Eu se pudesse, fechava as portas e janelas dos estúdios, casas e quintas de reality shows com os participantes e com os fazedores do programa e enchia de água até cima!!!! Irritam-me esses programas... irritam-me... irritam-me... ai como me irritam... nem sempre os programas em si, mas a atenção que lhes é dada... irrita-me!
A sério, eu ainda não percebi bem o fascínio do mundo por estes pseudo-programas... Pessoas que empregam o seu tempo, fechados numa casa, a actividades que vão desde fazer nada, fingir que fazem alguma coisa e muito sexo. Eu percebo que haja pessoas com fascínio pela parte do sexo, ok... ok... berlaitada num canal generalista, assim poupam dinheiro na assinatura do sexy hot... mas porquê darem tanta atenção a TUDO?!
Toda a gente diz que não vê, mas quando estão no trabalho ou na hora de almoço, todos comentam que o Joaquim montou a Fernanda umas 30 vezes e os outros taralhocos do programa puderam assistir...
Que degradação... Tenho pena dos animais que são usados nestes programas como é moda cá
E há outra coisa que eu não percebo... se é um reality show, ou seja, querem mostrar a realidade, porque não o fazem a 100%? Primeiro, as pessoas na realidade, tirando um ou outro caso, não vivem isoladas do mundo sem qualquer tipo de contacto. Em segundo lugar, se não há contactos nem electricidades nem essas coisas, porque raio é que há uns gajos equipados com câmaras de filmar sempre por todo o lado? DUHHHHH isso não acontece na realidade... tansos...
Mas para não passar em branco a moda dos reality shows, eu tenho a minha própria ideia de programa, que passaria por ter 3 crocodilos, dois leões, 47 piranhas, 5 tubarões e muitos supositórios, fechados numa casa com uma grande piscina, e savana incorporada e em que participassem os criativos destes tipos de programas (tirando eu claro), e as produtoras que desembolsam rios de dinheiro para produzir os programas. Ah e punha também tudo o que fossem directores de programação das televisões portuguesas, a ver se a minha televisão lá de casa começava a dar programação decente... Já agora, se não fosse pedir demais, punha lá uns quantos políticos a ver se os bichos ficavam com comida para uns tempos… O objectivo seria saber quais os animais que sobreviveriam a uma dieta isenta de conteúdo!
Ai o catano!!!!!
Abraços e beijos a quem de direito...
Aquele que é definitivamente o blog das maiores barbaridades e situações ridículas que se pode encontrar... ou não... (Barbaridades e coisas ridículas, ok? Perceberam? Coisas para rir e tal, assim como que com piada e tal)
terça-feira, 29 de março de 2005
Reality Show's?!
quinta-feira, 24 de março de 2005
Porque é que alguns Tugas conduzem um bocadito mal?
Eu sei que todos vocês que lêem estas coisas que eu escrevo (entre
Pois bem, eu tenho a resposta que poucos querem ouvir, mas que o mundo precisa de saber...
Podem dizer que se conduz mal por causa de deficiências a nível de ensino, até podem dizer que se conduz mal por causa das estradas cheias de perigos e buracos. Tudo bem, isso é tudo verdade, mas há mais... Algumas pessoas vão mais longe e acusam meio mundo e o resto de falta de civismo e desrespeito... Ao que eu digo: Tudo bem, isso também é verdade. Mas nunca ninguém colocou o dedo na ferida e apontou o verdadeiro problema, esse sim o criador de todos os males da estrada e de sermos o país que pior conduz. Mas eu vou arriscar e vou dizer. O problema é a apanha da catota, a limpeza dos salões, o acto severo e arriscado de andar a conduzir com o dedo no nariz, este sim o problema dos condutores portugueses...
Quantas e quantas vezes passei por condutores descontrolados que andavam aos SS's e que todos pensavam estar alcoolizados, mas que depois me apercebi que estavam era com o dedo espetado no nariz, na busca do longínquo macaco perdido.
As pessoas ficam descontroladas neste acto e espetam o dedo o mais fundo no nariz que conseguem, sempre mais e mais, algumas chegam mesmo a tocar no cérebro, e imaginem logo o que isto provoca... Outras estão tão concentradas na apanha da catota que chegam mesmo a fechar os olhos de forma a se concentrarem melhor... enfim... imaginem só... E os piores são os que chegam a inclinar-se em ângulos estranhos só para terem melhor acesso ao nariz, nem que isso signifique deitarem-se para o lado do passageiro enquanto conduzem…
É por isso que eu tento sempre limpar bem o nariz antes de me meter à estrada, não vá cair em tentação…
Estejam muito atentos aos limpadores do macaco na estrada, são eles o flagelo da humanidade…
Abraços e beijos a quem de direito…
terça-feira, 22 de março de 2005
Acontecimentos da semana santa...
Certamente toda a gente já viveu situações menos normais no decorrer das celebrações da semana santa. Este tópico está aberto a esse tipo de situações.
Há dois anos atrás na via-sacra da Ribeira de Fráguas, numa altura em que se fazia silêncio durante a caminhada, alguém se descuidou ou então não conseguiu aguentar mais e largou um estrondoso e valente gás intestinal... bem... parecia que os céus se tinham aberto...
Não foi bem nesta altura, mas imaginem a sonoplastia: 12ª estação. Jesus cai pela terceira vez "PRRRAAAAAAZZZZZZZZZZZZZ" (após a farpa segue-se um silêncio comprometedor, em que as pessoas olham umas para as outras indignadas e pensam todas que foi a que estava ao lado)
Abraços e beijos a quem de direito...
segunda-feira, 21 de março de 2005
A bisga...
