: “Ah e tal, o senhor é aquele que me mete a mão no bolso todos os dias não? O senhor é aquele que leva 63% de impostos em cada litro de gasolina não é? Ora então tome lá um balásio na moleirinha que eu não o aguento! E tal!”. PAM! E pronto, estava o problema resolvido. Era ver Portugal logo a subir na tabela de países mais ricos da comunidade europeia (Isto porque poucas seriam as pessoas a chegar a velhas e haveria mais dinheiro para tudo).
Além desta aplicação, tudo ia melhorar. Imaginem que estavam num restaurante. O empregado, com ar de Zé Manel taxista, colocava-nos à frente uma sopa cheia de moscas e varejas flutuantes e com outras companhias malucas. Para resolver a situação, em vez de lhe pedir o livro de reclamações, eu chegava-me perto dele e dizia-lhe: “Olhe, aquela sopa está fria, vou ter que lhe espetar uma facada no bucho!”
Eu tenho cá para mim que tudo ia ficar bem melhor!
Abraços e beijos a quem de direito…

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

007 licença para es’cavacar’!

A televisão tem coisas bem giras, ainda ontem gastaram horas e horas a encher um grande chouriço por causa das eleições presidenciais, naquilo a que já se convencionou chamar “Noite eleitoral”.
Além de bastantes coisas aborrecidas, fizeram uma coisa que me assustou e deixou bastante indignado.
Estava a dar o filme do James Bond num dos canais que já não sei ao certo, mas parece-me que era na TVI e mesmo na última cena do filme, em que o Pierce Brosnan está em cima da Halle Berry, a fazer sabe-se lá o quê, e quando menos se espera, surge uma imagem do senhor presidente Cavaco Silva… Ora, a malta fica assustada! Durante momentos cheguei a pensar que tinham mudado o 007 e passara a ser o novo PR. Foi uma coisa chocante ver o PR em cima da Halle Berry, mas alguns segundos depois, reparei que foi apenas a ânsia por parte dos senhores da televisão em mostrarem as suas projecções.
Agora imaginem o que teria sido se fosse o senhor Soares a ganhar? Soares em cima da Halle Berry? Hã? Fósgasse!
Abraços e beijos a quem votou…

Quem é que inventou isto?

Chegou a hora certa de reflectir sobre um assunto incontornável. Refiro-me ao sono e à actividade de dormir. Porque é que a toda-poderosa mãe natureza teve que inventar o sono? Hã? Não tinha muito mais utilidade podermos andar indefinidamente sem dormir?
Que estranho mecanismo é este que, quando a hora vai avançada, ou depois de uma noite mal dormida, nos amarra um calhau virtual aos cornos, fazendo com que a cabeça caia periodicamente num acto que mais parece uma prece árabe, e nos puxa as pálpebras com tal violência que nem escoras de ferro as poderiam segurar?
Que estado é este, em que as pessoas caem, incautas e inseguras, que as faz babar pelos cantos da boca, ressonar desalmadamente, falar e andar sem nunca se lembrarem de tal no dia seguinte. Que função fisiológica é esta que nos faz escancarar a boca, como se se tratasse de uma comporta à espera da entrada de um petroleiro, mesmo em frente à miúda gira que vai à frente no comboio, e que imediatamente fica mal de nós? Que fez a humanidade de errado, para que mal adormeça em público, rios e rios de baba escorrerem pela boca escancarada.
Tudo isto tem um mal comum, o sono. Procuram a cura para todas as doenças, mas e para este flagelo? Se não conseguem curar a necessidade de sono, ao menos, curem a parte da baba, e o ressonar, e o bocejar, pelo menos em frente a miúdas giras…
Bem, agora desculpem-me, porque estou aqui que nem posso e vou tomar um café para não dormir…
Abraços e beijos a quem de direito…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

QUERO SEXO DESENFREADO E VIOLENTO, JÁ!

É certamente isto que quererá dizer o estúpido do gato que anda ali pela rua a miar desalmadamente. Eu sei que já escrevi sobre o assunto, mas irrita-me tanto isto…
Chega-se a esta altura e os gatos deixam a sua vida pacata de caçadores de ratos, arranhadores de móveis e bolas de pelo, e passam a ser devoradores sexuais com megafones instalados na garganta.
“RINHÁUUUUUUUUUU, RINHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁUUUUUUUU, NHAUUUU AUUUUUUUUUU” repetido à exaustão, e de quando em quando um “FSSSSSTTTTTTT” e umas arranhadelas, é a isto que se resume a vida de um gato nesta altura de procriação felina…
Questiono-me se os restantes felinos fazem o mesmo… não consigo imaginar um tigre pela savana a fazer um ruído estranhíssimo como se fosse uma campainha estragada quando está a ser premida pelo vizinho do lado.
Não sei como é que a mãe natureza programou os bichos, mas é um bocado parvo…
Seria o equivalente a os humanos, chegados a uma determinada altura do ano, andarem pela rua a olharem desconfiadamente uns para os outros, e a gritar “QUERO SEXO, JÁ”, “VENHAM CÁ AO PAI, TODAS”, “ESTÁ AÍ ALGUÉM? HÃ?”, “OH BOA! TENS CÁ UMA CAUDA!”… hammm… esperem… acho que já há pessoas a gritar estas coisas… afinal não são só os gatos… raios… a evolução está a dar cabo de nós…
Para prevenir, vou já sentar-me ali na janela e aprender com os gatos, quero estar no grupo da frente quando for a vez dos humanos andarem pelas ruas a roçarem-se nas paredes e a gritar aquelas coisas…
Bem, agora chega de parvoísses que tenho mais que fazer...
Abraços e beijos a quem de direito...

Dúvidas que assaltam as mentes dos mais incautos…

Longe vão os tempos em que as mulheres queriam os homens feios porcos e maus. Agora preferem os feios e maus, porque se dá aspecto de porco, vai logo recambiado para a cadeia e sem passar na casa número um e receber 100€.
Esta mudança, implicou que a raça masculina tivesse que começar a aperfeiçoar alguns métodos de higiene e alguns hábitos, o pior dos quais o gás intestinal. Tudo foi calculado ao ponto de que o ser humano consiga reter essa necessidade (ou pelo menos tentar) para não a soltar perto da cara-metade, coisa que daria certamente o lugar ao divórcio.
Todo este assunto levou-me a pensar que tudo pode descambar num abrir e fechar de olhos… e se o ser humano perde a capacidade de retenção gasal enquanto dorme?
Parece que já estou a ver, um homem a dormir pela primeira vez ao lado da sua adorada companheira, depois de muitos meses de retenção perto dela, e quando se ferra a dormir, como que para acompanhar o ressonar (sim, porque isso elas até são capazes de tolerar e ajudar com umas cotoveladas) deixa escapar por entre o sono um forte, estrondoso, farfalhudo e quem sabe até húmido gás intestinal com a força de 30 bombas atómicas!
Já se questionaram se o ser humano se descuida durante o sono? Já? Eu não, mas vou pensar no assunto logo que tenha tempo.
Bem, vou mas é preparar-me para dormir, e pelo sim pelo não, vou colocar um gravador aqui perto da cama para depois poder analisar os resultados. Se alguém já tem estudos acerca disto, faça favor de partilhar. O futuro da humanidade está nas vossas mãos e esfíncteres anais.
Abraços e beijos a quem de direito…