Certo dia, ao fim da tarde, saí do emprego (quando ainda trabalhava na baixa do Porto) e fui para a tradicional paragem do autocarro. Cheguei lá, o autocarro já lá estava, e alguns passageiros já tinham entrado. Quando me dirigi ao lugar que costumava ocupar normalmente, ele estava ocupado por um indivíduo com um aspecto de arrumador em dia de azar. E bom, eu achei que aquela zona devia estar interdita e então passei para outra localização ligeiramente mais atrás e do lado contrário ao do indivíduo.
Um ou dois minutos depois, enquanto olhava para as montras do meu lado da rua em plena Avenida da Liberdade, junto à câmara do Porto, começo a ouvir um ruído bem estranho, como que um motor de sucção, e olhei para o lado de onde ele vinha. Reparei que realmente o ruído vinha do tal indivíduo, que estava a puxar uma bisga (vulgo escarro), bem do fundo das fossas nasais enquanto olhava em volta para as pessoas que estavam nas redondezas, como quem dizia “ora bem, isto é uma coisa normal e eu paro já”. Ele demorou uns valentes segundos a puxar aquilo tudo, e repentinamente parou o ruído: a boca dele estava cheia, mesmo com aquele aspecto de quem não consegue suster nem mais um segundo a respiração. De seguida olhou para o vidro e levantou-se. Abriu a janela do autocarro, apanhou um pouco de balanço e vai de mandar a bisga fora. Ora, uma bisga que devia pesar umas gramas valentes não deve ser coisa fácil de arremessar, coisa que apenas os campeões devem conseguir, e ele não devia ser campeão. Quando ele arremessou a bisga, aquela massa (e agora começa o nojo total… nojo a ponto de 50% dos passageiros ficarem com cara de vómito… os restantes 50% não viram aquilo) abriu como se fosse um pára-quedas, e fios pendiam entre ela e a boca do indivíduo, e passou apenas a dois ou três centímetros de um carro que subia a rua (se tivesse acertado o senhor podia deixar secar aquilo e usar como toldo).
Quando o indivíduo se chegou atrás após o arremesso os fios de bisga ficaram colados no vidro, e ele muito atrapalhado apressou-se a limpá-los com a manga da camisola, mas o efeito não foi bem o que ele esperava, porque em vez de limpar, ele apenas espalhou tudo aquilo pelo vidro, que ficou num estado… nem consigo descrever. Toda a gente que se sentava naqueles lugares perto do vidro, acabava por desistir e mudar de banco.
Desde esse dia, de cada vez que ouço aquele som de motor de sucção a puxar uma bela bisga, fujo o mais rápido que posso, e nos autocarros nunca mais me encostei a um vidro.
quinta-feira, 17 de março de 2005
The Catano Revolutions
Ora bem, cá estou eu novamente, depois de uma pausa prolongada para reflectir sobre o que fazer ou simplesmente sobre deixar de fazer este blog.
Decidi continuar com isto, mas vou explicar o que deve ser o conteúdo deste meu pequeno livro de rabiscos, tipo mercearia.
Passo então a explicar o melhor que conseguir o que é este meu blog:
Em primeiro lugar, isto é um local onde eu vou expressar as minhas opiniões sobre alguns assuntos de algum, pouco ou nenhum interesse para a humanidade em geral, ok pequenitos?
Em segundo lugar, as coisas que vou falar são normalmente coisas ridículas e parvas, perfeitas barbaridades, e por isso é de levar pouco a sério o que faço. Se de algum modo insultar alguém, é favor contactar-me por outro meio exterior ao blog que logo me desculparei, ou simplesmente marco um local a jeito para que me possam surrar, espancar e quem sabe fazer uns sapatinhos de cimento para me mandarem a um rio qualquer profundo. Para os que acharem que isto dá simplesmente muito trabalho, podem sempre usar um outro blog (http://romeufaria.blogspot.com), criado com o único efeito de falarem de mim e de me criticarem.
Em terceiro lugar: bem sei que posso levar isto na brincadeira, e dizer a toda a gente que isto é apenas no gozo, mas sei que há-de haver alguém com o cérebro incrivelmente apanhado e que vai sempre criticar-me a mim, em vez de criticar as situações que escrevo.
Em quarto lugar, agradeço imenso que “postem” nos tópicos que eu escrevo. Eu sei que não é fácil, gasta dedos, teclas, unhas, cabelo, roupa, sandes de presunto, sardinhas, autocarros, gasta tudo isto, mas façam o esforço, nem que seja para escrever “Pois é… cá estamos… e tal…”, e se tiverem temas que queiram desenvolver ou que queiram que eu desenvolva, deixam as sugestões lá.
Em quinto lugar, e de uma forma quase desesperada: Eu sei que muitos têm a esconder a identidade, não querem ser apanhados pela PJ ou pelo FBI, mas ainda assim, eu peço que não postem como anonimos, isto é, assinem os vossos posts com o vosso nome ou nick.
Por último, espero que adiram a esta minha renascida ideia, e que participem mantendo o espírito do blog.
Ai o catano!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Raio de conversa que nunca mais acaba!