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Prevenção rodoviária

Portugal, o país do sucesso, da igualdade, da riqueza, da lealdade, da prevenção e da segurança… Hamm… esperam, o Word está a assinalar que a minha afirmação anterior é um erro de conjugação pois não se podem juntar todas aquelas qualidades com a palavra Portugal… ok, em vez disso, vai a seguinte frase: Portugal, o sítio onde se gastam tabuletas com sinais de trânsito para avisar os senhores automobilistas que uma estrada não está pintada.
Sim, é isso mesmo que estão a pensar, um sinal que avisa o condutor que ele vai entrar numa zona onde a estrada não está pintada!
E esta maravilha da segurança só pode acontecer naquele que é o local mais indicado para este tipo de situações… a minha bela terriola…
Qual não foi o meu espanto, quando hoje pela manhã, quando seguia por uma estrada que costumo percorrer e na qual não há vestígios de sinalização à pelo menos um ano, e deparo-me com um conjunto infernal de sinais (dois) a amarelo, indicando um nível de perigo superior ao normal e sinalização provisória, que informam o condutor que a partir daquele ponto a estrada não estava pintada. Se pensam que estou a gozar, eu depois arranjo fotos, mas está escrito na tabuleta de perigo: “Estrada não pintada”. Ora, eu fiquei muito mais descansado, porque se não me avisassem com toda aquela urgência que a estrada não estava pintada, eu nem tinha reparado. Ainda bem que o fizeram, um grande “bem-haja” a quem o fez, pois está a prestar uma grande ajuda.
Já agora, eu sugeria aos senhores que mandam nisso, o favor de inscreverem mais uns dizeres em outras tabuletas, coisa como: “Não perca tempo a ler isto, porque esta curva está cheia de gelo e ainda se espeta”, ou “Cuidado, está um velho a tentar acertar-lhe no carro com uma muleta” ou ainda “Atenção, isto é uma estrada!”. Isto sim, informações que se podiam juntar àquela que tornariam a circulação muito mais segura!
Será que ninguém quer comprar este país?
Abraços e beijos a quem de direito...

Candidato a nada

Bem, cá estou eu regressado das profundezas da desinspiração… Que raio, não é que durante todo este tempo não me saía uma única ideia da cabeça para eu blogar? Além disso, não tenho tido tempo para dedicar a isto, mas agora isso vai mudar… acho eu…
Neste post, quero falar-vos de uma oportunidade de emprego. Para aqueles que almejam fazer algo da vida, esta é certamente a oportunidade certa. Quero falar-vos do emprego: “Presidente da república”.
Segundo aqueles que actualmente se estão a candidatar a esse extenuante cargo, um presidente da república é de extrema importância porque é ele que… hammm… ele faz… hammm… ele… bem, pelos vistos ele não faz nada.
Um dos candidatos, insiste que irá fazer isto e aquilo, e não sei quê e não sei que mais, e que vai ajudar o país e mais não sei quê… pois está visto que isso é tudo treta, porque logo depois todos os outros candidatos vêm dizer que ele não pode fazer nada daquilo e logo a seguir desatam a dizer mal do homem, o que me leva a concluir que um presidente da república não pode nem deve fazer nada e que esses senhores andam numa ânsia terrível de não fazer a ponta de um corno.
Eu estou a aguardar a data em que terei idade para ser o próximo candidato a não fazer nada do país. Alguém vota em mim?
Só um assunto que eu queria esclarecer, nestas coisas ganha o que disser pior dos outros candidatos ou aquele que apresentar vontade de fazer alguma coisa pelo país? Hã? Alguém já percebeu isso? Ainda não sei o que esses senhores pretendem fazer como presidentes, mas já sei como dizer mal da malta.
E só por curiosidade, porque é que nas eleições, as candidaturas recebem dinheiro do estado para fazer a campanha? Não são eles que querem ser candidatos? Se assim é porque é que é o meu dinheiro de contribuinte que paga isso? Eu não autorizei nada disso!
Ai… vida…
Abraços e beijos a quem de direito…

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Transplante da fussa!

O futuro não é amanhã nem depois, o futuro é agora! Pelo menos é isso que eu vi num anúncio de televisão, e a malta da televisão é que sabe...
Independentemente desta estupidez, sei que há coisas estranhas que apenas posso justificar como sendo o futuro... mas dá-me a sensação que pode ser um futuro um pouco aparvalhado.
Inventaram o transplante de rosto... primeiro foi um parcial, a uma senhora que tinha sido desfigurada pelo ataque de um cão. Até aqui tudo muito bem, é uma coisa bem útil e justificada. Mas o problema é que pelo que sei, houve outras pessoas que se interessaram pelo assunto já estou a ver pessoas em lista de espera para transplantar as fronhas do Brad Pitt ou da Isabel Figueira...
Vai haver sempre alguém a querer perpetuar o rosto de outro alguém famoso, para quem sabe, assumir o seu papel.
E isto apenas em transplantes com o consentimento do dador e do receptor. E se alguém tem a ideia pereguina de querer chatear um conhecido, e enquanto este dorme, lhe manda implantar um rosto menos conveniente?
Eu estou a imaginar que um dia corro o risco de acordar e ao olhar ao espelho, ver reflectido o rosto do doutor "Mário Sóares"... argh... que coisa assustadora... era coisa para me causar um desarranjo intestinal imediato e que nem uma rolha iria resolver... Depois para vingança e já que faltava uma cara, imaginem o que seria implantar as fussas do sôr Castelo Branco no "Mário Sóares"... vocês votariam em quem? ARGH! Esse seria um pesadelo daqueles que nunca mais saem da memória...
Hammm... esperem... essa coisa ainda é capaz de dar jeito...
Abraços e beijos a quem de direito...

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

OTA(rios)?

O governo resolveu finalmente construir uma coisa grande em Portugal. Não, não estou a falar de nenhuma auto-estrada, e muito menos de um grande cofre para guardar dinheiro, estou a falar de um aeroporto à escala mundial, mais ou menos com a esperança de que metade da população terrestre resolvesse marcar férias na mesma quinzena e fossem todos parar a Lisboa. Vai daí e resolvem construir um aeroporto digno de uma capital europeia…
Alguém sabe o contacto dos senhores que mandam nisto? Era para avisa-los que Lisboa é capital europeia, unicamente por dois motivos. O primeiro é que incompreensivelmente é capital deste país. E o segundo é que é capital europeia porque inexplicavelmente calhou de estar no continente europeu. De resto, não há qualquer semelhança entre esta e as outras capitais.
A grande diferença, é que nos outros países realmente há um governo. Pode ser mau, mas é um governo que resolve problemas no país. Mas um outro ponto de desencontro neste projecto, é aquela coisa, aquilo… hammm… não me lembro bem, mas acho que lhe chamam… dinheiro… sim, é isso, dinheiro, pelos vistos é preciso dinheiro para construir esse aeroporto, e segundo eu sei e os meus próprios bolsos dizem, não há dinheiro em Portugal, somos um país pobre. No entanto, querendo seguir aquela dinâmica do Guinness que nos tem atormentado nos últimos anos, decidiram fazer aqui um dos maiores, senão o maior aeroporto da Europa… Mais ou menos à semelhança do maior salame do mundo, ou da maior broa do mundo… coisas assim, grandes… parvas…
Sinceramente, esses senhores que mandam, pensam em reformas importantes e alterações que realmente interessam, e depois para estragar a festa toda, resolvem cagar uma grande poia a que chamam Aeroporto Internacional de Lisboa… Otários… Havia de vir uma vaca do espaço e comer-lhes o cérebro… se bem que, coitada da vaca, ia ficar com fome, tal é o tamanho diminuto desses órgãos pouco utilizados por terras lusas…
Começo a achar que esse tal Dom Afonso Henriques criou uma nação de tónhós! “Muitas voltas hás-de estar a dar no teu túmulo de pedra Afonso…”
Alguém sabe para quando está marcado começarem as obras do aeroporto multi-planetário de Telhadela?
Abraços e beijos a quem de direito…

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Dia mundial do não fumador – grito de revolta!

Meus senhores e minhas senhoras, estamos perante a maior hipocrisia de todos os tempos! O dia mundial do não fumador é não mais que uma pequena migalha que se dá aos às pombas só para as ver lutar entre si para a comer.
Mas porque raio é que se dedica um dia ao “não fumador” se de resto não interessa para absolutamente mais nada? É impressão minha ou ser “não fumador” é o mesmo que ser uma poia de merda ressequida, à qual se reservou alternativamente uma esquina escura e sombria deste quarto de banho que é a vida?
Só por si, o conceito está errado. Se se pretende preservar a pessoa que não fuma, porque é que nos locais públicos se cria um cantinho mesquinho e mal arrumado com sinais disformes a indicar que estamos presentes num local onde o fumo não tem lugar, mas que a menos de meio metro se posicionam nada mais nada menos que centenas de fumadores a calcetar os seus pulmões… cria-se portanto um local de não fumadores porque as pessoas não estão a chupar umas passas, mas na realidade estão a aspirar o que os outros fumam. Patético…
Anos e anos de campanha antitabagista servem para quê? Cada vez vejo mais pessoas a fumar! Não seria melhor criar campanhas pró-tabagistas? Assim podia ser que as pessoas se chateassem e deixassem de fumar. Se bem que eu acho que é impossível, afinal espetar um pau na boca, cheio de palha, insectos estraçalhados, alcatrão e químicos suficientes para fazer 345 tratamentos quimioterapeuticos, tem infinitamente mais piada que tentar ser… hamm… como se chama aquilo? Saudável?
Fumar para mim tem mais ou menos a mesma piada que atar um tijolo à ponta do pirilau usando um fio de dois metros, subir acima do telhado e lançar desembestado o tijolo! Isso sim, bem giro. E acreditem que eu sei, porque eu já experimentei fumar, só que acho que não percebi o objectivo daquilo… Se querem ter uma coisa em brasa na boca, eu arranjo-vos um maçarico que vos trata do assunto, ou então peçam a um senhor angolano para vos meter uma brasa na boca, e esperem o resultado a ver se gostam.
NÃO SUPORTO QUE FUMEM PERTO DE MIM, mas pronto… façam o que quiserem… tenho que vos respeitar, porque apesar de tudo, vocês fumadores são beneficiados em tudo, e se uma pessoa se queixa de estar a ser incomodada, ainda é insultada… é por isso que me vou continuar a calar a isso…
Espero ansiosamente que chegue o momento em que nos restaurantes ou em qualquer outro local haja um espaço amplo, arejado e bem arranjadinho de não fumadores e um cubículo minúsculo e disfuncional, com letras garrafais a dizer: “Fumadores, enfiem-se ali já e esperem pela vossa vez de serem analmente sodomizados por um boi!”
Acho piada aos meus amigos fumadores, quando tentam explicar porque é que fumam ou porque é que não conseguem deixar de fumar… mais patético ainda… “ai não sei quê e o stress e não sei quê, e é difícil e tal…”. Se calhar isto é uma novidade, mas eu também sofro de stress até ao ponto de ter problemas cardíacos e também tenho uma vida difícil e não fumo, e porquê? Porque sou mais forte que isso, e por isso não me escondo atrás de um pauzinho com a ponta a arder…. E não ando dependente de quantias de alcatrão suficientes para asfaltar um aeroporto inteiro… E sobretudo, não cheiro mal da boca!
Bom, agora que já soltei o meu grito de revolta, vou ali comprar uma caixa de charutos que a minha já se acabou e estou cá com um stress!
Abraços e beijos a quem de direito….
PS – Ah, continuem a dar rios de dinheiro ao estado português, eles agradecem!

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Crescer menos que o esperado?

Crescer menos que o esperado?

Quando aprendi matemática, a multiplicação de zero por um qualquer número era sempre zero. Pronto, era uma verdade absoluta.
Agora só para chatear, os senhores do banco de Portugal (cujos salários também deviam ser reduzidos para no máximo dois salários mínimos), vieram dizer que a economia portuguesa vai crescer menos que o esperado. A esses senhores eu queria perguntar uma coisita: Portugal tem economia? Se tem onde é que ela está que eu nunca vi? Ora, se não temos economia, e se dizem que ela vai crescer, pouco mas vai crescer, alguém lhes deveria dizer que isso significa que continuaremos sem economia… Zero vezes um número dá zero…
Tansos…
Acho que a única coisa que acaba por crescer na realidade são os salários desses senhores e a sua já imensa estupidez…
De outro ponto de vista, imaginem que a economia é um miúdo de 6 anos. Está em desenvolvimento, e de repente, vem outro menino grande, com carapinha e diz-lhe: “Hey, puto! Tu não vais crescer nada, és um minorca…”. O que acham que agora o puto lhe devia fazer? Fica a pergunta…
Abraços e beijos a quem de direito…

Prémios IgNobel

Prémios IgNobel

Finalmente um momento cultural neste blog. Vou pois falar-vos, por sugestão da minha “dámá”, dos prémios IgNobel, uns prémios, ou algo perto disso que servem para distinguir aquelas que são as pesquisas ou investigações mais parvas e absurdas de todos os tempos! Isto sim, um tema indicado para um blog de coisas absurdas!
Começo por vos dar a conhecer o senhor Gregg Miller, um homem sem vida social e que deve ter uns óculos mais espessos que o fundo de uma garrafa de champanhe murganheira reserva tinto. Este homem nunca na vida deve ter visto o corpo nu de uma mulher ou mesmo qualquer outro corpo humano nu, daí que dedicou a sua existência a criar testículos artificiais para cães. Isto seria uma iniciativa de louvar, afinal os pobres canídeos também têm o direito a ter as suas bolinhas depois de as originais terem sido cortadas. A parte parva da história é que ele não se ficou pela invenção e criou estes órgãos em três tamanhos diferentes e com três graus de firmeza… posso mesmo afirmar que devem estar centenas de homens à porta do seu gabinete a perguntar se aquilo funciona em humanos… enfim…
O próximo premiado, deve ser amigo próximo do senhor Miller. Estou a falar do doutore Yoshiro Nakamats que tem nome de personagem de jogos de consola. Este senhor é suficientemente estúpido ao ponto de ter catalogado, fotografado e analisado todas as refeições que fez ao longo de 34 anos… e eu que nem me lembro o que é que almocei ontem…
Agora vou contar-vos esta que deve ser mesmo a melhor de todas. Dois cientistas de uma universidade do Minnesota tentaram descobrir se as pessoas nadavam mais rapidamente se estivessem numa piscina de xarope ou numa normal piscina de água. Eu não sei a que conclusões chegaram, mas para eles vai o prémio da química. Eu vou já enviar um e-mail a esses senhores a sugerir que descubram se uma pessoa nada mais depressa numa piscina normal ou numa piscina pejada de tubarões brancos esfomeados e vou sugerir que experimentem eles próprios…
Se dentro da classe dos Ignóbeis houver um prémio para o melhor estudo “blherg”, esse prémio terá que ser entregue ao cientista Meyer-Rochow que estudou e conseguiu calcular a pressão exercida no interior de um pinguim quando este tenta defecar…
Bom, ficaram aqui alguns dos premiados, homens que se denominam de cientistas, mas que eu tenho sérias dúvidas se serão apenas ratos de laboratório. Alguém lhes devia mostrar que o mundo não estava assim tão interessado e preparado para receber as suas investigações, e que possivelmente eles conseguiriam ver o corpo nu de uma mulher mediante o pagamento de uma quantia de dinheiro… Não era preciso meterem-se nisto…
Enfim… vidas…
Abraços e beijos a quem de direito…