Adeus… xau… xau… adeus… está bem… xau… eu passo… ok… xau… xau… xau… adeus… pois… xau… xau… beijinhos… xau… xau… abraço… adeus…
Mas quem é que nunca passou por esta situação de demorar, mais ou menos meia hora a desligar o telefone?
Eu consigo pensar em várias situações onde vi acontecer ou mesmo me aconteceu. Tinha um colega de faculdade que a despedir-se da namorada quando esta lhe ligava demorava uns 20 segundos em que só dizia “xau… xau… xau… xau… xau… xá… xá… xá… xá… xau”. Começava em ritmo normal e acabava em ritmo acelerado…
E depois há as pessoas que no telefone fixo, daqueles com fios, se vão despedindo e aproximando a cabeça do telefone, até estarem totalmente curvados sobre o telefone, com a cara já a tocar no aparelho, na aparente ânsia de desligar, e a dizer persistentemente “Adeus… xau… xau… xau… Está bem… xau… Adeus…” como quem espera pelo total silêncio do outro lado…
Deixo aqui uma sugestão de negócio aos senhores da PT que eu sei que lêem isto dream on): Porque não fazer o tarifário XAU? Pensem bem, as pessoas pagavam a chamada local, regional ou nacional a preço normal, e depois quando começasse a parte da despedida, o preço era reduzido em alguns cêntimos por minuto permitindo assim às pessoas a tão necessária despedida porque anseiam no final. Que tal? Que me dizem? Ideia vencedora esta, certamente vencedora!
Abraços e beijos a quem de direito…
Closing down sale!
Adeus.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Campanhas publicitárias…
Ok… ok… Eu sei que já estão para aí a pensar: “ai, não sei quê, que grande disparate que aí deve vir e tal!”
E a verdade é que é mesmo isso, cá vai um grande disparate. Desta vez sobre as campanhas publicitárias…
Eu não sei que tipo de coisas andam os criativos das campanhas publicitárias a fumar, mas eu acho que anda a ficar fora do controlo…
Senão vejamos: Quem nunca viu a publicidade do IKEA? Um papagaio a imitar gemidos e gritos de prazer sexual, ao jeito do casal que descansa alegremente numa divisão perto do papagaio. A mim assustam-me duas coisas: o que deu àquele casal para fazer o chamado “amor” perto de um papagaio, e quem é que ensinou o papagaio que fez o anúncio aquelas coisas? Será que na verdade alguém se deu ao trabalho de fazer sexo várias vezes por dia, insistentemente em frente ao papagaio até ele aprender? (Muitos estão a pensar: olha que belo emprego!). Mas o que eu acho que verdadeiramente é complicado é a expressão de terror que os casais fazem quando vêm este anúncio de televisão e lhes passa pela a cabeça a seguinte frase: “Ups”.
Alguém sabe quem é que faz os anúncios da Yorn? Eu acho que não só são pessoas dementes, como ainda por cima nunca devem ter visto o corpo nu de uma mulher na sua vida, e passam o dia fechados num cubículo a ouvir música do Elton John, do George Michael e do Alex…
E não podia deixar de falar dos anúncios que mostram pessoas a ficarem com a roupa suja e momentos depois a ficarem alegremente rendidos a um detergente milagroso… Mas o que raio é que os argumentistas destes anúncios andam a tomar, além de fumar? Xanax? Se eu estivesse num centro comercial e alguém me virasse óleo de motor pela roupa eu não ficava impávido como eles deixam a entender nos anúncios, eu imediatamente desfazia todos os dentes do gajo e ainda o despenteava! E já não basta pensar que pode haver um gajo que anda a sujar as pessoas de propósito, como ainda me intriga o facto de haver pessoas dispostas a ficarem algum tempo nuas à espera que as suas roupas sejam lavadas…
Enfim… Alguém que tire da reforma os criativos que fizerem o anúncio do Mocambo e do Bolero, esses sim, grandes mestres da publicidade!
Branco mais branco não há e tal e não sei o quê? Fónix!
Abraços e beijos a quem de direito…
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005
Filmes favoritos...
Eu começo pelo meu filme preferido: Senhor dos aneis! (A trilogia completa e não triologia, obg pela correcção)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005
O Carnaval...
Ai como eu gosto de Carnaval e tal… E é Carnaval e ninguém leva a mal e tal… É a minha altura preferida do ano. Toda a gente se mascara, fazem brincadeiras bem estúpidas e coisas assim malucas como os homens vestem-se de mulheres e as mulheres aproveitam e vão aos bares de strip masculino, coisas que fazem do Carnaval a melhor altura do ano… isso e escorregar alegremente por um corrimão de escada em forma de lâmina e aterrar num piscina de álcool etílico… coisas agradáveis e que eu gosto… NOT!!!!!!
Agora a sério… poderá haver festividade mais estúpida que o Carnaval actual? Eu acho que não, e olhem que pensei bem no assunto, mais ou menos durante… 5 segundos.
O facto de poder usar livremente bombinhas de Carnaval, cápsulas de mau cheiro, serpentinas não me alicia assim por aí além.
Além disso, o Carnaval é uma festividade ROTA! Não para os brasileiros que aproveitam esta altura para fazer descaradamente aquilo que fazem disfarçadamente durante todo o ano que é pavonearem-se nus ou seminus. Nesta altura eles fazem-no ao som de música estupidamente alta, aos berros uns com os outros, enquanto bebem cerveja e fazem sexo tresloucado em todo o lado e a toda a hora, principalmente numa avenida, onde as pessoas pagam para isso. Gandas malucos!
Cá em Portugal não, o pessoal pensou em ser mais sereno, mais modesto. E enquanto tentam imitar os brasileiros, vão simplesmente fazendo grandes desfiles com convidados brasileiros onde as pessoas já se despem um bocado, e para ajudar à festa, os homens tornam-se inteiramente travecas! Sim, há homens que esperam por este momento todo o ano. A questão já não é que disfarce usar, a questão para estes homens é: “vou ser uma loira espalhafatosa ou uma morena fogosa? Vou roubar as cuecas de fio dental à minha Maria… ou vou mesmo sem cuecas, porque aquele fio dental mata-me!”
E digo-vos mais… aliás… escrevo-vos mais, porque ainda que eu diga alguma coisa, nem que seja bem alto aos berros, vocês não ouvem nada… os portugueses treinam para o Carnaval durante todo o ano. E vocês agora dizem: “Então, mas a quinta das celebridades já acabou!” e eu digo-vos “Pois, mas eu não estava a falar desse Carnaval” estou a referir-me ao facto de 97% dos portugueses trazer um colete muito, mas mesmo muito florescente, religiosamente vestido no banco do automóvel. A minha única explicação é que seja uma forma de se ambientarem ao facto de irem usar roupas parvas no Carnaval.
Só mais uma coisa… não me perguntem mais de que é que eu me vou mascarar no Carnaval, está bem? Eu não gosto do Carnaval, não tem nenhum significado para mim, daí que não me vou mascarar, e se esperam que eu ande com roupas de mulher a “travecar-me”, esqueçam!
Abraços e beijos a quem de direito…
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
Mais poemas de andaime...
A pedido de muitas famílias, cá vai a segunda edição dos poemas de andaime… Ok, não tive nenhuma família a pedir-me isto, mas assim dá um certo ar responsável ao assunto… ou então não dá… bem, as famílias que leiam…
Para não ser muito monótono, resolvi desta vez investigar o que diriam várias pessoas que não apenas trolhas se estivessem colocadas em andaimes a ver passar as moçoilas lá em baixo.
Trolha: “Oh boua, tratava-te da fachada, do rés-do-chão, do primeiro andar e de tudo, sou pau para toda a obra… hã… percebeste… pau… coiso e tal…”
Pacifista (Fazendo um gesto de dar palmadinhas à altura da cintura): “Oh boua, contigo era só «paz» «paz» «paz» «paz» «paz» e amorrrrrr”
Informático: “Oh boua, anda cá acima que eu instalo-te o meu disco… duro…”
Advogado: “Oh excelentíssima senhora boua, espera que eu vou aí abaixo e abro-te um processo por atentado ao pudor!”
Machão (Apertando os testículos enquanto puxa um escarro): “Oh boua, RRRRRROOOOOOOAAAAAACCCCCC Thiuuuu” (simples e directo)
Político (Falando em crescente de entusiasmo): “Oh boua” depois olha em volta a ver se há concorrentes e volta a gritar “se vieres cá acima eu faço-te espernear de prazer, gemer de paixão e dou-te o apoio social que tu tão bem mereces” e depois acena vigorosamente como que a agradecer potenciais palmas. Acaba gritando: “Portugal, Portugal, Portugal…”
Seminarista (isto é capaz de ser controverso): “Oh boua, és católica? Não? Mas tens um rabo que valha-me Deus!”
Jorge W. Bush: “Oh boua, o teu pai é terrorista? É que tu és uma ganda bomba!”
Merceeiro: “Oh boua, tenho uma encomenda para te dar... mas, como não tens saco vais ter que levar no pacote!”
Sargento das forças armadas: “Oh boua, andas na tropa? É que já marchavas!”
Não me perguntem quem é que inventa estas coisas… Eu até gostava de dizer que sou eu, mas a verdade é que não. Alguém as inventou antes de mim, eu limito-me a aprender…
Abraços e beijos a quem de direito…
segunda-feira, 31 de janeiro de 2005
Aloé Vera…
“O Amaciador Palmolive Naturals Essência de Aloé é enriquecido com Extracto Natural de Aloé Vera, conhecido pelas suas propriedades hidratantes, deixando o seu cabelo suave e maleável”
“After Shave Bálsamo Aloé Vera”
Mas que sede é esta de produtos com Aloé Vera? E quem foi o grande totó que chamou ao raio da planta Aloé Vera? Eu tenho uma teoria que foi um gaijo que gostava muito da namorada e ela chamava-se Vera e um dia quando ele descobriu a planta e ligou-lhe para lhe contar da descoberta ela atendeu dizendo: “Allô é Vera, quem fala?” e o rapazio achou piada e desatou a chamar aquilo à plantinha.
TUDO, absolutamente tudo hoje em dia tem Aloé Vera… há dias fui a umas bombas de gasolina e quase podia jurar que estava lá uma mangueirinha com combustível Aloé Vera 100 octanas: “Para o bem-estar do seu motor”!