sábado, 12 de novembro de 2005

As mudanças

Tenho andado a fazer umas modificações cá por "casa". Tenho a dizer que é muito complicado quando começamos a mexer nos "livros" amontoados ao longo dos anos. Muitas vezes estávamos convencidos de que esses livros nunca mais teriam de ser mudados. Mas é verdade. A hora chegou! É hora de mudar. Tenho que mudar esses livros.
Isto da mudança dos "livros" é munto complicado porque podemos estar sujeitos a mandar uns valentes espirros. Uns espirros de tal maneira que nos deixam com um olhar verde. Mexem connosco as mudanças. É verdade. É com esse olhar esverdeado que normalmente andamos a fazer mudanças com o nariz tão inchado de ranho que até mete impressão. Muitas vezes indispostos, sem vontade de falar com ninguém. Ás vezes até com um ar amalucado. Somos nós a fazer mudanças. Se calhar devíamos arranjar um papel qualquer para pôr na testa: "Pedimos desculpa, mas andamos a mexer nos "livros" do nosso "quarto", não incomode para não nos chatearmos! Eu gosto muito de ti. Desculpa estar assim agora! Vou procurar sair desta confusão!" (Tenho que arranjar esse papel)
O facto de as mudanças implicarem a cor esverdeada e o mau estar às vezes fazem-nos pensar: "Epá se calhar mais valia estar quedo!" ou mesmo "Tava melhor a dormir!". A tentação de não fazer as mudanças é uma constante. O problema é que sem as mudanças não arejamos o nosso "quarto". Se não tirarmos esses "livros" nunca conseguiremos andar à vontade pelo quarto e até pode acontecer que nos sintamos muito mal na nossa própria "casa".
Mexam sempre nos vossos livros! Questionem sempre as razões pelas quais estão nas coisas. É indispensável para que as coisas e nós próprios não caiamos no vazio do sem sentido. Esse questionamento fará com que não nos sintamos mortos na nossa própria "casa".

Um abreijo grande

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Xanax, volta! Estás perdoado!

Quem é que manda nesta coisa das candidaturas à presidência da republica? Não devia haver uma autoridade qualquer, que quando o disco tivesse riscado fosse lá mandar uma palmadinha para avançar ou que quando houvesse insultos fosse capaz de dar uns belos açoites?
Eu acho que devia…
Eu que detesto a política que se pratica no nosso país, cada vez fico mais abismado com as coisas que por cá se vêem. Candidatos lutam e desferem golpes brutais ao orgulho uns dos outros, e tentam deitar o amigo, companheiro, camarada candidato a baixo, em vez de apresentarem programas e soluções. O exemplo mais flagrante é o daquele senhor de octogenário que a única coisa que ouvi sair da boca dele foram insultos para com os outros candidatos, e um estrondoso bate pé, porque quer que um outro candidato debata coisas com ele e lhe dirija insultos e outras coisas.
Mas o que é isto? Uma pessoa fala e quase a comem, cala-se e vem um senhor idoso e ameaça enterrar-lhe rectalmente a bengala até aos pulmões…
Enfim…
Eu ainda não vi um outro candidato que é advogado de um famoso pedófilo fazer campanha. Alguém já viu? Será que ele faz campanha nos julgamentos? Será que ele defende os réus à custa de apoio para a sua candidatura?
E aqueles outros senhores de esquerda, eu ouvi dizer que tinham apresentado candidatura e até agora nunca mais ouvi falar disso, onde andam eles? Porque é que o senhor octogenário também não lhes pede ajuda para debates e insultos?
Há outra coisa que me tem intrigado. A campanha política é chata, e deixa as pessoas agastadas não é? Ok, mas se é assim porque é que além da campanha, se faz uma pré-campanha? Porquê? E porque é que eu não noto diferença entre a campanha e a pré? Alguém sabe a diferença? Não sei porquê, mas algo me diz que não tarda a aparecer uma ante-pré-campanha, e depois uma sub-ante-pré-campanha, e por aí adiante, até chegar à altura em que haverá campanha todos os dias, a toda a hora, em todos os cantos do nosso país riquíssimo que tem muito dinheiro para gastar nestas coisas…
A toda a malta que alinha nessas merdas, eu tenho apenas uma coisa a dizer: Não brinquem com o meu dinheiro e com a minha paciência… Ide… roer xanax, bolachinhas e leitinho quente…
Abraços e beijos a quem de direito (não é de direita nem de esquerda, nem do centro, é de direito!)

PS: É preciso estar inscrito num centro de dia ou lar de idosos para poder ser candidato?

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Mantenha a calma…

As pessoas andam descontraidamente pela estrada, olhando em volta, tirando catotas do nariz, berrando aos outros condutores, insultando até os postes se for preciso, e quando chega a infeliz altura de ter um acidente e preencher uma declaração amigável, ainda tem que aguentar o sarcasmo de uma folhinha com letras muito pequeninas, em duplicado a dizer “Mantenha a calma”…
Isto é parvo. Tudo bem que a malta pode ficar exaltada por causa do acidente, mas não há ninguém no mundo que se acalme ao ler num papel, ainda por cima, um papel que é azulado.
Mas o problema começa já pelo nome do papel: “Declaração amigável”. Aquilo é amigável para quem? Alguém se espetou de carro e é suposto fazer o quê? Pagar um café e um bolo à outra pessoa? Isso sim seria uma coisa amigável. Eu não acho nada amigável um gajo todo stressado, vestido com um colete que permite que ele seja visto do espaço a mais de 300 mil quilómetros, e que faça com que absolutamente toda a gente que esteja nas imediações passe imediatamente a olhar para ele.
Enfim, ultrapassando a questão do nome, o arrepio surge quando a pessoa abre a declaração. Imediatamente 3298328479238472398 biliões de letras mais pequenas que ácaros, e espaços ínfimos em que nem uma letra inteira poderá ser escrita, saltam à vista e causam aquele que será o suspiro mais usado nestas alturas. Um simples, conciso e curto “fosgasse”… bem… trocando algumas letras, claro.
Nunca ninguém na história da humanidade, soube preencher declarações amigáveis a não ser as pessoas que trabalham em seguradoras e que têm mais ou menos 300 horas de formação para o fazer. Depois pedem às pessoas que acabam de ter acidentes o favor de, mesmo que a tremer como varas verdes, consigam preencher um papel com tantas perguntas como as dos questionários que costumam vir na revista Maria…
Bem… tive o meu primeiro (e espero que único) acidente esta semana e vi-me confrontado com este bicho demoníaco que são as seguradoras e as suas declarações amigáveis e digo-vos: Não tenham acidentes… mas acho que vocês já sabiam que o melhor é não ter mesmo acidentes… Enfim…
Abraços e beijos a quem de direito…