Não acham que começa a ser demais? Deixem a coitada da planta. Se tem fins medicinais, deixem que sejam apenas feitos medicamentos dela, não vamos começar também a dar-lhe nos champôs, nos vernizes para as unhas, nos ambientadores, nos desodorizantes, nas mobílias de quarto, nos autocarros, no papel higiénico, nos computadores e pior que tudo: nos iogurtes… sim meus amigos, há um iogurte com Aloé Vera… Como é que é possível? Quem foi o energúmeno que se lembrou que o que era giro era um gaijo ter uns iogurtes líquidos cujo sabor era aproximado ao de beber uma mistela com sabor a ervinha acabada de colher nos pastos onde as vaquinhas andam e cagam… QUEM FOI O GAIJO, HÃ? Se eu quisesse isso pegava num pedaço da planta que tenho lá em casa e desatava à trincadela, ou então esmagava e fazia belos batidos, mas isso seria em momentos de extrema falta de lucidez e excesso de loucura, não preciso que um gaijo faça isso por mim e ponha à venda em hipermercados…
Eu sou a favor que se deixem os produtos com Aloé Vera e se substitua tudo isso por gomas com muitos corantes e coisas assim malucas que nos deixam a língua às cores! Voltem rebuçados bola de neve e pastilhas gorila, estão perdoados!
Abraços e beijos a quem de direito…
sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Está frio?
Eu ainda não percebi… toda a gente já teve frio na vida, e todos os Invernos “supostamente” está frio, certo?
Então porque raio é que se faz disso notícia e há grandes avisos na TV e nas Rádios? Será que de um momento para o outro estão com medo que as pessoas se esqueçam de que no Inverno faz frio?
Além de mais, eu ainda não tive frio, frio mesmo daquele de tremelicar como vara verde, como se não houvesse amanhã! Nem sequer senti aquela diminuição típica masculina que toda a gente se queixa…
Eu acho que foram os senhores dos aquecedores que precisavam de arranjar uns trocos para pagar os impostos e espalharam o boato de que vinha frio, e o pessoal pensou logo: “C’um catano, vem aí um frio do c******* e agente estamos f******, oh não, frio é que não… ai… ai… e tal…” e a seguir foram logo comprar aquecedores e cobertores eléctricos e preservativos e viagra.
Como vêm, tudo não passou de uma estratégia comercial para fazer dinheiro… e agora que penso nisso… oh pessoal, não sei se já vos disse, mas vem aí uma grande epidemia de vírus e erros que vão estragar a vossa vida a menos que vocês mudem de computadores e comprem computadores novos. Se quiserem eu até sei onde é que se vende disso… e tal…
Só para concluir, frio mesmo seria quando:
1. Um homem quisesse ir mijar e não conseguisse sequer segurar o pirilau de tão geladas que estariam as mãos.
2. Um homem conseguisse mijar, mas durante o acto o jacto mictal ficasse congelado e formasse uma espécie de arco do género de uma ponte entre o chão e o respectivo pirilau. Poderiam fazer-se verdadeiras estátuas com isto.
3. Um homem depois de estar 15 segundos a mictar deixasse de sentir o pirilau porque além de ficar anestesiado pelo frio, o instrumento estaria diminuído e prestes a desaparecer levando o homem a pensar que estaria a passar de Joaquim Arnaldo para Joana Vanessa.
Ainda continuam a achar que está frio?
Abraços e beijos a quem de direito…
quarta-feira, 26 de janeiro de 2005
V.I.P. ou P.D.D.P.S.I.M.Q.A.N.T.?
Quantos e quantos de nós sabemos tudo, absolutamente TUDO acerca de algumas pessoas pseudo importantes que aparecem na TV e não sabemos a ponta de um corno (cá está novamente a expressão do corno) sobre o vizinho do 3º esquerdo que pode muito bem ser um serial killer pronto a degolar-nos com uma naifa de 30cm ou simplesmente espetar-nos uma valente facada no bucho e depois ver-nos esvair em sangue até à última gota! Pronto, isto é um pouco sádico, mas às vezes é verdade, uma pessoa vai a sair de casa e um gajo dá-nos cabo do canastro, e nós não estávamos à espera, porquê? Porque em vez de sabermos coisas sobre a vida dele, não, dedicamos a nossa existência a saber coisas sobre gente maquilhada que se denomina de V.I.P.
Aposto que essas pessoas não seriam sequer capazes de nos dar um valente cachaço, ou sequer de nos cuspir para cima. No entanto há revistas que se dedicam exclusivamente a descascar minuciosamente a vida desses energúmenos! Para quando uma revista que escreva artigos sobre a pensionista do fundo da rua que matou todos os maridos com uma colher de sopa, ou do trolha que mora do outro lado da rua e que persegue as suas vítimas com um carrinho de mão ferrugento com a ferramenta em cima, isso sim, coisas úteis, não é o que fazem actualmente.
Não quero saber a cor das cuecas do José Castelo Branco (momento assustador do blog), nem para onde é que o Dom Duarte de Bragança vai de férias com a sua mulher e os 2384 filhos, nem sequer como foi a noite de festarola e sexo desenfreadamente louco que aconteceu na discoteca Lux… Além disso lux é nome de sabonete…
“Arranjem vida própria” é o que me resta dizer aos colunistas dessas coisas, os VIPs para mim não são o mesmo que para vocês, dos meus VIPs vocês não falam (e ainda bem), limitam-se a falar dos P.D.D.P.S.I.M.Q.A.N.T. – Pessoas Demasiado Deprimentes Para Serem Importantes Mas Que Aparecem Na Televisão.
Abraços e beijos a quem de direito…
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Os impostos…
Mas quem é que teve a brilhante ideia de tirar do meu bolso uma valente pipa de massa (quero eu pensar que é muito) para contribuir para o bem do estado e das pessoas dele dependentes? Não era melhor deixar as coisas como estavam? É que a partir do momento em que fizeram isto, os dependentes aumentaram estupidamente… Falo, obviamente dos políticos e dos restantes estadó’dependentes, como os secretários de estado e os conhecidos “comedores”, pessoas que não fazem a ponta de um corno (não vejo que as restantes andem por aqui a fazer pontas de cornos, mas pronto) e que recebem salários milionários!