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

The lone duck! A história de um pato solitário na busca dos porquês da vida…

Para aqueles que estão a pensar que eu andei a ver algum programa especial da BBC sobre a migração de patos, eu informo que não é nada disso!
Hoje tenho para vos contar a história de um pato que anda foragido da sua capoeira, e anda a passear alegremente pelas ruas da minha freguesia. Ainda na passada sexta-feira ao passar numa terra (Busturenga) a 4 km da minha casa, dei de caras com um pato, com um aspecto imponente, com as cores preta e branca formando um padrão semelhante ao das vacas, em cima de um muro, no preciso momento em que olhava em volta na expectativa de uma oportunidade de se lançar à estrada. Na altura achei piada ao assunto e pensei “Bem, fizeram a fuga das galinhas e agora alguém há-de notar a fuga do pato” e fui à minha vidinha. Qual não é o meu espanto quando, dois dias depois, no domingo, voltei a ver o pato, desta vez já na minha terra, 4 km afastado do local onde o avistei da primeira vez, a marchar pela berma da estrada, qual caminhante e com o ainda presente aspecto destemido e imponente com que o vira no primeiro dia.
Já estou a ver que o pato deve ter ouvido falar daquela coisa da migração e não sei quê, e ficou confuso, mas mesmo assim resolveu tentar e lá vai ele a fazer uma migração a pé… ora… a pé… eh pah, eu na altura não tive oportunidade, mas se por acaso alguém vir o raio do pato, era só para lhe dizerem que ele tem asas e tal… sabem… asas, aquelas coisas que permitem que algumas coisas voem… está bem que o pato parecia-me aerodinamicamente e fisicamente mal preparado para voar, mas ainda assim, custava-lhe menos a voar do que fazer os até então 4 km a pé…
Acho que ainda o vamos ver no telejornal, qual Tom Hanks no Forestgump a percorrer as estradas deste mundo em busca de… qualquer coisa… “Run duck, runnnnnnnn!”
Enfim… mas o pato fez-me recordar de uma série da qual não me lembro do nome, mas que envolvia um cão da raça pastor alemão, esquecido pela família que mudara de casa, e que se lançava ao caminho em busca deles, participando em enumeras aventuras em que era o herói que salvava toda a gente. Um pouco como o Rex, mas sem as sirenes e os sons estranhos que esse bicho endiabrado faz. Parece que já estou a ver o pato a apanhar criminosos, e a salvar um rio de ser poluído por uma empresa qualquer sem escrúpulos… coisas assim!
Abraços e beijos a quem de direito e um grande “força nisso bicho!” ao pato viajante…

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Profissional ou amador?

A discussão está aberta e ao rubro. Um senhor reformado e com licença do lar de idosos para ser candidato a presidente da republica portuguesa e um senhor que meteu antes de ontem os papeis para a pré-reforma e que dá aulas de economia numa universidade, mantém actualmente uma acesa discussão sobre o seu estado político. Um afirma-se como não sendo um político profissional, o outro acusa-o de o ser por ele ter recebido uns salários de primeiro-ministro e coisa e tal, simultaneamente afirmando-se orgulhoso por ele mesmo ser um político profissional.
Eu acho que esta é a verdadeira essência do país em que vivemos. Numa altura de grande contestação social, em que a malta que até agora não fazia a ponta de um xusso e tinha tratamento especial, passa a não fazer a ponta de outro xusso e a receber um tratamento social igual aos restantes cidadãos, numa altura em que os preços aumentam e os salários diminuem, numa altura em que os professores se queixam porque afinal os puseram a trabalhar, coisa que antes não acontecia, numa altura em que na televisão portuguesa passa pela trigésima segunda vez o filme Casper, só nos últimos 3 meses, os portugueses vêem-se confrontados com senhores que se propõem a ser os presidentes do país a guerrear, quais meninas mimadas, sobre serem ou não políticos profissionais. E o pior, é que a comunicação social, depois da reposição do filme Casper dedica programas especiais só para tentar responder à pergunta: Quais os candidatos que são políticos profissionais?
A minha pergunta a esses senhores é: seus grandes recessos, o que é que isso me interessa? Vocês de qualquer maneira não vão para lá fazer nada! Pelo menos eu acho que não. Discutir isso parece-me o mesmo que perguntar a uma menina que vende prazer sexual se ela é profissional ou amadora... (Para os que se estão a interrogar sobre o assunto, a mim parece-me que a prostituição ainda não foi profissionalizada).
Já agora, alguém me sabe dizer ao certo o que faz um presidente da república que outra pessoa não faça? É que eu não faço ideia…
Eu votava que o senhor que ganhe esta eleição, os membros do governo e todos os políticos do país passem a ganhar apenas dois salários mínimos, aos quais serão retirados os devidos descontos para a SS e deviam também pagar deslocações do seu bolso, assim sim, viam como vivem os portugueses que eles tanto defendem… recessos!
Abraços e beijos a quem não se mete em politiquices…

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Carta ao Pai Natal

Isto é preciso começar a preparar o Natal. O Andrézinho já começou. Já só faltam uns meses e da outra vez... bem ele explica na carta. Achei interessante. Foi um bocado injusto o que lhe deram o Ânus passado.
De: Andrézinho
Para: Pai Natal