Porque é que os ministros, em vez dos belos Audi’s, BMW ou o catano não passam a ser transportados num Fiat Uno? Aliás… não a ser transportados, mas sim a transportarem-se! Porque raio é que eles andam a gastar os impostos que eu pago naqueles carros todos e em submarinos e em aviões e em grandes comezainas, e pior que tudo: em campanha política?
Mais valia que fossemos um país anarquista! Aliás, para isso só se muda o nome do estado, de democrático para anarquista, porque o resto já não é preciso alterar porque já está…
Alguém me diz onde está o gajo que inventou o Imposto Automóvel e o Iva? Alguém me diz onde é que eu posso ir para lhe arrancar as unhas dos pés e das mãos com um alicate, a sangue frio? Já agora, alguém sabe onde está o gajo que inventou o IRS e o IRC?
Vivemos milhares de anos sem isto e safamo-nos bem, e de repente tem que vir um gajo que deve ter dito: “Isto o que era fixe era exigir rios e rios de dinheiro aos portugueses para nós podermos viver sem fazer absolutamente nada. A gente chama-lhe impostos e dizemos que é para o bem do país e para os ajudar… PATOS! AH AH AH AH AH” (esta última parte são obviamente risos maléficos)
Estou chateado… Já agora, alguém me arranja um Presidente da Republica? É que, como “isso” não serve para nada, sempre dava jeito para meter na estante a segurar os livros…
Abraços e beijos a quem de direito…
sábado, 22 de janeiro de 2005
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Vai uma feijoada?
O Zé adorava feijoada. Porém, sempre que comia, o feijão causava-lhe uma reacção fortemente embaraçosa. Algo muito forte. Um dia apaixonou-se.
Quando chegou a altura de pedir a mulher em casamento, pensou:
- Ela é de boas famílias, cheia de etiqueta, não vai aguentar estar casada comigo se eu continuar a comer feijão. Decidiu fazer um sacrifício supremo e deixou-se de feijoadas.
Pouco depois estavam casados. Passados alguns meses, ao voltar do trabalho o carro avariou. Como estava longe, ligou para a mulher e avisou que ia chegar tarde pois tinha que regressar a pé. No caminho, passou por um pequeno restaurante e foi atingido pelo irresistível aroma de feijoada acabadinha de fazer.
Como faltavam vários quilómetros para chegar, achou que a caminhada o iria livrar dos efeitos nefastos do feijão.
Então entrou, pediu, e ao sair tinha três doses de feijoada no estômago. O feijão fermentou e durante todo o caminho, foi-se peidando sem parar. Foi para casa a jacto. Peidava-se tanto que tinha que travar nas descidas e nas subidas quase não fazia esforço para andar. Quando se cruzava com pessoas continha-se ou aproveitava a oportuna passagem dum ruidoso camião para soltar gás. Quando chegou a casa, já se sentia mais seguro.
A mulher parecia contente quando lhe abriu a porta e exclamou: "Querido, tenho uma surpresa para o jantar!". Tirou-lhe o casaco, pôs-lhe uma venda nos olhos, levou-o até à cadeira na cabeceira da mesa, sentou-o e pediu-lhe que não espreitasse. Nesse momento, já sentia mais uma ventosidade anal à porta! No momento em que a mulher ia retirar a venda, o telefone tocou. Ela obrigou-o a prometer que não espreitava e foi atender o telefone. Enquanto ela estava longe, ele aproveitou e levantou uma perna e -ppuueett - soltou um! Era um peido comum. Para além de sonoro, também fedeu como um ovo podre!
Aliviado, inspirou profundamente, parou um pouco, sentiu o fedor através da venda, e, a plenos pulmões, soprou várias vezes a toda a volta para dispersar o gás. Quando começou a sentir-se melhor, começou outro a fermentar! Este parecia potente.
Levantou a perna, tentou em vão sincronizar uma sonora tossidela para encobrir, e pprrraaaaaaaa! Sai um rasgador tossido. Parecia a ignição de um motor de camião e com um cheiro mil vezes pior que o anterior!
Para não sufocar com o cheiro a enxofre, abanou o ar sacudindo os braços e soprando em volta ao mesmo tempo, esperando que o cheiro se dissipasse. Quando a atmosfera estava a voltar ao normal, eis que vem lá outro. Levantou a outra perna e deixou sair o torpedo!
Este foi o campeão: as janelas tremeram, os pratos saltaram na mesa, a cadeira saltou e num minuto as flores da sala estavam todas murchas. Quase lhe saltavam os sapatos dos pés.
Enquanto ouvia a conversa da mulher ao telefone no corredor, sempre fiel à sua promessa de não espreitar, continuou assim por mais uns minutos, a peidar-se e a tossir, levantando ora uma perna ora a outra, a soprar à volta, a sacudir as mãos e a abanar o guardanapo.
Uma sequência interminável de bufas, torpedos, rasgadores e peidos comuns, nas versões secas e com molho. De onde a onde acendia o isqueiro e desenhava com a chama círculos no ar para tentar incinerar o nefasto metano que teimava em acumular-se na atmosfera.
Ouviu a mulher a despedir-se e sempre com a venda posta, levantou-se apressadamente, e com uma mão deu umas palmadas na almofada da cadeira para soltar o gás acumulado, enquanto abanava a outra mão para espalhar.
Quando sacudia e batia palmadinhas nas calcas largas para se libertar dos últimos resíduos, ouviu o plim do telefone a desligar, indicando o fim da solidão e liberdade de expressão. Alarmado, sentou-se rapidamente, e num frenesim abanou apressadamente mais algumas vezes o guardanapo, dobrou-o, pousou-o na mesa, compôs-se, alinhou o cabelo, respirou
profundamente, pousou as mãos ao lado do prato e assumiu um ar sorridente.
Era a imagem da inocência quando a mulher entrou na sala. Desculpando-se pela demora, ela perguntou-lhe se tinha olhado para a mesa. Depois de ele jurar que não, ela retira-lhe a venda, e, Surpresaaaa!
Estavam 12 pessoas perplexas e lívidas sentadas à mesa:
Os pais, os sogros, o patrão e os colegas de tantos anos de trabalho.
Era a festa surpresa de aniversário do Zé!
Simples posters ou desejos escondidos?
Ok, não respondam, deixem-me pensar que realmente alguém se revê nisto e quem sabe haverá alguém no mundo capaz de soltar gargalhadas histéricas a ler isto, ou simplesmente sorrir… ou apenas ler… ok… deixem-me pensar que alguém lê isto… alguém tem que ler, senão este informalismo de escrever num formato como se estivessem a ler começa a tornar-se frustrante… hello? Está alguém a ler? Estou sozinho neste mundo?
Ainda que ninguém me responda agora, vou escrever sobre o assunto de hoje…
Eu sempre quis ser camionista! Sim, toda a gente gostava de ser bombeiro, ou médico ou até mesmo striper (isto se calhar não), mas eu sempre quis ser camionista (existe um fundo de verdade nisto, porque eu gostava era de conduzir um camião). E gostava de o ser, não pelos locais que se visita, não pelo imenso poder do camião em si, não pelas comezainas que poderia fazer em restaurantes de berma de estrada, nada disso, gostava de ser camionista por causa de poder usar aqueles típicos posters de gajas nuas na traseira da cabine! Isto sim era o meu objectivo, porque ninguém acha estranho, acham aquilo giro! No fundo porque toda a gente gostaria de ter um poster de qualquer coisa que achassem piada, nem que fosse do gato Tareco ou do periquito Matias.
Eu já tentei encenar a vida de camionista e encomendei um desses posters para colocar no meu carro, pendurado perto dos bancos de trás, mas não só ficava estranho, como o poster era exageradamente grande o que dava a sensação a quem ia de fora que eu ia no carro com uns enormes seios ali no lugar dos bancos de trás. E alguns de vocês pensam: “Mas isso até nem era mau!”, ao que eu vos digo: “Tentem explicar isso a um polícia ou então aos vossos vizinhos de 70 anos”… Além de tudo, não dava muito jeito olhar para o retrovisor e ver um par de enormes seios, o pessoal distrai-se e depois é um problema.
Tive que me deixar disso e aproveitei e além do poster tirei o CD que tinha pendurado no retrovisor, tirei também as almofadas em renda que tinha na placa atrás dos bancos, tirei o autocolante a dizer “GT-TDi HGT VV-Ti Super
Agora aos camionistas eu deixo um “réptil”: Mudem os vossos posters para a parte da frente do vidro do camião, porque a malta não consegue ver bem a fotografia se vocês continuarem a metê-las atrás dos vossos bancos, um gajo assim esforça a vista e acaba por não conseguir ver nada! Troquem a matrícula com os vossos nomes com o poster, fica melhor!
Abraços e beijos a quem de direito…
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Poemas e poetas dos andaimes - Finalmente alguém fala livremente disto!
Quem nunca teve a oportunidade de presenciar estes verdadeiros actos de poesia e paixão, quando um homem (ou semelhante) grita de cima do andaime em que trabalha aquela frase brilhante capaz de derreter o gelo do coração de qualquer mulher e fazer despertar nela uma ardente chama de amor, ou simplesmente a vontade animalesca de matar?
Pois é, cá estou eu para escrever sobre aquelas frases de engate maravilhosas que são conhecidas como poemas de andaime e que os homens procuram a todo o custo aprender e as mulheres esperam um dia ouvir… Sim, esperam que eu sei! A princípio mostram-se chateadas quando ouvem, sei lá, a frase: “Oh boua, tratava-te da canalização qu’era um’stante!”, mas no fundo essa atitude serve apenas para mascarar a vontade que têm de casar de imediato com o homem que acaba de proferir essas palavras, isto ou então não gostam mesmo e querem empurra-lo do andaime a toda a força e vê-lo alegremente escarrapachado no chão… para isto ter piada eu voto na primeira opção.
Frases como “Oh boua, Queres ser a torrada para minha manteiga? Anda cá’cima q’u pai unta-te”, ou então “Oh boua, pareces uma obra de arte inacabada, anda aqui que eu uso o meu pincel para te completar”, e mesmo a tradicional “Oh boua, as tuas calças fazem-te parecer um extraterrestre. Põe-te o traseiro que é uma coisa do outro mundo!”, são verdadeiras obras de arte, que revelam que o trabalhador das obras que as proferiu é um verdadeiro artista, quem sabe até um génio da escrita que apenas procura inspiração no trabalho do cimento e nas moças que passam na rua ao alcance da sua certeira e incisiva frase de engate.