"Querido Pai Natal,

Chamo-me André e tenho 6 anos. Neste Natal eu queria um presente muito especial. Eu queria que em todo o mundo houvesse Paz e Amor, mas sei bem que isso é impossível de realizar... Pelo menos aqui no meu prédio. Sempre que a vizinha do 5.º Dto. faz amor, não há paz na vizinhança. Principalmente quando o marido sai em viagem de negócios. Nesses dias, se calhar a televisão dela fica avariada, porque está sempre a passar aquele anúncio do shampoo Herbal Essences "Ò ... sim, sim ... siiiim". Bem! Como a Paz e o Amor estão riscados da lista, vou ter que optar pelos bens materiais, coisa que eu não queria nada... Para começar, eu queria que este ano a minha prenda de Natal fosse um brinquedo muito divertido que vi na televisão. Não, não é nenhuma daquelas mariquices dos Action Man, Homem Aranha ou tartarugas Ninja. O que eu queria mesmo era uma coisa que vi ontem no Telejornal! Pai Natal, eu queria muito que me trouxesses um brinquedo que se chama RPG 7, que é um lança-granadas igualzinho aqueles que os terroristas usam para rebentar com os americanos no Iraque. Mas preciso muito que me entregues o brinquedo já este fim-de-semana para eu fazer uma surpresa aos meus coleguinhas lá da escola. Eles vão estar todos numa festa de Natal, em casa do Henrique, que é filho de um grande empresário têxtil, que não paga salários há 3 meses, contrata capangas para dar porrada nos sindicalistas e tem uma amante no prédio onde mora a minha avó. Todos os coleguinhas da minha sala foram convidados para a festa menos eu, porque o Henrique diz que o meu pai é teso e as minhas roupas parece que foram compradas na Feira de Carcavelos, em segunda mão, aos ciganos. Eu sei que desfazer os coleguinhas da 1.ª classe com tiros de bazuca não é uma coisa muito bonita. Mas no ano passado fartei-me de fazer boas acções e a prenda que me trouxeste foi a porcaria de um carro telecomandado comprado aos montes, que se avariou logo no primeiro dia. Bem, pelo menos sempre deu para aproveitar as pilhas para o vibrador da minha mãe! E por falar na minha mãe, neste Natal queria que ela tivesse uma prenda muito bonita... pelo que percebi, ela precisa muito de uma padaria mesmo aqui à porta do prédio, porque há mais de um mês que não vê o padeiro pelo menos foi isso que ela contou no outro dia, quando estava ao telemóvel com um amiguinho que se chama Robertão. Realmente, a minha mãezinha deve ter muita fome, porque depois começou a dizer ao amiguinho que lhe vai morder o cacete e, a seguir, vai pô-lo a aquecer na fornalha dela até ele ficar grande... o que acho esquisito, porque eu aprendi na escola que, sem fermento o cacete não cresce! Quanto ao meu pai, a prenda dele é uma daquelas máquinas que vendem Tabaco nos cafés... é para ter cá em casa porque sempre que o meu pai sai à Noite para comprar tabaco só volta no dia seguinte. Quando chega a casa diz que correu os cafés todos da zona e só conseguiu encontrar a marca de cigarros que ele fuma em Bragança, na boite A Bruxa. É engraçado! A minha mãe diz que ele vai a Bragança à procura da brasileira, mas que eu saiba isso não é uma marca de cigarros... é uma marca de café! Depois a minha mãe começa a falar em marcas de batom na camisa e aí é que eu fico sem perceber nada! Olha, mas se não arranjares a máquina, tenta ao menos passar pelo Ribatejo e trazer um par de cornos. Pelo menos a minha mãe está sempre a dizer que era disso que ele precisava. Para o meu irmão queria uma coisa mais simples. Basta trazeres umas roupinhas modernas, dessas que os adolescentes usam. Pelo que percebi, ele não deve gostar nada das roupas que os meus pais lhe compram, porque todas as noites, quando sai com os amigos, leva os vestidos da minha mãe. Diz o meu tio Zé que até dá pena ver o meu mano ali na zona do Parque Eduardo VII, com as perninhas ao frio e com aquelas botas altas tão desconfortáveis. Devem doer-lhe muito os pés porque leva a noite inteira a pedir boleia aos carros que passam... E pronto, acho que já está tudo! Agora vê lá, não te esqueças de nada, se não sou bem capaz de fazer um telefonema anónimo a uma certa jornalista do Expresso a contar um episódio engraçado que me aconteceu no ano passado, quando te fui visitar ali a um Shopping, no Saldanha. Ela vai gostar muito de saber que, quando eu estava no teu colo, aproveitaste para me apalpar o rabo e convidares-me para brincar aos trenós e aos comboios na tua casa, em Elvas! É claro que ambos sabemos que isso não foi verdade! O que aconteceu realmente foi que te apanhei a fumar droga e a veres revistas pornográficas na casa de banho, mas sabes como é a memória das crianças... vemos muitos desenhos animados e, por isso, estamos sempre a confundir as coisas. E convenhamos que o nome "Bibi da Lapónia" te assenta como uma luva. Por isso, ou me trazes as prendas todas que te pedi ou é bom que comeces a procurar um bom advogado. E não te esqueças de comprar muitas embalagens de gel de banho. É que ali na prisão de Custóias dizem que é perigoso tomar duche com sabonete... quando ele cai ao chão se te baixares para o apanhar corres o risco de... ui... que até dói... Pelo menos é garantido que vais ter um Bom Natal e um Feliz Ânus Novo!

Beijinhos, Andrézinho"

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Fobias - Parte I

Depois de uns dias sem escrever, cá estou para recuperar os posts perdidos.
Estava eu a pensar sobre o que poderia escrever, quando de repente me deu um ataque de grafofobia e eu lembrei-me que era giro escrever sobre algumas que eu considero as fobias mais… hammm… mais… estranhas que alguém pode sofrer. Para os que se questionam, grafofobia não é medo de garfos, mas é o medo de escrever e era só para introduzir o tema. Eu não tenho medo de escrever, a menos que seja com uma caneta pejada de lâminas de barbear e embebida em álcool etílico. Isso sim, provoca medo e dor, muita dor… argh…
Na extensa lista que a medicina criou para nos guiar, eu apenas vou enumerar algumas começadas pela letra A, e acho que estas coisas são notoriamente fobias de pessoas com demasiado tempo livre nas mãos.
Então cá vai:
Ablutofobia – podia muito bem ser o medo por ablutos, mas ninguém sabe o que é um abluto. Eu ainda fui lá fora chamar “Abluto, anda cá bicho”, mas nenhum apareceu. A Ablutofobia é o mal sofrido pelos técnicos de acondicionamento de veículos, vulgarmente conhecidos por arrumadores, ou pelas pessoas que sendo amigas do ambiente decidem que a água é um bem demasiado essencial e têm medo de se lavar ou de tomar banho… Enfim… medo de se lavar ou tomar banho… se houver uma coisa contraria a isto, então eu tenho essa patologia… um dia sem banho não é um dia…
Agyrofobia – Eu sei quem foi que criou esta. Foram gatos e cães… É que o que eles fazem pior é atravessar estradas. Inclusive os gatos desenvolveram um mecanismo que os obriga a atravessar a rua quando vêem um carro… Bom, mas para vos esclarecer, a agyrofobia é o medo de estradas e de as atravessar…
Alliumfobia – Pode parecer um nome estranho, mas muita gente sofre disto. O mais conhecido é o Conde Drácula, embora seja do conhecimento global que muitos casais sofrem desta fobia, porque se o homem come um alho de que forma for, é certo e sabido que terá que manter a distância da sua parceira, e nem a desculpa de que é quinta-feira, dia de fazer meninos os vai aproximar, pelo menos até o hálito ir embora. A alliumfobia é o medo de alhos…
Allodoxafobia – O medo mais comum da população portuguesa. Esta cientificamente provado que a taxa de contaminação desta patologia no ambiente político é de 100%. Estou obviamente a falar do medo de opiniões… Já agora, gostava da vossa opinião acerca do seguinte: Os políticos são-no porque querem ou alguém os obriga?
Amnesiofobia – Eu assumo que tenho medo desta patologia, o medo da amnésia, só não me lembro porquê…
Androfobia – Medo de homens. Ora bem, se eu vir um bando de marmanjos com pedras e paus a correr para mim, para me bater, eu vou ter medo deles, muito medo. Ou então se vir um grupo abixanado a caminhar pela rua, sou bem capaz de atravessar a rua para o lado contrário. Disso há que ter medo, muito medo… Agora, medo de um homem só por si? Hein?
Anglofobia – Medo de Inglaterra ou da cultura inglesa. Alguém já ouviu falar de uma coisa mais estúpida que esta?
Arachibutyfobia – Tenho mais dificuldades em dizer a palavra do que em achá-la bem estúpida… Medo de ter manteiga de amendoim colada ao céu-da-boca. Não tenho dúvidas em afirmar que isto foi criado por americanos no momento em que estavam a tentar obrigar um elefante cor-de-rosa a saltar à corda… lembraram-se… às vezes os cães sofrem disso, ficam com a comida nos dentes e no céu da boca… coitados…
Aritmofobia – Eu bem sabia que os três anos que eu demorei a fazer Matemática 1 na faculdade tinham uma justificação. Aritmofobia, o medo dos números! Nhiá ah ah! Eles andam aí…
Atomosofobia – Medo de explosões atómicas… acontece de vez em quando as pessoas sentirem-se acagaçadas com uma coisa destrutora como é uma explosão atómica… Vá-se lá saber porquê…
Aulofobia – Não, não é o medo de aulas. Digamos que, se o Rão Kyao viesse desembestado a correr na minha direcção e eu sofresse dessa fobia, eu ia fugir dele como o diabo da cruz. Nunca mais me viam. Este é o medo de flautas. Eu até o compreendo, afinal de contas uma flauta arremessada com toda a força directamente às ventas d’um gajo é coisa para doer ou vazar uma vista.

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Portugal, o país deprimido.

Não é possível que o nosso país seja assim tão desinteressante, até mesmo para um furacão… mas como é que é possível?!
Todos ouviram certamente as notícias alarmistas que um furacão ameaçador e destrutivo, no seu grau máximo de força, se dirigia para este nosso belo e relaxado país. Pois surge agora a confirmação de que afinal a ameaça não só reduziu o seu poder destrutivo baixando toda a escala de classificação, passando por tempestade tropical e acabando numa suave e molenga brisa…
Como é que é possível? Não somos nós dignos de ser fustigados por furacões e tempestades?
A verdade é que não se trata de dignidade, fontes próximas do furacão informam que devido à constante depressão da população em geral, o furacão perdeu o interesse total em nos desbastar e atormentar.
Parece que já estou a ver o furacão: “Ah e tal, estou aqui sem fazer nada, vou ali num instante rebentar com aqueles monhés daquele país. Hey, monhés, vou-vos desfazer a todos e tal! Nhiá ah ah!” (Para aqueles que se questionam, os furacões chamam-nos monhés e têm risos maléficos)
Ao que Portugal respondeu: “Pois… e tal… está bem… desde que não chateies muito… E faz pouco barulho se faz favor…”
Ao início, veio a força destruidora directa ao país, mas depois como viu que ninguém estava preocupado com isso, andavam todos com bandeirinhas laranjas e vermelhas e azuis e amarelas e foices e preservativos no ar a brincar às eleições e sentiu-se desmotivada e começou também a ficar deprimida, e depressa se dissipou passando de furacão, para furaquinho e depois para tempestade tropical.
Ainda assim, o tal Vince manteve alguma esperança, mas quando chegou mesmo perto do continente e viu que algumas pessoas nem guarda-chuva traziam ficou ainda mais deprimido que os Portugueses e transformou-se numa brisa.
Enfim… a vida difícil de um furacão…
Eu só acho que se somos assim com os furacões, imaginem com os turístas...
Abraços e beijos a quem não está deprimido. Para os deprimidos, vai uma palmadinha nas costas…

Jesus também fala comigo...

Este tema tem já algum tempo no entanto achei que seria pertinente a sua abordagem. É engraçado como podem existir ideias tão parecidas. O texto não é meu, mas...

"A Alexandra Solnado passou-me à frente. Não só já editou o livro dela, “Este Jesus Cristo Que Vos Fala”, como o próprio filho de Deus já lhe está a ditar o segundo. Ora, isto é chato, uma vez que também eu tenho, quase a rebentar no prelo, um livro em que relato conversas que mantenho com o Messias. Vai-se chamar "Diário de um Gajo Morto Há Dois Mil Anos"
Fiquei lixado quando descobri que Jesus também ditava a outras pessoas. Mas perdoo-lhe. Acho que é daquelas pessoas que gostam muito de conversar. O que não perdoo é as alcunhas que Ele dá: a Alexandra Solnado é uma querida Cabrita, enquanto que eu sou o Zé Merdas.
Acho que o meu livro, no entanto, tem uma mais valia que falta ao da Alexandra. Se, no geral, abarcam os dois temas similares, com Jesus a dar respostas a questões complicadas como a Santíssima Trindade, o Juízo Final, para que serve o FMI, como funciona, etc, já a minha obra vale-se pela atenção que eu dou a promenorzinhos deliciosos.
No livro desvendo o gosto que Jesus Cristo tem pela Água das Pedras – “do melhor do mundo, Zé Merdas!” – e pela Mini da Sagres – “a da Super Bock não é uma mini, Zé Merdas, é uma média de gaja!” – assim como outras confidências. Por falar em confidências, estou à vontade para dizer que Jesus não contou o terceiro segredo de Fátima à Alexandra Solnado. O que se passou foi que, como ele próprio disse: “a gaja não parava de perguntar e eu inventei qualquer coisa. Claro que não ia contar a verdade, até porque, como sabes, nunca fui chibo, mas se não lhe dissesse nada, a gaja não se calava”.
A pedra de toque no meu livro são as conversas paralelas que íamos tendo. Pequenas aguarelas em forma de diálogo, que pontuavam os nossos dias e que dão uma imagem mais descontraída desse Homem que sempre nos habituámos a ver como um menino do Papá. Está lá tudo.
“JC – Ó Zé Merdas, e este cretino do Boloni, hein?
Eu – É fraquinho, é.
(chega empregado com as bebidas)
JC – Ouça lá, eu pedi uma Água das Pedras.
Empregado – Esta é Vidago. É igual.
JC – Não é igual, caraças! Se fosse igual, eu tinha pedido!
Empregado – Eu trago outra. Desculpa.
JC – Desculpa? Mas eu conheço-te de algum lado? Andei contigo na escola?
Eu – Tem calama....
JC – Tem calma é o caralho!
Eu – Não foste tu que disseste, “Quem nunca pecou, que atire a primeira Água das Pedras?” Eh, eh, eh...
JC – Cala a boca, Zé Merdas.”
Não vão encontrar episódios como este no livro da Alexandra Solnado. Por isso comprem o meu. Lanço-o assim que Jesus me disser o que quer que eu faça com o dinheiro. Parece que ia saber de uns cavalos em que vale a pena a gente apostar". ZDQ

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Telemóveis de 4ª geração!

Meus amigos, o futuro não é logo, não é amanhã, não é para a semana e nem sequer é para o ano. Não, o futuro é já!
E porquê? Não sei, mas ouvi isto numa publicidade e achei que era bem começar um post sobre alta tecnologia com esta frase. Foi bem? Não? Ok…
Estou aqui a dedicar uns minutos para vos falar da nova tecnologia de comunicações móveis que está em desenvolvimento o FMDSGRTS mais conhecido como 4ª geração.
A nova geração de telemóveis que irá suportar esta tecnologia vai ser capaz de coisas nunca antes vistas. Um protótipo destes modelos foi já desenvolvido pela Noya, pioneira neste tipo de tecnologia, e tem como principais características pesar apenas 400 gramas e trazer uma bolsa semelhante à dos portáteis para ser transportado com toda a comodidade pelo seu utilizador.
A 4ª geração oferece numa só chamada o poder da transmissão de voz, o envio de vídeo, a transmissão de temperatura e a irradiação do cheiro entre interlocutores. Assim sendo, o utilizador deste tipo de serviço, vai poder ouvir, ver, sentir e cheirar a pessoa que lhe está a ligar, bem como todas as características do ambiente envolvente.
Este serviço já foi testado em pocilgas, lixeiras e transportes públicos e os intervenientes, depois de terem sido reanimados no hospital afirmam que realmente é uma experiência revolucionária.
Os experts desta tecnologia alertam no entanto para alguns cuidados a ter como o de não atender o telefone no quarto de banho, sob pena de que as pessoas quando nos virem na rua, atravessem para o outro lado.
Resumindo: A tecnologia coloca-nos no futuro, no limar da evolução. Não faltará muito para as chamadas de voz, imagem, temperatura e cheiro serem comuns.
Deixaremos de atender o telemóvel com o célebre: “Tou sim” para atendermos com um potente e audível: “Fodasse feioso, cheiras mal como o raio e esse calor ainda piora tudo, o que é que queres?”
Enfim… modernices…
Abraços e beijos a quem de direito… menos aos que usam 4ª geração… pode ser perigoso…

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Môzinho??