Para vocês homens que procurar aprender esta arte, e eu sei que são muitos, aqui o tio Ripper vai dar-vos umas dicas que andou a pesquisar…
Primeiro, comecem a frase que querem dizer por “Oh boua” dito com sotaque do porto. Isto chama-lhes mais a atenção, e soa-lhes muito bem. Só por si já seria o suficiente, mas como vocês querem tocar-lhes no coração, têm que dizer algo mais que apenas “Oh boua”, senão elas pensam que dizem isso a todas. Então, após a introdução, chegou a hora de personalizar…
Olhem bem para a moça alvo, ou para aqueles que têm a sorte de trabalhar nos andaimes das ruas movimentadas, escolham as moças alvo, quanto mais melhor! Depois vejam uma característica que lhes salte à vista e lancem um daqueles piropos capazes de fazer corar a estátua da liberdade.
Aqui vão alguns exemplos, usem-nos bem, e cuidado para não caírem dos andaimes… (Sugestão: Esta parte de cair dos andaimes pode acontecer por distracção ou então porque existe a remota hipótese de terem a mulher visada pelo piropo a empurrar-vos ferozmente, daí que talvez seja melhor lançar o piropo duas vezes, uma ainda escondido de forma a não ser visto, outra após terem a certeza que ela realmente está interessada, não vá o diabo tece-las…):
- “Oh boua, magoaste-te muito quando caíste do céu?” – Começamos com uma coisa soft, capaz de as fazer sorrir.
- “Oh boua, Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto!”
- “Oh boua, pareces uma flor, anda cá acima que eu faço-te um arranjinho” – Convém dar um certo ar de bom gosto e falar de flores, elas gostam.
- “Oh boua, és como um helicóptero: gira e boa”
- “Oh boua, pereces um diamante, anda cá ao ourives.”
- “Oh boua, se fosses um hambúrguer do McDonald's eras a McLinda!”
- “Oh boua, contigo era até ao osso!” – Começa a descer o nível…
- “Oh boua, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos” – Esta eu simplesmente não comento… quem é que inventou esta?
- “Oh boua, com um cu desses podes ir c**** lá a casa!” – Esta não deve ser usada por principiantes na arte… é capaz de ser perigosa, e exige destreza a fugir pelos andaimes…
Para aqueles que já são veteranos na arte, podem tentar aquele que é possivelmente o gesto que fará a diferença e que poderá muito bem ser o início da construção de um verdadeiro harém, já que elas ficam doidas. Estou a falar da puxada da solha e do aperto dos… hammm… dos… dos… dos coisos…
Não há melhor que a seguir ao poema, ouvir o som “RRRRRRROOOOOOAAAAAACCCCCCCCCC”, e depois, quando elas olharem para cima, fazer o chamado aconchego dos… hammm… dos… dos… daquilo lá em baixo…
Acho que nunca tinha escrito tanto disparate junto…
Estou a ficar demente…
Abraços e beijos a quem de direito… RRRRROOOOAAAACCCCCC phiuuuu!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Correntes cibernéticas (Chain letters)...
As correntes de correio electrónico! Centenas ou milhares de mensagens de correio electrónico são diariamente enviadas com um único propósito: Evitar que fiquemos sem cabelo, evitar que partes do nosso corpo sequem e caiam inertes no chão, evitar que tenhamos 3845 anos de azar e acima de tudo, para relembrar a todos os nossos amigos que nunca os esquecemos, ainda que seja apenas no momento em que lhes estamos a enviar aquilo que eu considero o lixo, ou mesmo o dejecto do ciberespaço… ou então é apenas e só para nos encher a caixa de coisas estúpidas…
Quem nunca recebeu uma daquelas correntes em que, para que não tenhamos muitos e muitos anos de infelicidade sexual ou afectiva, ou para que possamos ganhar 23 telemóveis oferecidos pelas principais marcas de telemóveis do mercado, ou para que simplesmente uma empresa líder de acesso Internet ofereça, vá-se lá saber porquê e vá-se lá saber como, um cêntimo por cada mensagem enviada a uma família desprotegida que tem uma filha com uma doença incurável, mas que se arranjarem dinheiro poderão cura-la… que coisa bonita, solidariedade electrónica! POIS EU ACHO QUE ISSO É PARVOÍCE! Se eu quiser ajudar a menina com doença incurável dirijo-me ao hospital onde ela está ou faço com que lhe chegue ajuda dessa forma, não mando mensagens a todos os contactos PORQUE ISSO NÃO VALE A PONTA DE UM CORNO, NÃO FUNCIONA!
E se querem saber mais, não tenham medo do azar, porque ele está todo concentrado em mim, visto que eu nunca mando essas mensagens e assim tenho vindo a concentrar nos últimos anos todo o azar do mundo em mim (isso explica muita coisa, não?) …
Abram os olhos se faz favor, e já agora, vão divulgando este blog aos nossos amigos, porque a Bolsa de Valores de Lisboa oferece a cada um dos utilizadores, desde que devidamente autenticados e registados, por cada visita, o valor de 100€ em compras nos mini mercados “Ceroulas”, e informo também que se não o fizerem nos próximos 95 segundos a pelo menos 874 pessoas, terão 29.389.286 anos de azar! Pensem bem nisto e não percam tempo… são mais de 29 milhões de anos de azar…
Abraços e beijos a quem de direito…