Reza uma lenda local que uma rapariga amava muito o namorado e que um dia o moço fugiu sem explicação.
Consta-se também que a moça pirou da cabeça e que não joga com o baralho todo.
Até aqui tudo bem, são coisas que acontecem com alguma frequência...
Eu posso testemunhar até esta última parte porque realmente uma moça que mora perto da minha loja, adequa-se perfeitamente à descrição. O que a lenda não contava era que a moça passa as tardes a chamar pelo tal moço, ou algo que se pareça.
Isto é de levar qualquer um à loucura... anda a moça por aí sempre a gritar (e peço desculpa se não são exactamente estas as palavras, mas é o que eu entendo): "môzinho... môzinho... oh môzinho..." e outras coisas que, essas sim, eu não entendo.
Dias e dias, sempre a ouvir isto e a malta começa a ficar irritada. É que a entoação que ela dá ao pregão é sempre a mesma, sempre da mesma forma e algumas vezes com uma periodicidade tão rítmica que parece uma gravação riscada…
Mas a gota de água é que a moça veio sentar-se com a vizinhança na conversa mesmo a escassos metros da porta do meu estabelecimento, o que me está a causar um stress desgraçado…
Vocês não estão mesmo a ver a situação, ela está a falar com as pessoas e no meio das frases diz aquilo… Dá-me vontade de me mandar para o chão a ter convulsões… isto chateia-me ainda mais que o cão do meu vizinho!
Já pensei em ir lá fora ajudá-la a chamar pelo gajo a ver se ele aparece rápido para ver se se cala, ou então oferecer-lhe um rolo de “duck tape” para ela se amordaçar de tal forma que livre o mundo dos gritos: “Môrzinho… oh môzinho!” (sim, é diferente).
Alguém que tenha a bondade de vir tratar do assunto se faz favor…
Abraços e beijos a quem tenha um colete de forças…

A Flora e Flora Portuguesa.

Hoje vou tentar fazer um post especial “BBSP – Bida bem selvagem portuguesa” (lê-se bê-bê-sê-pê).
O alvo deste post sobre a vida selvagem, é principalmente a flora que abunda actualmente em Portugal e porventura alguns animais que interagem com estas novas espécies.
Depois das campanhas “Um vaso em cada janela”, “Uma flor em cada esquina” e “Plante uma árvore”, surge a surpreendente campanha “Tanto cartaz que até chateia”. Pois é meus amigos, estou obviamente a falar dessa espécie arborícola recentemente plantada em todos os cantos do país, quais ervas daninhas, os placares de campanha autárquica.
Centenas ou milhares de espécimes foram plantados em todos os cantos do país, e quando digo todos, é mesmo em todos. Ainda ontem estava em casa a ver televisão, e quando olhei para o corredor, lá estava um cartaz especado. É incrível!
A sério, que febre é esta dos cartazes nas campanhas políticas? Não basta termos que os aturar na rádio, na televisão, na Internet e nos jornais? Não bastam aqueles panfletos que recebemos em casa com as fotos de todos alinhadinhos e prontos a tomar de assalto as autarquias portuguesas?
Eu não sei que é o responsável pela ideia dos cartazes, mas devia ser empalado com um ferro de 5 cm de diâmetro em brasa. Ainda por cima os cartazes são relativamente semelhantes: Um candidato em pose imponente como se tivesse sido penetrado por via anal com um tronco de eucalipto com os galhos e tudo, sem ser avisado e sem lubrificante. Uns ficam com o ar sorridente, dando a entender que apesar da surpresa sodomizadora, aquilo até é do seu pleno agrado. Outros fazem um ar de sofrimento compenetrado, quase a fugir para o esgar de dor, mas aguentam firmes, pois a campanha depende disso e sacrifícios têm que ser feitos. Outros há ainda que nem sequer disfarçam e ficam na fotografia com aquele ar de “Olhe aí que me enfiou um pau pelo rabo e os ramos estão a rebentar-me todo”. Há ainda outro factor importante para todos eles. É que o diâmetro do objecto fálico que lhes é introduzido no momento da fotografia para o cartaz varia, fazendo com que vários candidatos, apresentando programas de governação semelhantes façam expressões quer de sorriso, quer de sofrimento diferentes.
Bom, fica aqui a minha contribuição autárquica. Espero que tenha contribuído para desfazer alguns tabus criados à volta desta mística da fauna e flora portuguesa que aparece em altura de eleições. Não tenham medo deles, só não se cheguem perto na altura das fotografias não vá o indivíduo que segura o pau enganar-se no candidato e vocês passam a cabeça de lista de um partido qualquer que pode mesmo não ser o vosso.
Abraços e beijos a quem de direito e não se esqueçam de votar, é mesmo muito importante, alguém tem que ir para os tachos chuchar-nos o caroço (bonita frase, não?)...

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

O cão do meu vizinho!

Não, não estou a insultar o meu vizinho, estou a tentar insultar o estúpido do cão que ele tem.
Aliás, não sei se lhe devia sequer chamar cão, estou a correr o risco de estar a insultar todos os restantes bichos da mesma espécie… tirando algumas raças que não deviam ser considerados cães… mas isso é outra história.
Não sei se o cão é esguelado ou se o anfiteatro natural à volta do sítio onde ele está lhe amplia a “voz”, mas o que é certo é que a bicheza ladra alto como o catano. Mas pronto, eu até percebia se ele apenas ladrasse alto, mas ele nem sequer sabe ladrar e depois ladra precisamente quando não tem nada a ver com o assunto. Em vez de cão de guarda é cão sem guarda…
O rafeiro, quando ladra é de uma maneira… digamos… Jamaicana… é quase um (ler com voz arrastada) “ÃO Yaaaa e tal… ÃO e o camandro…”, parece o Alexandre Frota a fazer festas ao Castelo Branco, mas com violência. E depois é uma coisa de tal modo irritante que parece que entra pelos ouvidos dentro, por mais que a vizinhança (e não sou apenas eu que me queixo) tente fazer ouvidor moucos ao assunto, é impossível, parece uma nódoa impregnada no melhor fato de festa, é irritante e desconcertante. Tanto que já me fez ficar bastantes vezes sem dormir.
Mas o que me levou a escrever este post, é a vontade que tenho de amaldiçoar o cão (e perdoem-me os defensores de cães, mas apesar de adorar esses animais, eu tenho mesmo que fazer isto), e para que seja uma coisa valida, vou deixar aqui registado e à vossa consideração as maldições e de qualquer modo se alguém tiver uma ideia sobre modos jeitosos de dar conta dos latidos de um cão, faça favor de as deixar aqui registadas também. Então, cá vai (em jeito de frente a frente):
- Havias de ter desinteria de cada vez que ladrasses até ficares com fraqueza na voz. Não me importava de ouvir uns quantos latidos seguidos do som rasgador de uma farpa lancinante, mas havia de chegar a altura que terias o esfíncter anal tão dorido que não querias ladrar mais!
- Havias de ter instalado na coleira uma buzina de camião com um sensor de latidos, que te havia de enfiar uma buzinadela tão potente, mas tão potente que havias de ficar a ouvir apitos duas semanas seguidas!
- Havia de vir um cometa do espaço a alta velocidade povoado por pulgas radioactivas para te comerem até ao caroço!
- Havias de te sentar em cima de um pau em brasa e depois levavam-te para o Esquadrão G para eles te apertarem bem até ficares com a voz fininha!
- Havia de vir um camião desgovernado e deixar cair 1000000000000000000 toneladas de areia em cima para abafar o som!
Estou cá com um pó aquele cão…
Abraços e beijos a quem de direito e a quem tiver uma solução para este problema que não envolva violência…